Luddismo moderno…

O @josevitor me retuíta a mensagem de @jessicamargo que, por sua vez, reclama contra a greve dos bancários que, além de paralisar o atendimento, ainda teria lacrado os caixas eletrônicos.

Embora seja fato que possa chocar os neoliberais e neocapitalistas de plantão, o ataque a máquinas encarregadas de substituir o homem na sua atividade laboral como medida de conflito coletivo é tão antiga quanto o próprio Direito do Trabalho, ou ainda mais.

O movimento Luddista surgiu em plena Revolução Industrial e, embora não tenha chegado a ser um dos principais meios de ação dos sindicatos de trabalhadores, chegou a se espalhar pelo mundo. A idéia do movimento, desde os primórdios, dizia respeito, justamente, à substituição do homem pelas máquinas o que, se já era uma ameaça no século 18, nos nossos tempos assume proporções assustadoras.

No entanto, assim como a violação aos direitos trabalhistas, a substituição da atividade humana por máquinas apenas funciona em pequena escala. Na medida em que se vulgariza esta prática, excluindo-se uma quantidade muito grande de trabalhadores dos seus meios de subsistência, há um enxugamento na circulação de riquezas o que se volta contra os próprios empresários que ficam sem consumidores para as suas mercadorias e serviços.

Neste quadro se pode assevera que, por mais que se avancem em meios tecnológicos para a substituição do trabalho humano por máquinas, mais meios se terão que criar para lhes assegurar outras fontes de renda sob o risco de se permitir que o mercado entre em colapso.

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Publicado por Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

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