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O Egito e as Mídias Sociais. #egypt

Marcha do Milhão no Cairo
Marcha do Milhão no Cairo

Ontem li um artigo recomendado no Buzz da Lady Rasta que questionava a utilização das redes sociais, em especial do Twitter e do Facebook como meio de mobilização em revoltas populares.  O texto, de Tiago Dória, faz referência ao fato de muitos governos totalitários já estarem começando a se valer das informações do Facebook e Twitter para monitorar cidadãos, verificando as suas posturas políticas (em especial através do botão “curtir” do Facebook), além de estarem se infiltrando nestas mesmas redes, de forma a criar perfis de apoio aos regimes e de implantação de boatos.

Não tenho dúvidas que as redes sociais passarão, se já não passaram, a se tornar estes meios aos governos autoritários. No entanto também é verdadeiro que elas permitem às populações mais do que nunca compartilharem informações, posturas e opiniões, sendo que dificilmente um governo que perde a sua popularidade conseguirá superar ao grito dos inconformados.

Aliás Abrahan Lincon já dizia:

“Pode-se enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas durante todo o tempo. Mas não se pode enganar todo o mundo por todo o tempo.”

E manter blogueiros e twitteiros pagos não consegue, nem aqui nem na China, ter, nem de perto, o mesmo entusiasmo daqueles que de fato acreditam no que estão fazendo.

Hoje, por exemplo, na vinda para o trabalho ouvi na BandNews a entrevista do Ricardo Boechat com o embaixador do Brasil no Egito e a referência do diplomata à ação do Google em permitir o acesso ao Twitter pelos telefones celulares, recebendo e retransmitindo mensagens por voz e as transformando em mensagens de texto com a hashtag #egypt.

É, sem dúvidas, uma atitude corajosa do Google, de se posicionar politicamente, nem que seja para proporcionar um meio de comunicação de massa efetivo para uma população em conflito.

Eu sou um democrata e me emociono com estas situações. Tanto que já assinei a petição da Avaaz e estou acompanhando de perto o desenrolar dos acontecimentos, desejando a todo o povo do Egito uma solução pacífica para a situação.

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Xuxa vs. Google

Mais do que lamentável a pretensão da apresentadora Xuxa Meneghel de apagar o seu passado através de um pedido de censura aos resultados de busca do Google.

Embora retirado de circulação e com raras cópias à disposição não pode “Rainha dos Baixinhos” querer que se casse o direito dos internautas de se informar quanto à realização do filme Amor Estranho Amor e, principalmente, quanto ao fato de que havia no seu roteiro, uma relação da sua personagem com um adolescente.

A indexação do filme como pedofilia e relacionando a apresentadora a esta prática pelas ferramentas do Google, decorre apenas da interpretação dada por quem publicou algo a este respeito, não se podendo punir o portal pela mera otimização da pesquisa.

A decisão é, de fato, provisória e a tendência é que venha a ser derrubada. É interessante que o Google não tem interesse em ter a sua marca associada à pornografia, tanto que não permite este tipo de publicação no YouTube ou em outras páginas do grupo, além de se negar a exibir anúncios em sites que façam divulgação de pornografia.

Não obstante duas das grandes controvérsias pelas quais passou a empresa no Brasil dizem, exatamente, respeito a práticas pouco ortodoxas por parte de nossas celebridades. Primeiro foi a tórrida cena de sexo em público de Daniela Cicarelli nas areias de uma praia espanhola, publicada no YouTube, e agora com a vídeo erótico de Xuxa com um pré-adolescente.

Aliás não deixa de ser paradoxal que Xuxa, em um momento afirme que não processará um outro gigante da Rede, por ser contrária à censura, mas, em um breve espaço de tempo, apresente este processo contra os resultados do Google.

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O STF, o Google, o cabeleireiro e a Síndrome de Down.

Pessoal a coisa tá braba hoje. Como sempre entrei na rede apenas para “dar uma espiadinha”, mas tem coisa a beça acontecendo e tudo muito errado…

Em primeiro lugar o que é isso de o STF aceitar um processo de HC (habeas corpus) por furto qualificado? O Brasil não tem mais justiça de primeiro e segundo grau? Se há problemas no processo, se houve vício de citação, etc. isso é coisa que pode muito bem ser decidida pelas vias ordinárias. Caso contrário a mesma Corte responsável pela apreciação de importantíssimas questões de relevância nacional, como as ações diretas de inconstitucionalidades, se atrolha de questões, importantes, sim, mas não relevantes para o país, como briga de vizinho, mordida de cachorro, o escambau.

Depois tem esta notícia de que a Arquidiocese do Rio quer cobrar dos estúdios da Columbia pelo uso do Cristo em seu cartaz de divulgação do filme 2012. Sei lá, a manchete diz que está pedindo indenização. Ou seja a cobertura de um dano… Sei lá que dano um filme pode causar a Jesus Cristo ou à sua imagem pela sua publicação em um maldito mero cartaz. Além do mais Jesus era contra a idolatria, sendo que a Igreja acabou encampando a coisa de imagens, santinhos e outros quetais mais para acolher outras religiões do que por idéia do altíssimo. Será que o dano não teria sido causado pela própria Santa Sé?

E para não dizer que é só no Brasil o absurdo olha esta da Justiça Italiana… condenaram alguns executivos do Google por permitir a veiculação de um vídeo em que um portador da Síndrome de Down era agredido (dica da @veriserpa). A situação é mais ou menos como prender o vidraceiro ou o fabricante de janelas por permitir que se veja uma cena através delas.

Qualquer criança sabe que postar um vídeo no YouTube é muito mais fácil do que roubar doce dela própria (quem disse que roubar doces de crianças é fácil?), e esta facilidade tem sido explorada tanto para o bem quanto para o mal. Basta lembrar que a nossa Suprema Corte – a mesma que julga HC de ladrões – publica no YouTube os seus vídeos, ou o caso dos jovens que mataram a pauladas um cãozinho, que apenas foi apurado e os jovens identificados em decorrência da publicação – o que, certamente, também ocorreu no caso dos jovens nazistas italianos, uma vez que se noticia a colaboração do Google para a prisão.

Além do mais o número de acessos, em torno de 5.500, em cerca de dois meses, mais revela que os próprios usuários (que se disseram agredidos pelas exibições) foram negligentes em sinalizar o vídeo como impróprio (medida que é efetiva e que eu próprio já usei) do que atribuir esta medida aos executivos da empresa, o que tornaria o serviço muito mais lento e menos útil.

Google vs. China

Cada dia admiro mais o Google. Agora a empresa se dispôs a comprar uma briga com o governo chinês, desafiando a restrição a pesquisas impostas a expressões como "democracia" ou "direitos humanos". Pode não parecer muito, mas o acesso livre ao principal serviço de buscas da internet (e seu eventual bloqueio pelo governo chinês) talvez seja o que falte para que a população já sedenta de informações dê um basta a esta falta de liberdade e comece a pleitear, pelo menos, a possibilidade de experimentar um mundo sem censuras, ainda que apenas pela janela da web

Postado via email from Jorge Araujo no Posterous

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Google Friend Connect no DeT

Instalei a nova ferramenta do Google, o Connect Friend, para permitir um conhecimento maior dos meus leitores.

Quem quiser entrar na rede dos amigos do Direito e Trabalho basta acessar a widget que se encontra na barra lateral. Agradeço ao convite dos amigos Daniel Becher e Bruno Alves, que me permitiu conhecer a ferramenta.

Este post foi publicado também para testar a nova ferramenta da nova versão do WordPress 2.7, o QuickPress, por isso, no momento os nomes acima vão sem os links.