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Direito do Trabalho. Processo do Trabalho. Artigos e comentários do Juiz Jorge Alberto Araujo.

 

Quanto Custa Um Empregado?

Posted on | março 20, 2007 | 10 Comments

Muitos me perguntam e eu, honestamente, não tinha uma resposta adequada acerca do custo de um trabalhador para o empresário. Busquei me informar acerca disso com um contador que atua na Vara de Lagoa Vermelha, especialista na área, perito contábil.

Para que o valor fosse absolutamente honesto solicitei que fossem considerados apenas os valores que, de forma alguma se destinam a remunerar o trabalhador. Assim, por exemplo, não se pode considerar como custo a gratificação de Natal, as férias com acréscimo de 40%, repousos, etc., haja vista que todas estas verbas, FGTS inclusive, revertem em favor do trabalhador em algum momento da relação, ainda que no seu término.

Desta forma informou-me o contador que o valor efetivamente despendido pelo empresário para a Previdência por empregado é em torno de 28,8%

Os encargos com Previdência Social podem chegar até 28,8% para as empresas não optantes do Simples sendo:

20% – Cota Patronal

De 1% a 3% – Alíquota RAT – De acordo com a atividade da empresa

De 4,5% a 5,8% – Contribuição para Terceiros

Bem verdade que da sua remuneração o trabalhador contribui, também, com Previdência e Imposto de Renda, no caso de ultrapassar a faixa de isenção, mas isto não pode ser considerado como custo do empregador.

Quem tiver outra visão, por favor sinta-se à vontade para referir, pois a pretensão deste artigo, longe de ser definitivo, é o de provocar mesmo esta discussão.

Comments

10 Responses to “Quanto Custa Um Empregado?”

  1. Rangel
    março 20th, 2007 @ 12:34

    Não sei se já comentei aqui mas gosto muito do seu blog e já assino o feed faz tempo, é por isso e pelo espirito blogueiro que não posso deixar de te avisar que estou (e talvez outros também estejam) tendo problemas com os acentos ao ler seus artigos pelo gReader.

    Eu já vi isso acontecer em outros blogs e a solução foi instalar o plugin Latin2HTML, espero que tenha ajudado.

    Abs

  2. Luiz
    março 13th, 2008 @ 15:38

    Um empregado custa 105% ao patrão, e fim de papo.

  3. Fabio
    abril 20th, 2008 @ 12:04

    achei muito vago, apenas uma opinião construtiva. Sem conclusão, apenas introdução e visões macro.

    Estou querendo aprender sobre o assunto.

    Obrigado.

  4. Marcelo Maciel
    junho 23rd, 2008 @ 14:27

    Não concordo com os calculos acredito até porque as despesas com INSS tambem incidem sobre as provisões de 13. E o que realmente é interessante saber qual a diferença entre o que o funcionário recebe liquido e o que o empregador gasta por mes, independente de que o funcionário irá receber este valor agora ou depois. Num cenário como esta a diferenca entre o valor liquido recebido e o valor gasto pode ser de 110%. Ou seja se um funcionário recebe liquido 800 reais, possivelmente o empregador gastou no mes entre tributos, provisões de ferias e 13, etc. o valor de 1700 reais.

  5. Artur SM
    dezembro 23rd, 2008 @ 17:31

    Muita gente não tem a exata noção do Custo Brasil (um absurdo! se comparado a outros países) onde o salário de um empregado quase triplica para o patrão. Se ele ganhar R$ 1.000,00 o patrão terá obrigatóriamente uma despesa superior a mais de R$ 1.000,00 de custos diretos.
    Há que se pensar que um empregado não produz 100% do seu período laborativo, muitas vezes omitindo-se (preguiça ou outros quetais) sem corresponder plenamente à expectativa do patrão.
    Muitos empregados administrativos então nem se fala.
    Muitas gostam de surfar na internet matando o tempo de trabalho, levando prejuízo certo ao patrão. E ainda reclamam do salário, etc.
    Casos raros existem em que o empregado além de produzir o suficiente ainda colabora para o seu crescimento na empresa, levando sugestões importantes ou mesmo fazendo com que os demais passem também a ser melhores por sua capacidade laboriosa, evitando os desperdícios, o turn-over, etc.

  6. marcelo
    março 12th, 2009 @ 16:50

    como assim custa 105% pode me discriminar pois estou comdificudades
    muito obrigado !

  7. Zacca
    abril 2nd, 2009 @ 21:48

    Considerando somente os encargos sociais da folha de pagamento fixados por lei, o empregado pode custar para o empregador de 69% a 112% do valor do salário pago, dependendo do regime tributário adotado pela empresa.

    Se levarmos em consideração um conjunto básico de benefícios (transporte, refeições, plano de saúde e seguro de vida) e o período efetivo de trabalho do empregado, esse custo torna-se ainda maior.

    Fonte: http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIC276442-5015,00.html

  8. Berri
    fevereiro 9th, 2010 @ 18:06

    O que realmente interessa tudo mundo é qual é o custo total de um empregado para a empresa (por mês ou ano).

    Porque ao final todos os empresários tem que calcular assim: Quanto ele pode trazer de negocio e quanto ele custa. A diferencia destes dois números deve ser positivo, porque se é mais baixo não vale a pena contratar um funcionário adicional.

    Então você precisa muito mais que estes 28,8%.
    – Salário liquido
    – taxas, impostos, previdência, etc.
    – benefícios
    – etc.

    Em teoria você precisaria até calcular outros custos como mesa, cadeira, computador, etc. que você precisa comprar ou pagar, para que o empregado possa fazer o trabalho dele (até o aumento na conta de luz. ;-) )

    Como estas coisas são bem complicadas de calcular, já seria bom saber os custos diretos (salário, benefícios, impostos, taxas) do funcionário.

    Mas com as leis tão complicados aqui em Brasil, isso quase é impossível, até os contadores erram.

    Eu poderia ter já uns 2-3 empregados a mais pelo jeito como negocio vai. Mas com todo isso, prefiro “me matar” no trabalho, porque as coisas dos empregados aqui em Brasil são muito loucos. Como empreendedor você quase sempre sai perdendo.

    Eu estou bem interessado em ter uma boa relação com meus empregados e oferecer um bom lugar para trabalhar, porque os empregados ao final são meu capital. Mas as empresas precisam uma certa flexibilidade também, para poder oferecer as vagas.

    A burocracia e as leis as vezes exagerados são os param o pais para seguir em frente. Brasil poderia já estar em outro ponto, com as leis trabalhistas menos rígidos, sem prejudicar ninguém.

  9. Jorge Araujo
    fevereiro 9th, 2010 @ 18:24

    @Berri,

    “Brasil poderia já estar em outro ponto, com as leis trabalhistas menos rígidos, sem prejudicar ninguém.”
    Isso seria o ideal, mas é tãaaao difícil…

  10. Augusto Moraes
    fevereiro 2nd, 2011 @ 09:22

    Qual o custo de um empregado?
    Publicado em 20/10/2009 por borishermanson
    É comum ouvirmos que o custo de um empregado é muito alto no Brasil. Porém, quando se pergunta qual o custo efetivo de um empregado, as respostas nem sempre são uniformes.

    Para auxiliar os empreendedores e empresários neste assunto, analisaremos aqui, com uma abordagem simples e direta este assunto.

    Determinando o custo de um empregado:

    Para determinarmos o custo de um empregado devemos inicialmente analisar quais são os seus direitos, uma vez que tais direitos representam um custo para o seu empregador.

    O empregado tem os seguintes os direitos:

    1) – Ter registrado na sua Carteira de Trabalho e Previdência Social seu contrato de trabalho, a partir do primeiro dia de trabalho;

    2) – Realização dos exames médicos admissional, periódico e demissional. Estes exames médicos, que visam verificar a saúde do empregado, serão realizados por empresa especializada contratada e paga pelo empreendedor;

    3) – Descanso semanal remunerado ou simplesmente DSR. A regra geral é que o empregado tem direito a um dia de descanso remunerado por semana, coincidindo tal folga preferencialmente com o domingo, além da folga nos feriados. Estas folgas são remuneradas, apesar do empregado não trabalhar nestes dias;

    4) – Salário mínimo ou piso salarial da sua categoria profissional, pagos até o 5º dia útil de cada mês, podendo receber adiantamento salarial equivalente a 40% do seu salário, que será pago até o dia 20 de cada mês;

    5) – 13º salário, que equivale a 1/12 do seu salário sobre os meses trabalhados. O 13º salário será pago em duas parcelas. A primeira parcela deverá ser paga no período de fevereiro até o dia 30 de novembro de cada ano, ou ainda juntamente com as férias do empregado caso ele faça tal solicitação até o mês de janeiro daquele ano. A segunda será paga até o dia 20 de dezembro de cada ano;

    6) – Férias de 30 dias com acréscimo de 1/3 do salário, lembrando que o empregado poderá vender até 10 dias de suas férias para o empreendedor;

    7) – Vale transporte. Neste caso caberá ao empreendedor entregar para o seu empregado o termo de opção do vale transporte. Neste termo o empregado dirá se quer vale transporte e também qual o percurso que ele faz de casa ao trabalho, ida e volta, dizendo quantos vales ele utilizará por dia. O empreendedor comprará esses vales transportes na quantidade suficiente para o deslocamento desse empregado durante o mês, entregando estes vales mediante recibo para o seu empregado. O empreendedor poderá descontar até 6% do valor do salário desse empregado para o pagamento do vale transporte, arcando com o restante do seu custo;

    – Licença maternidade (mãe) de 120 dias, com garantia de emprego até 5 meses depois do parto;

    9) – Licença paternidade (pai) de 5 dias consecutivos;

    10) – FGTS – Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço, devendo a empresa depositar mensalmente 8% do valor do salário do empregado na sua conta do FGTS;

    11) – Horas extras com adicional. A hora trabalhada além da jornada de 8 horas diárias ou 44 horas semanais é considerada hora extra. O adicional mínimo da hora extra é de 50% sobre o valor da hora normal. Assim, se o valor da hora normal for de R$ 1,00, à hora extra será paga pelo valor de R$ 1,50. Vale lembrar que o empregado poderá realizar no máximo 02 horas extras diárias ou 10 horas extras semanais;

    12) – Estabilidade de 12 meses caso o empregado venha a sofre algum acidente do trabalho. Assim sendo, se o empregado for afastado devido a acidente do trabalho, quando ele receber alta do INSS e retornar ao trabalho, ele terá a garantia de emprego pelos próximos 12 meses;

    13) – Adicional noturno. Quando o empregado trabalhar no período de vai das 22 horas de um dia até as 05 horas do dia seguinte, ele deverá receber um adicional de no mínimo 20% sobre o valor da hora normal. Neste horário noturno cada hora terá a duração de 52 minutos e meio;

    14) – Abono de faltas, ou seja, quando acontecer alguma das situações a seguir descritas o empreendedor não poderá descontar essas faltas do salário do empregado. Caso a falta ocorra por outros motivos que não esteja aqui relacionado, o empreendedor terá o direito de descontar do salário do empregado o dia que ele faltou e também o DSR daquela semana. Motivos para abono de faltas: 3 dias em decorrência do casamento do empregado; 1 dia por ano caso o empregado faça doação de sangue; 2 dias no caso do alistamento eleitoral do empregado; 2 dias no caso de morte de parente do empregado (genitores, filhos, cônjuge ou sogros); abono do período em que o empregado tiver que comparecer na justiça como testemunha em algum processo; e pelo período indicado no atestado médico no caso de doença do empregado;

    15) – Aviso prévio de 30 dias no caso de demissão sem justa causa; 16) – Recebimento da multa de 40% do FGTS no caso de demissão sem justa causa. Neste caso o recolhimento que o empreendedor deverá fazer será de 50% do valor dos depósitos efetuados na conta do FGTS do empregado demitido sem justa causa, sendo que 10% desse valor para o Governo Federal e o restante para o empregado.

    Encargos sociais por conta do empregador:

    Além dos direitos assim que representam custos para o empregador, temos ainda as obrigações tributárias, também conhecidas como encargos sociais, incidentes sobre a folha de pagamento das empresas.

    No caso de micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional, conforme o tipo de atividade que ela exerça, tais encargos poderão ou não ser reduzidos.

    Por isso, para analisar estes encargos o empregador deverá recorrer ao seu contabilista que analisará o seu caso específico.

    Já nas empresas que não são optantes pelo Simples Nacional, teremos os seguintes encargos sociais incidentes sobre o valor da folha de pagamento da empresa:

    a) contribuição patronal para o INSS – alíquota de 20% sobre o valor da folha de pagamento;

    b) seguro de acidente de trabalho a ser recolhido para o INSS, cuja alíquota variará de 1 a 3% sobre o valor da folha de pagamento, podendo tal alíquota ser reduzida ou acrescida conforme o FAP – Fator Acidentário de Prevenção estabelecido pelo INSS para aquele tipo de atividade;

    c) contribuição patronal para terceiros (salário educação, Sistema S e Incra), cuja alíquota será de 5,8% incidentes sobre a folha de pagamento.

    Outras despesas com a manutenção do empregado:

    Devemos lembrar também que temos despesas relativas ao treinamento, fornecimento de uniformes, fornecimento de alimentação, fornecimentos de equipamentos de proteção individual dos empregados, que também será bancado pelo empregador.

    Conforme demonstrado acima, a tarefa de se estabelecer o custo de um empregado não é uma das mais fáceis, motivo pelo qual aconselhamos que este custo seja sempre analisado em conjunto com o contabilista da empresa.

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