O bloguismo do copia e cola.

Recebi agora um dos tantos boletins que assino de notícias jurídicas. Uma das apresentadas é interessantíssima: uma advogada está pedindo uma indenização milionária por ter sido despedida de seu escritório por escrever, em um blog, contos eróticos.

Tendo em conta a relação com o Direito, achei que seria bacana repercutir entre meus leitores. Para minha surpresa, ao tentar copiar o texto para pesquisar suas expressões na internet, acrescentando-lhe conteúdo, apareceu uma mensagem de “direitos reservados”. Até aí tudo bem não fosse o texto cópia integral de outro, publicado pelo G1 há dois dias atrás, e sem qualquer referência a ele.

Houvesse, de fato, interesse em ampliar a matéria, se poderia, por exemplo, indicar a entrevista da advogada, publicada em janeiro do ano passado, em que já pendia sobre ela a possibilidade de despedida, ou mesmo se fazer um apanhado sobre esta situação e o direito de intimidade ou privacidade do trabalhador no contrato de trabalho, etc.

No entanto, claro, é muito mais fácil a cópia e colagem. Desde que não do nosso próprio conteúdo.

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Publicado por Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

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