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Defesa perfeita (ou quase).

Minha assessora me apresenta um “pequeno problema”. Em uma ação em que o trabalhador pede horas extraordinárias e diferenças salariais, analisando os documentos não se verificam créditos em favor do empregado.

Todavia, apurando-se um pouco mais a análise, chegou-se à conclusão de que os documentos acostados não pertenciam ao reclamante da ação. Aliás o erro foi bastante primário, uma vez que o reclamante é homem e os documentos pertencem a uma mulher.

Ou seja uma situação bastante simples, em que a prova documental poderia, com segurança, levar à improcedência da demanda, virou um caso complexo, em que, fatalmente, se terá que condenar a demandada no pagamento das verbas por absoluta ausência de provas.

Não é difícil prever a narrativa que uma situação desta receberia:

Empresário: Você nem sabe. Um ex-empregado meu me botou na Injustiça do Trabalho.

Amigo do Empresário: Sério? Pôxa vida! Mas você é tão certinho! Não conheço empregado melhor do que você.

Empresário: Pois é! Mas tu nem sabe da pior! Perdi. Vou ter que pagar uma fortuna! Por isso que eu digo: entrou na Injustiça do Trabalho e ganhou. São todos bandidos.

Amigo do Empresário: Este mundo tá perdido mesmo!

Empresário: Sim. Sabe do que mais? Cansei de dar emprego neste país. É desta forma que nos tratam, como se fôssemos bandidos.

Aí dizem que culpa é da Justiça do Trabalho…

#vidadejuiz #aculpaedaJT

 

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Reclamante pede diferenças salariais pela observância de piso salarial profissional.

A demandada se defende alegando (a) inconstitucionalidade da norma e (b) exercício de função não relacionada à profissão referida.

Exame da prova: o salário pago era superior ao piso salarial.

Caso encerrado.