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Argentina: roteiro da viagem

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Feira de San Telmo
Feira de San Telmo

Como meus leitores mais assíduos sabem eu estive na última semana na Argentina. Foi uma viagem de turismo puro, com direito a muitas compras de roupas, já que, sabendo dos baixos preços das roupas masculinas na capital portenha, e em virtude de alguns problemas de fluxo de caixa, estava há mais ou menos dois anos sem comprar roupas novas.

Abaixo algumas dicas para viajantes que estão indo ou planejando viajar ao país, como o meu amigo Cardoso, que está de bilhetes comprados para uma apresentação dos novos produtos da Nokia<inveja> com todas as despesas pagas</inveja>.

Primeiras impressões, como chegar

Logo no desembarque no aeroporto de Ezeiza está o primeiro grande “pega ratão”: há uma agência de câmbio bem prática, junto com a esteira de bagagens. O detalhe é que a taxa praticada é de 1,30 pesos por Real, enquanto se pode encontrar taxas de até 1,71 pesos por Real, sendo que a dica que me deram, intempestivamente, foi a de fazer a troca nos quiosques do Banco de La Nación que, pelo menos no aeroporto, praticaria as melhores taxas.

A seguir nova facada, agora no táxi. O aeroporto parece não ter táxis especiais, então tomei um táxi comum que me cobrou um preço fixo (Ezeiza é um município distinto de Buenos Aires) de 110,00 pesos até o Centro (próximo à Calle Florida). Posteriormente me informei e o valor praticado pelos táxis comuns de Buenos Aires até Ezeiza é de 80,00 pesos, sendo, portanto, esta faixa de valores um bom referencial ao contratar um transporte para tal viagem.

Lugares para ficar, acomodações

Galerias Pacífico
Galerias Pacifico, vista do interior.

Me hospedei em um hotel próximo a Calle Florida (tipo de uma Rua da Praia, para os gaúchos, ou um calçadão para os demais brasileiros), reservado através da Internet (Booking.com) e deu tudo certo. Exceto no que diz respeito ao preço, mas mais por desatenção minha: o preço do IVA não estava incluído no preço apresentado na página, sendo que o seu valor de 21% não é nada desprezível. Vale a pena conhecer a Calle Florida e o shopping Galerias Pacífico, que fica ali. Na rua shows de tango, músicos (de razoáveis a bons) e artistas disputam o caminho com promotores da lojas que vão tentar, de qualquer forma, lhe fazer adquirir uma roupa de couro.

Tango na rua
Calle Florida, artistas do Tango.

Compras

Não me decepcionei com os preços das roupas e pude dar uma renovada no enxoval, principalmente com roupas tipicamente de trabalho, já que há uma grande concorrência entre marcas masculinas conceituradas como Christian Dior, Christian Lacroix e Cacharel. Há também outros estilistas como Ralph Loren, Ermenegildo Zegna, dentre outros, mas com preços menos convidativos.

É importante para quem está pensando em comprar roupas programar para o fazer durante os primeiros dias da estadia, uma vez que as lojas fazem ajustes gratuitos, ou muito baratos, inclusive em ternos, entregando às vezes até no dia seguinte. Conversando antecipadamente algumas lojas fazem a entrega no hotel do cliente, o que permite a continuação do passeio sem se ter que preocupar com as sacolas.

Dinheiro, câmbio e outros problemas financeiros

A questão de dinheiro cash fica muito melhor resolvida através de saques em caixas eletrônicos que têm tanto as bandeiras Maestro quanto Visa Plus, que eu acredito que representem quase a totalidade dos bancos brasileiros. Há o pagamento de uma pequena taxa, mas o saque é feito na moeda local e com a cotação oficial, o que representa uma economia importante.

Infelizmente a Caixa Econômica Federal, que é um dos bancos que trabalho, não permite o saque internacional e o Bansicredi tem um limite de 600,00 pesos (admite que sejam feitos diversos saques observando o limite da conta, mas cada um taxado individualmente). O melhor é confirmar antes da viagem com o banco e, por precaução, levar dinheiro em espécie (as casas de câmbio trocam reais, não sendo, pois, necessário pagar comissão dupla para comprar dólares ou euros antes de viajar).

O comércio na Argentina quase que integralmente aceita todos os cartões de crédito, além de dólares e euros, mas dificilmente aceitam reais.

Internet

Há muitas redes Wi-Fi, praticamente em todo o Centro, restaurantes, shoppings, etc. Não sei porque eu tive uma certa dificuldade de conectar através do celular (não levei notebook). Minha assinatura é da Claro e cheguei a efetuar e receber ligações (completamente às escuras, pois não cheguei a checar o seu valor, o que pode ser feito diretamente na página da Claro). Quase no final da viagem descobri que era possível também conectar através do Claro Dados, sendo que o valor do kilobyte em comparação com o das ligações telefônicas até que não é tão proibitivo, em se comparando com o das ligações, principalmente tendo-se em conta que é possível se comunicar com um certo grau de conforto através dos sistemas de mensagens instantâneas GTalk e MSN, Twitter ou GMail.

Restaurantes, alimentação

Não fui no Puerto Madero porque fui previamente advertido que os preços dos seus restaurantes estão proibitivos. No entanto aproveitei para conhecer a Recova, um complexo de restaurantes que fica debaixo de um viaduto, no bairro da Recoleta. A agradável surpresa, contudo, ficou por conta do Las Cañitas, principalmente na e em volta da Calle Baéz, um belo conjunto de restaurantes sofisticados e de preço acessível.

Transporte, locomoção

Uma dica para quem quer conhecer Buenos Aires e economizar no táxi é usar o serviço de transporte gratuito dos shoppings centers. São vans que buscam os turistas nos seus hotéis e fazem, também, o transporte entre os estabelecimentos. Atendem aos shoppings Patio Bullrich, o mais sofisticado, Buenos Aires Design, meio caído, não recomendo, Paseo Alcorta, Alto Palermo e Abasto. Para pedir o serviço basta solicitar no balcão do hotel (concierge) e nos shoppings no serviço de atendimento ao cliente. Para retornar ao hotel através do serviço se exige a comprovação de gastos superiores a 300,00 pesos, algo em torno de R$ 200,00, no entanto para o traslado de um para o outro não há qualquer exigência, sendo que, por exemplo indo até o Patio Bullrich é possível sair e dar uma volta pela Recoleta. O número de atendimento do serviço é 5777-6027.

O horário de funcionamento dos shoppings é da 9h às 21h. As lojas do Centro funcionam no máximo até às 20h30min.

Uma outra dica importante em relação à locomoção é a utilização de bons táxis. Em Buenos Aires há muitos táxis falsos, ou trutchos, eu mesmo suei frio dentro de um que corria feito um louco naquelas largas ruas da 18 de Julio, sem sequer ouvir meus apelos para reduzir a velocidade. Assim não é demais sugerir que se utilize táxis vinculados a empresas de rádio táxi, uma que me pareceu bastante confiável foi a Radio Taxi Premium, cujos números são 5238-0000 e 4374-6666, que, inclusive, faz corridas até o aeroporto pré-fixadas em 80,00 pesos, quando partindo do Centro.

Estas são algumas dicas da minha viagem. O artigo não tem o objetivo de esgotar o assunto e tampouco sou um especialista no assunto. Entretanto achei que seria interessante compartilhar com os leitores algumas das minhas impressões. Este também não é um artigo pronto e acabado e é possível e até provável que eu retorne ao tema para acrescentar novas dicas, assim como são bem vindas dicas apresentadas pelos leitores, através dos comentários.

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15 COMENTÁRIOS

  1. Adorei suas informações bem objetivas ,já li varios e achei no seu tudo que precisava,pois vou para Buenos Aires ,quando voltar escrevo novamente.

  2. Muito obrigada pelas dicas, pois estarei viajando pela primeira vez a Buenos Aires no dia 23 deste mês. Até agora foram as informações mais sérias que obtive através da internet a respeito da viagem de turismo a Buenos Aires.

  3. Irei para Argentina dia 20/11 e infelismente não tenho noção alguma de preços principalmente de comidas e produtos. Irei numa quinta voltando no domingo. Gostaria de uma orientação quanto aos valores para levar e e como estão os preços hoje.

    Muito Obrigada

  4. cheguei de buenos aires há duas semanas e gostei demais da visita ao museu da evita (façam a visita guiada – pode ser eem espanhol ou inglês, é mais cara, mas vale a pena. fiz a em espanhol), achei fundamental pra conhecer a argentina. A loja do museu é cara, fuja pq dá vontade de comprar. Complemente à visita ao museu da fundação evita com a visita ao primeiro cemintério de buenos aires, na recoleta. Mais uma vez a visita guiada é fundamental (e grátis). Apesar de venderem o mapa do cemintério, com a indicaçao dos tumulos mais importantes, não conta a história deles e é isso que emociona. Mapa e visita guiada são providos pela associação dos amigos do cemitério(!!!) e a venda do mapa é o que mantém o trabalho dos guias. – FANTÁSTICO! Depois, ali perto tem restaurantes de parrilha, de massas etc. Antes pode passar na feirinha de artesanatos que fica na frente.
    Dispensem a visita a Manzana de las luzes, alem de paga é bem menos do que se imagina.

  5. eu ja escribi que vou dar dica aos brasileiros que fassan viaggem ao Buenos Aires, e uma boa oprtunidade para facer pratica de conversacao em protugues do brasil.-meu tel e xxxxxxxxxxx [editado] eu va ser precer para me lhe procurar dar uma dica

  6. eu sou argentino e de curiosidade procurei saber que coisas os brasileiros achan de nois, de como e a hospitalidade de buenos aires , si alguma pessoa tem pensado facer viaggen pra minha cidade nao tenha duvida de facer consulta eu vou dar dica para quem quer conhecer Buenos Aires un abraco pra os brasileiros voces van desculpar mue escritura eu so falo barsilero nao escribo muito.-

  7. Minha gente fui a Bariloche e Buenos Aires , fui pela LAN sensacional só o lanche que é meio ruim.
    Buenos Aires é espetacular só tomem cuidado com os garçon eles gostam de enrrolar brasileiro.
    Puerto Madero é só restaurantes e baladas mais é um pouco caro.
    Tomem só Radio Taxi.
    Cuidado com notas falsas de dolar.
    Não deixem de ir na Av. 9 de Julho muito bonita.
    Na Calle Florida te muitas lojas de marcas e com preços bem baratos.
    Vá ao Senor Tango casa de show sensacional.
    E bao viagem

  8. @Lorena:

    Há dois fatores de “apagão aéreo” na Argentina. O primeiro envolve apenas as Aerolineas e decorre da sua reestatização e overbooking.
    Quando eu estava lá houve uma perda importante do governo, no qual uma taxa foi rechaçada no Senado pelo voto de Minerva do próprio vice-presidente, em que se pretendia estabelecer um imposto sobre exportações agrícolas que iria, praticamente, zerar para os agricultores a vantagem decorrente da variação cambial positiva em relação ao dólar.
    Este episódio desgastou muito o governo e por conta disso a presidenta aproveitou para se promover reestatizando às pressas as Aerolíneas, que estavam em crise (mais ou menos como a nossa Varig no passado próximo).
    Além disso, pelo que narravam os comandantes das aeronaves (eu fui de VARIG), tanto na ida quanto na volta, o trecho em que se sobrevoa o Uruguai é controlado pelo controle de tráfego uruguaio e (não entendi bem se por greve, operação padrão, ou procedimento normal) eles limitam o número de aeronaves controladas ao mesmo tempo por controlador. Assim se estabelecem cronogramas de decolagem e pousos que podem atrasar os vôos. Este fator fez com que tanto a minha viagem de ida quanto de volta atrasassem em torno de uma hora.
    Acredito que fugindo das Aerolíneas não haverá problemas em vôos, além do que julho é mês de férias e, principalmente, de neve em Bariloche, o que provocou um aumento significativo nos vôos que não vais encontrar em outubro.
    Finalmente no que diz respeito à sobrevivência das Aerolíneas, como é uma cartada da Cristina (fiquei íntimo já) para contornar uma crise, acredito que envidará os maiores esforços nisso.
    Veja que companhias aéreas, como já se falou na época da crise da VARIG, tem um papel importante na imagem exterior de um país, sendo que se os Argentino são como os gaúchos devem ter um carinho especial pela sua companhia como nós tínhamos pela VARIG (Viação Aérea Rio-Grandense).

  9. Que beleza!!
    Vou a buenos aires em outubro e é ótimo ter a dica de amigos(!) quando a gente vai pra lugares que ainda não foi.
    Me disseram que Puerto Madero é muito bom, mas se tá tão caro assim, vou fugir dele.
    Vi o noticiário sobre aerolineas argentinas mt rapidamente, mas já fiquei receosa, apesar da distancia de dois meses até minha viagem. – Sei que nao é um reporter, mas como palpiteiro, vc acha q Aerolineas vai sobreviver?

  10. Jorge! Não nos batemos em Buenos Aires por detalhe! Estive lá entre 10 e 14 deste mês!

    Jogo algumas dicas:

    a) resteurantes de san telmo são razoavelmente baratos e MUITO saborosos;
    b) não deixe de procurar as cervejas OTRO MUNDO (incrivelmente boa, principalmente a vermelha) e PATAGONIA (uma cerveja artesanal feita… bem, na patagônia);
    c) Em se tratando de tango, piazolla é ótimo para turistas, mas El Viejo Almacén, em San Telmo, tem um show muito mais emocionante, com dançarinos mais rápidos (!) e cantores mais afinados;
    d) Freddo é uma sorveteria fantástica, e, além dela, recomendo também a sorveteria que fica do lado da Freddo, nas galerias pacífico (peçam sabores com doce de leite. irresistível);
    e) Las cañitas é o point noturno, e um pub muito massa que tem por lá é o tal do “Von Konig”, que serve, além de milhares de bebidas, um fondue de doce de leite muito bom;
    f) Ir de carro é muito legal, mas tenha muita, muita, muita atenção no trânsito. Argentinos vão te cortar sempre que tiverem oportunidade;
    g) Porto Madero não é tudo isso que dizem;

    flws

    igor

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