"Os sismógrafos não escolhem os terremotos, reagem aos que vão ocorrendo, e o blog é isso, um sismógrafo." José Saramago
quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Cotas raciais. Qual a sua opinião?

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O STF começa nesta semana as audiências públicas sobre a política de cotas raciais. Gostaríamos de saber a opinião dos leitores sobre o assunto. Ao lado há um formulário para votar e você pode expressar sua opinião também através dos comentários.

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50 Comentários to “Cotas raciais. Qual a sua opinião?”

  1. Caio Márcio Rodrigues disse:
    De fato o Bispo tem razão: preservativos não servem para “previnir” a AIDS; afinal, não estamos falando de prevenir…
    Quanto às cotas raciais e quaisquer outras leis outorgando privilégios (inclusive imunidades para políticos e funcionários públicos), são impróprios de gente séria, mas próprios de fraqueza de caráter do povo e seus representantes.

    Responder

  2. [...] integral, que está aqui, não deixem de dar uma olhada também no começo desse raciocínio, bem aqui – onde realmente vale a pena ler os [...]
  3. Jorge Araujo disse:
    Estimados leitores e comentaristas,

    Inicialmente gostaria de agradecer a todos por dispensar alguns minutos de seu tempo para apresentar sua opinião sobre este assunto que está atualmente em discussão no Supremo Tribunal Federal.
    A opinião de todos foi muito importante para mim e, à vista dela, reelaborei a minha própria e a publiquei agora no blog. Por favor seria uma honra para mim que vocês comentassem este meu novo artigo, pelo que desde já agradeço.

    http://direitoetrabalho.com/2010/03/cotas-qual-a-minha-opiniao/

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  4. mozar soares disse:
    Sou a favor do sistema de cotas, basta um simples exemplo, Negros que pegaram a Lei do Sexagenário, Negros que pegaram a Lei do Ventre Livre, sabem do que estou falando, pois nada passaram para os seus filhos meu avô que nada passou para o meu pai e eu qual a chance que terei morando na favela? com o governo que temos? com o ensino que temos, com a saúde que temos? temos que resgatar a dignidade da raça negra, pois se fossem os brancos escravos essa lei já teria sido aprovada há muitos anos atrás,basta uma simples pesquisa favelados 90% negros, detentos 90% negros,miseráveis 98% negros… tá na hora de resgatar o erro da história da humanidade, se você for e negro pobre saberá do que estou falando… se não for não adianta argumentar…, contra fatos sabemos todos não há argumento que modifique a realidade…, não é discriminação, não é racismo é puro resgate do equilíbrio de um povo na sociedade…e olhe bem que negros deveriam entrar com ações contra o governo pelos danos causados pela escravidão de seus avós…..que consequentemente prejudicaram seu desenvolvimento como ser humano diante dos direitos que lhes foram negado….pensem bem …

    Responder

    Eduardo Reply:

    @mozar soares, Se não for negro e nem pobre não adianta argumentar? Em Cuba funciona assim, pena que voce viva em uma democracia né.

    Responder

    Eduardo Reply:

    @mozar soares, Se não for negro e nem pobre não adianta argumentar? Em Cuba funciona assim, pena que voce viva em uma democracia né.

    Responder

  5. Já refleti muito sobre esse tema na graduação e, sinceramente, não vejo razão para concordar. Talvez o propósito seja “do bem”, mas creio que esse “bem” esteja com uma visão distorcida. Historicamente, o Brasil é o país do “carro na frente dos bois”, parece-me que essa medida retrata justamente essa nuance que insiste, o Brasil, em assumir.

    A bem da verdade, isso não passa de política emergencialista. Recentemente ouvi de uma pessoa (professor de uma Universidade) que defende essas cotas que: “a cota é constitucional sim, precisamos dar ‘dignidade’ a essas pessoas”.

    Só que ai, perguntei: “que dignidade? A mesma dignidade que uma pessoa negra tem; a branca terás. Ou estou enganado? Ou estou em desacordo com a Constituição da República? Ao que me parece, nossa Lei Fundamental aduz em ALTO E BOM SOM, que é FUNDAMENTO DA REPÚBLICA A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA (e não da pessoa dessa ou daquela cor). Estou enganado?”. Veja o meu caso: sou branco (segundo a minha mãe, branco até demais -loiro-), graduei-me em Direito na Universidade Federal de Mato Grosso. Tenho que confessar que em minha sala não havia NUNHUM negro. Só que isso não representa “ausência de dignidade”. ´

    Não é, a meu juízo, a estadia na faculdade que irá trazer dignidade à uma pessoa negra. Só isso não basta.

    A questão é social, não só educacional, que é, como se sabe, UM DOS DIREITOS SOCIAIS. Pode ser também, alimentar (mais novo Direito Social).

    Tanto isso é verdade que quem me responde a seguinte pergunta: Aqui na minha cidade conheço um filho de empresário (MUITO RICO, MUITO MESMO). O pai (e sua família) é negro, a mãe (e sua família) também. Adivinhem: o filho (meu conhecido) é o que? A) ( ) Branco; B) ( ) Negro; C) ( ) Pardo; D) ( ) Amarelo; E) ( ) NDA. Ah! Esqueci de dizer: a mãe não “pulaste a cerca não viu”.

    A resposta certamente será a letra “B”: negro.

    Agora uma última indagação: terá ele direito à cota em uma universidade pública?

    E como ficaria a minha situação (em 2005, data que adentrei na faculdade de Direito), branco (até demais segundo a minha amada mãe), sem nenhum real no bolso, nenhum mesmo, porque falo sem nenhuma peleia que já faltei aula em razão de não ter dinheiro do “ônibus”, sem contar quase sempre não “lanchava”?

    Como ficaria?

    Absurdo! Não há como concordar com isso! Não mesmo!

    Finalizando, este ponto, a questão está sob a análise do STF, não se sabe quando isso será decidido. Eu compreendo as posições favoráveis, só que insisto: devem seguir uma linha argumentativa diferenciada: questão social-economica.

    Outra colocação que me faz obrigação em abordar é a “besteira que o ser humano tem sem se separar em RAÇAS”. Eu aprendi, NA ESCOLA PÚBLICA, que “são tantas as nossas características genéticas e tão variadas que é impossível agrupar-nos em raças”.
    Há quem entenda que os negros possuem inteligência inferior (ISSO FOI DITO POR JAMES WATSON, nada menos que PRÊMIO NOBEL DE MEDICINA, procurem isso no “Google” e encontrarão). Olha, não entendo nada de medicina, nem quero, odeio, mas NÃO CONCORDO, JAMAIS VOU CONCORDAR QUE, POR UMA PESSOA TER DETERMINADA COR DE PELE, TEM MAIOR OU MENOR GRAU DE INTELIGÊNCIA (QI – coeficiente de inteligência). Para mim isso por si só representa uma grande BURRICE.

    Ora, nossa cor de pele é, seguramente, uma das características mais fáceis de reconhecer nas pessoas (basta enxergar) e provavelmente por essa razão foi erroneamente utilizada para tentar organizar os humanos por grupos, “RAÇAS”. “Mas, entretanto, temos que dizer isto, não é por uma característica ser fácil de VISUALIZAR, como é o caso da cor da pele, que isso a torna representativa de todo o patrimônio genético dessa pessoa, refletindo todo um leque de outras características com uma componente genética, como, por exemplo, a cor dos olhos”.

    E outra: SERÁ QUE É SÓ A COR DA PELE O CRITÉRIO? E A GENÉTICA? COMO SABEREMOS QUE DETERMINADA PESSOA É DA “RAÇA” NEGRA SE SUA PELE NÃO FOR “ESCURA”???

    SOU CONTRA!

    Responder

  6. joel júlio disse:
    Todas as vezes que esse assunto vem a tona, os “negros” no qual me incluo continuam mais negros e achincalhados e os “brancos”, mais brancos e poderosos.

    Pensem num futuro de cotistas em que não vai importar seu currículo vitae e sim, a pergunta;
    VC ENTROU NA FACULDADE NA COTA?
    Vai ser médico cotista, engenheiro e advg da cota etc etc

    Responder

  7. Oi, eu publiquei um texto falando sobre isso. Se quiser dar uma olhada:

    Responder

    Jorge Araujo Reply:

    Olá @Miolos Torrados,

    Em um caso destes o mais adequado seria que você fizesse um trackback na sua postagem, que seria exibida nos meus comentário.
    Fica a dica.

    Responder

    Jorge Araujo Reply:

    Olá @Miolos Torrados,

    Em um caso destes o mais adequado seria que você fizesse um trackback na sua postagem, que seria exibida nos meus comentário.
    Fica a dica.

    Responder

  8. Simone disse:
    Em tempo,

    Tive ciência deste espaço para debate no blog ” Pensando Direito”.

    Responder

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