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Rashomon, da Akira Kurosawa

Acabo de assistir Rashomon, de Akira Kurosawa. É um filme de 1950, que é uma referência internacional para a análise de depoimentos testemunhais, na busca da verdade real. O filme é baseado em um conto homônimo de Ryunosuke Akutagawa.

O filme descreve um estupro e assassinato através dos relatos amplamente divergentes de quatro testemunhas, incluindo o próprio criminoso e, através de um médium (Fumiko Honma), a própria vítima. A história se desvela em flashbacks conforme os quatro personagens — o próprio bandido (Toshiro Mifune), o samurai assassinado Kanazawa-no-Takehiro (Masayuki Mori), sua esposa Masago (Machiko Ky?) e o lenhador sem nome (Takashi Shimura) — recontam os eventos de uma tarde em um bosque. Mas é também um flashback dentro de um flashback, porque os relatos das testemunhas são recontados por um lenhador e um sacerdote (Minoru Chiaki) para um grosseiro plebeu (Kichijiro Ueda) enquanto eles esperam por uma tempestade em uma portaria arruinada. Cada história é mutuamente contraditória, deixando o espectador incapaz de determinar a verdade sobre os eventos.

Tanto o filme quanto o livro estão à venda na página da Livraria Cultura

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Muito Além do Nosso Eu, de Miguel Nicolelis

Este é um mundo excessivamente injusto. Ainda nem consegui terminar de ler meu exemplar adquirido no mês passado do excelente Muito Além do Nosso Eu, de Miguel Nicolelis, por R$ 39,50 e agora o livro está em promoção por incríveis R$ 19,75 na Livraria Cultura. A obra é recomendadíssima. Miguel Nicolelis, que eu assisti no Fronteiras do Pensamento de 2011, é um festejado neurocientista brasileiro. Além de manter projetos sociais de inclusão científica no nordeste do país é ainda o cientista que tem a ambição de fazer, na abertura da Copa de 2014, um deficiente físico dar seus primeiros passos e o chute inicial. Nesta obra ele fala um pouco sobre sua biografia, mas muito sobre seus estudos em uma linguagem muito acessível para quem tem curiosidade para saber de que se trata, mas pouco conhecimento para entrar nas minúcias técnicas.

Quem tiver interesse aproveite. Além disso há uma série de outros livros da Companhia das Letras com desconto de 50%. Dentre eles eu pude ver Caim, de José Saramago.

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Avançado

Direito Nerd: Star Trek e os Direitos Humanos, de Robert Alexy

O Professor Manoel Atienza considera que, ao contrário das ciências naturais, o Direito não  se presta a investigação por jovens. Em suas aulas, na Universidade de Alicante, afirma que a criatividade dos jovens é útil para ciências como Física ou Química, mas que o Direito demanda experiência.

Não concordo com ele. Aliás o que me parece é que no Direito falta exatamente esta curiosidade em fazer uma exploração maior; uma investigação filosófica tendo em consideração, por exemplo, situações extremas como, por exemplo, o reconhecimento de Direitos Humanos ou mesmo simples direitos a seres inteligentes não humanos, extraterrestres ou artificias.

Tenho investigado muito neste sentido, mas ainda não havia me dado conta que o festejado jusfilósofo alemão, Robert Alexy já perambulou por esta área, em seu Star Trek e os Direitos Humanos, do qual o exame da situação jurídica do andróide Data é um dos capítulos principais.

Quem ficou curioso e não se animou ainda a comprar o livro pode ter uma ideia de seu conteúdo lendo a palestra de seu co-autor, Alfonso Garcia Figueroa, em uma página especializada na cultura trekker.

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Novato Profissional

Manual de prática processual trabalhista para jovens advogados – edição gratuita.

Atualização: A partir de hoje o Manual não estará mais disponível para download. Ele está em atualização e, em breve, será disponibilizado em novas promoções. Aguardem.

A ideia é apresentar em uma forma bastante simples o que um juiz do trabalho procura ao examinar um processo, permitindo, desta forma, um melhor contato entre advogado e Poder Judiciário e, por conseguinte, uma maior efetividade do Direito.

Embora o público alvo sejam estudantes e jovens bacharéis acredito que seja útil para todos que advogam na Justiça do Trabalho ainda que como um pequeno lembrete acerca de questões importantes dentro de uma demanda trabalhista que às vezes podem passar despercebidas.

Esta primeira parte é voltada, principalmente, para o advogado do autor, mas a ideia é expandi-lo, com a ajuda dos agora leitores, para chegarmos pelo menos até a audiência e, eventualmente ao recurso ordinário.

No final do texto há formas de contato e incentivos para que os leitores se tornem colaboradores das próximas versões.

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Direito

Direito Processual do Trabalho

Acaba de sair o novo livro organizado pelo casal Candy Thome e Rodrigo Schwarz e do qual sou colaborador. É o Direito Processual do Trabalho, curso de revisão e atualização publicado pela Campus Elsevier.

As transformações do trabalho, suas novas morfologias e, em consequência, os novos papéis e desafios do direito do trabalho, nas suas mais variadas dimensões, têm exigido dos diversos operadores desse ramo especial do direito uma constante revisão e atualização. É nesse contexto que este livro se insere na série de cursos de revisão e atualização em direito do trabalho, composto por dois outros títulos, Direito Coletivo do Trabalho e Direito Individual do Trabalho.

A trilogia trata de diversos pontos polêmicos e de interesse profissional, tópicos recorrentes em concursos e pontos de graduação e pós-graduação, temas candentes e da maior importância teórica e prática.

Vou sortear um dos meus exemplares para um dos meus seguidores do Twitter. Aguardem informações seguindo @JorgeAraujo.