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O trabalho é a única fonte de riqueza.

Este ponto é polêmico e eu posso estar absolutamente equivocado. No entanto até hoje ninguém conseguiu me demonstrar o contrário.

Pense em qualquer forma de obter riqueza e você sempre identificará, em algum momento, a necessidade de trabalho humano.

Por exemplo se você investe em ações, estas ações pertencem a empresas, estas empresas lidam com trabalho humano.

Se a sua renda vem do aluguel de imóveis, por igual este aluguel será ou para pessoas que trabalham ou para empresas que produzem a partir do trabalho alheio.

Se a sua renda provém de juros sobre capital, estes juros dependerão da existência de uma atividade econômica que tome dinheiro no mercado e o devolva com estes juros.

Se você tem propriedades rurais, você dependerá do trabalho alheio para plantar ou cuidar dos animais.

Mesmo empresas que não tem fábricas, como as que exploram marcas do tipo Apple, Microsoft, Zara, etc. dependem de trabalhadores em alguma etapa inicial da sua produção, ainda que exportada para outros países.

Não adianta ter uma mina de ouro se não há quem retire o mineral da terra. Não adianta ser um artista que transforme barro em uma escultura de milhões se não houver alguém trabalhando para gerar a riqueza para o milionário que adquirirá este bem.

Aliás o valor de certas coisas, como uma obra de arte caríssima, é algo que não passa de uma ficção. Uma obra de arte em uma situação em que não exista riqueza, como por exemplo durante uma guerra ou um estado de fome extrema, perde completamente o seu valor.

Gostaria de ver comentários sobre este ponto. Para, a partir daí, continuar com a minha argumentação. É muito importante que quem quiser demonstrar o meu erro o faça de forma fundamentada e o mais desapaixonada possível. A minha intenção é encontrar a verdade ou o que seja mais perto possível disso.

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Avançado Geral Teoria

Reforma trabalhista, emprego e ocupação.

Em época em que se propõe uma profunda reforma trabalhista, com a flexibilização de regras constitucionalmente estabelecidas, entendo que seja oportuna a discussão em torno do que representam para o país as normas decorrentes da legislação trabalhista e o que pode significar a sua flexibilização.

Ao longo de meus mais 25 anos na Justiça do Trabalho já vivenciei várias épocas, de hiperinflação a crescimento econômico e estagnação e diante disso pude tirar algumas conclusões.

A partir disso elaborarei alguns postulados que pretendo ao longo dos próximos dias apresentar para a discussão.

O tema é muito mais complexo do que se aceita discutir e qualquer debate sempre acaba descambando para uma visão mais ideológica do que racional.

Como eu pretendo aproveitar as discussões para a futura elaboração de algo mais concreto peço que os comentários sejam fundamentados, inclusive, se possível, com literatura correspondente.

Desde já agradeço a todos pelos comentários.

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Direito

Deus é uma Juíza Brasileira!

Recebi agora há pouco por e-mail uma decisão que tende a ser mais uma pérola da história da jurisprudência nacional.

Trata-se de notícia publicada no site Consultor Jurídico de 17/11/2007, mas que já se encontrava na rede desde 05/11/2007 por meio do blog Modos de Dizer o Mundo.

Dá conta a notícia que uma Juíza do Trabalho do interior da Paraíba teria, em suas razões de decidir, dito, textualmente:

A liberdade de decisão e a consciência interior situam o juiz dentro do mundo, em um lugar especial que o converte em um ser absoluto e incomparavelmente superior a qualquer outro ser material. A autonomia de que goza, quanto à formação de seu pensamento e de suas decisões, lhe confere, ademais, uma dignidade especialíssima. Ele é alguém em frente aos demais e em frente à natureza; é, portanto, um sujeito capaz, por si mesmo, de perceber, julgar e resolver acerca de si em relação com tudo o que o rodeia.

Gente, eu fiquei tão emocionado com as palavras da colega que por alguns momentos pensei em fechar o espaço de comentários e ficar aqui blogando sozinho, dizendo a VERDADE enquanto meus humildes leitores tem a chance de se abeberar da minha lauta sabedoria.

Brincadeiras à parte a situação muito merece se dar chance de ouvir o outro lado, ou seja permitir-se que a magistrada explique porque se colocar em um patamar tão superior. O que pode muito bem ter como explicação desde o digitador ter ouvido mal alguma parte importante do texto ditado em audiência, até ter sido alguma brincadeira que, por um infeliz acaso veio a ser juntada ao processo no lugar da decisão correta.

Até porque juiz de primeiro grau anda tão desmoralizado no Brasil que dia desses um servidor do TRT/RS anulou um ato meu (isso mesmo, servidor… se alguém ficou curioso outra hora eu explico).

Atualização: A magistrada prolatora da controvertida decisão acima referida aprensentou à sua associação de classe, a AMATRA XIII, uma nota em que admite que foi realmente infeliza na colocação destacada da sentença. Esta nota, que reflete a humildade da juíza no reconhecimento de seu equívoco não deve ser desconsiderada.

A imagem acima é do filme Deus é Brasileiro dirigido por Cacá Diegues, e que está à venda no Submarino.com.