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Cão peruca

Este não é o professor, mas a peruca é igualzinha.

No colégio eu tinha um professor de Matemática que usava perucas. Na verdade ninguém tinha certeza  de que ele usasse mesmo, mas só a possibilidade já era um assunto.

Um dia, por algum motivo, a direção do colégio reclamou que as paredes de nossa sala estavam muito sujas com marcas de pés que os alunos colocavam por rebeldia.

O representante da minha turma era um guri que naquela idade – devíamos ter uns 13 anos – já tinha uma funda ruga no meio da testa, o que lhe dava uma aparência de mais sério ainda. Ele teve a excelente idéia de que os alunos pegassem suas borrachas e limpassem, cada um uma área da parede imunda.

Eu como nada tinha a ver com aquela bagunça não mexi uma palha. No entanto algumas meninas da sala, que deveriam ter vocação para Amélia – e que com certeza também não tinham nada a ver com a coisa -, tiveram a excelente idéia de mais do que limpar a porquice com as suas borrachas perfumadas, providenciar balde, água, sabão e esfregão e promover uma verdadeira faxina na sala.

Isso tudo foi durante a aula deste professor. Assim enquanto ele dava lá a sua aula, sei lá, sobre frações, logarítmos, potenciação, ou coisa assim, as meninas entravam e saíam com baldes, dificultando, e muito, a concentração na aula.

Lá pelas tantas ele se irritou e disse: “No futuro ninguém vai perguntar para vocês se vocês foram na escola e limparam muito bem a sua sala de aula, vão perguntar o conteúdo que eu estou tentando lhes ensinar.”

O colégio era particular, caro, e preparava muito bem para o vestibular. Tanto que muitos de nós, eu inclusive, passamos nos vestibulares das melhores universidades sem fazer cursinho. Assim ficar fazendo as vezes das faxineiras era, de fato, jogar dinheiro de nossos pais fora.

A imagem acima eu peguei do Blog do Inusitado.