homeless.jpgEm uma lista privativa de juízes uma colega denuncia que em uma cidade do Nordeste os cobradores de ônibus assaltados são obrigados a ressarcir a empresa pelos prejuízo. Muitos colegas se admiraram. Eu não.

Apesar de ser juiz há uma década ainda não perdi o costume de vez por outra ir ao Centro da cidade de ônibus ou lotação, conversar com os porteiros, atendentes de lojas, caixas de supermercados, assim, como quem não quer nada. E a cada vez ouço cada barbaridade, são tantas as lesões a direitos, inclusive fundamentais, que ocorrem cotidianamente e que não chegam até nós.

Não é à toa que afirmo sempre: se as pessoas resolvessem botar a boca no trombone e reivindicar os seus direitos, não deixar assim… não ía haver Judiciário que desse conta.

Juiz tem que deixar o carro em casa de vez em quando e se misturar aos populares sob pena de desconectar da realidade!

Assim quando a parte alegar uma situação destas já se vai estar um pouco melhor preparado para ouvir e acreditar.

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Publicado por Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

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