Sky, ou como perder um cliente

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Sou de um tempo em que empresas faziam promoções para captar ou manter cliente. A Sky inaugurou uma nova era: a promoção para incomodar e, finalmente, perder o cliente.

Explico:

Dia destes eu estava sem ter muito o que fazer e resolvi, por algum motivo visitar a página do Multiplus Fidelidade. Para minha surpresa o programa é muito bom. Fácil de acumular pontos e os pontos acumulados podem ser convertidos em prêmios de verdade. Por exemplo 5.000 pontos do Multiplus dá para trocar por R$ 90,00 em crédito de combustível Ipiranga, o que, convenhamos, é muito melhor do que ficar acumulando milhas para, quando temos uma viagem que nos interessa fazer, não haver lugares disponíveis para os vôos que queremos.

Acho que cheguei a trocar uns 15.000 pontos por combustível quando resolvi procurar outros prêmios. Logo encontrei um outro que me pareceu ainda mais interessante: a Sky oferecia, em troca de 40.000 pontos do Multiplus, seis meses do seu plano Top2011, devendo eu pagar exclusivamente, uma pequena taxa mensal, durante este período, de R$ 12,00, o que representaria acesso a todos (ou quase todos os canais, sendo 36 em HD e, vantagem das vantagens, mais dois pontos HD Plus – aquele que grava.

Como o meu plano era um Top qualquer coisa, mas mais antigo, com apenas um ponto de HD Plus, achei que seria bastante vantajoso. calculando rapidamente eu teria uma economia ao longo destes seis meses de R$ 1.800,00 (conta os R$ 720,00 se eu trocasse exclusivamente por combustível) embora após isso eu passaria a gastar um pouquinho mais – meu plano atual é de R$ 297,00 – entretanto um ponto a mais de HD Plus era bastante interessante e compensava  despesa.

Fiz a troca e aguardei pacientemente o prazo de 30 dias em que se iniciaria o desconto e dentro do qual eu seria contactado pela empresa para proceder nas adaptações necessárias, em especial a instalação dos novos aparelhos. Me perguntem se houve algum contato da empresa neste período.

Bem, esgotado o prazo começou o estress. Em primeiro lugar ao entrar em contato com a empresa através do chat online eles simplesmente desconheciam a promoção e me mandaram ligar para o atendimento telefônico que, igualmente, em nada me auxiliou.

Resolvi apelar para as mídias sociais:

O resultado até que não foi ruim. A Sky parece ter uma certa preocupação com a sua imagem na rede:

A troca de tweets chegou a originar algumas ligações do “serviço de mídias sociais da empresa”, uma promessa da solução, e até o agendamento da instalação. Contudo até nisso a Sky furou. Na sexta-feita tive que os esperar a partir das 17h. Perguntem-me se apareceram. Perguntem-me se informaram que não aparecerima. Perguntem-me se reagendaram. Quem respondeu não às três perguntas anteriores acertou.

Vejam bem a minha situação. Eu estava mais ou menos satisfeito com a minha assinatura da Sky, que eu tenho há mais de dois anos. Tão satisfeito que achei interessante a oferta em que eu ficaria pelo menos mais 12 meses vinculado à empresa. No entanto por aderir à oferta da empresa agora eu já não tenho mais tanta certeza da viabilidade de manter o contrato.

O grande problema é que exatamente neste mesmo período a NET (que eu também tenho, mas principalmente por causa da conexão à Internet), me deixou sem conexão por mais de 72h, sem apresentar qualquer solução.

Nós, assinantes de TV a cabo, estamos em um mato sem cachorro.

Não nos esqueçamos que neste momento as empresas de TV por assinatura estão pedindo o apoio dos consumidores. Diante da iminente aprovação de projeto de lei em que serão obrigadas a ter programação nacional elas querem que nos coloquemos a seu lado. Merecem?

Na Forma da Lei

Normalmente eu sou muito crítico em relação a produções nacionais relacionadas ao Direito. Via de regra se tenta parodiar o sistema jurídico estadunidense, além de se criar interpretações surreais das instituições judiciais, o que para um país que tem mais bacharéis e estudantes de Direito do que provavelmente todas as demais nações juntas, é um absurdo.

Parece que não é o caso de “Na Forma da Lei”. A série parece ter começado com o pé direito apresentando uma situação pelo menos verossímil, retratando um grupo de recém-formados em Direito muito qualificado (um juiz, uma promotora, uma policial federal e um jornalista) envolvidos em uma situação com um criminoso ligado a um influente político.

Aliás se pode depreender, ao menos no primeiro episódio, diversas referências, devidamente adaptadas desde episódios de seriados estrangeiros a cenas de nosso cenário político nacional.

Destaque para a cena digna do Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, no assassinato a sangue frio de uma modelo, ex-amante do criminoso principal (Márcio Garcia), no qual o assassino lhe dá a opção de rezar para expiar seus  pecados, lhe ofertando um rosário, que acaba por lhe ligar ao crime.

Vale à pena, pelo menos, acompanhar o próximo episódio.

Conversores de sinal de TV e legalidade.

sky gato

Além dos splits dos anos passados, a grande vedete das vendas de Rivera deste ano são os conversores de TV por assinatura. Um deles, o AZ Box, permite a captação através de antena de mais de 700 canais de satélite, alguns em alta definição. Enquanto o LexuzBox, permite que, por meio de uma assinatura básica da NET, seja possível acessar a todos os canais, inclusive os pay per view.

Francamente não tenho opinião formada acerca da legalidade dos equipamentos. Ao que consta sendo a distribuição através do ar não se poderia identificar qualquer crime na utilização destes sinais, ainda que se utilize uma, digamos, decodificação clandestina. Não há a subtração do bem, embora se possa, talvez, identificar a redução da capacidade econômica da empresa de TV por assinaturas, na medida em que ela deixa de efetivar um ganho por decorrência da captação clandestina.

Um pouco diferente, talvez, quando são utilizados os equipamentos de televisões a cabo. Em tais circunstâncias o assinante se aproveita do equipamento fornecido pela empresa, pagando uma taxa mínima, mas utilizando produtos não contratados. Francamente não sei como funciona o equipamento, mas se ficar constatado que o sinal dos canais que não se encontram no pacote demandam energia adicional ou de outra fonte da que contratada se poderia identificar o delito de furto.

Isso sem se falar, por óbvio, nas implicações de cunho moral que se depreendem da utilização gratuita de um serviço que deveria ser pago. No entanto neste campo de moral e legalidade as empresas de TV por assinatura parece que estão muito abaixo de qualquer cidadão que resolva dar uma de espertinho. Esperteza muito maior, e imoralidade também, parece a que adveio da nossa conhecida NET, que, fazendo letra morta das normas da ANATEL, continuou cobrando por ponto extra, batizando-o de serviço adicional e atribuindo o valor a aluguel e manutenção de equipamentos.  Pois bem os felizes usuários do LexuzBox podem atribuir a sua aquisição justamente à tentativa de se livrar destas cobranças indevidas.

Eu da minha parte já antecipo que não usuário dos equipamentos referidos.

Atualização (18-07-2014)

Revisando este artigo verifiquei que há um projeto de lei que prevê pena de prisão de até 2 anos para quem usar o “gato net”.

Nos comentários, por favor dêem sua opinião acerca da legalidade / ilegalidade dos equipamentos de decodificação de televisão por assinatura.

Apagão na Internet paulista

Imagem via Wikipedia.orgEu sou do tempo em que operação bancária era feita no caixa, não no computador e tudo dava muito certo. O estranho é que com a transferência das coisas para o mundo eletrônico, não houve, por exemplo, nenhum incremento de prazo para os usuários.

Ou seja o prazo de compensação de cheques, por exemplo, é o mesmíssimo da época do cartão perfurado. A falta de sistema, como gostam de referir, não é motivo para se parar de trabalhar, quanto mais no serviço público.

Francamente não sei em que vai ajudar ao cidadão que teve seu veículo roubado, como eu vi na TV, cadastrar o seu boletim de ocorrência no computador ou lhe dar um documento, já que sabemos que, em virtude do excesso de tais crimes, a comunicação serve apenas para fins estatísticos, dificilmente gerando sequer uma investigação.

Assim o cidadão que necessitava do documento da sua comunicação teve que voltar para casa sem o registro e sem o carro, simplesmente porque “desaprenderam” a fazer as coisas sem rede.

Eu mais de uma vez fiz audiências off line ou, até mesmo, através de uma máquina de escrever manual, em casos de falta de energia elétrica, sem que os usuários do serviço público ficassem prejudicados pelo adiamento.

De outra parte, se o sistema é tão importante, não dá para enteder porque não há um sistema reserva, backup, ou o que seja. Eu mesmo, apenas porque acho importante estar conectado, tenho, além da internet fixa, mais uma placa e o meu próprio celular que, em uma emergência, podem me servir para uma conexão rápida. Não seria o caso de o Estado fazer o mesmo?

Por fim não deixa de ser estranho que uma parte sensível do funcionamento do serviço público fique à mercê do funcionamento de uma empresa privada, quanto mais do ramo da telefonia, que é cliente freqüente dos tribunais. Não seria difícil de se imaginar, em um raciocíno estilo “Teoria da Conspiração” ou “Dossiê Pelicano”, que de alguma forma a empresa pudesse se beneficiar ou deixar de ser prejudicada no caso de interromper o fluxo de dados por um determinado período…

TV por assinatura e pequenos ladrões…

Manda quem quer, obedece quem precisa.

Esta é a lógica da minha operadora de TV por assinatura.

Feliz porque a partir de junho a empresa não poderia mais cobrar por pontos extras, mandei instalar mais dois. Um no escritório, onde eu fico a maior parte do tempo, mas no qual a televisão recebia apenas os canais da TV aberta (para poder, por exemplo, transmitir ao vivo minhas impressões sobre julgamentos importantes na TV Justiça). E outro no quarto de hóspedes, futuro quarto das crianças.

Qual não foi a minha surpresa, no entanto, ao receber a minha conta agora acrescida de uma nova tarifa, coincidentemente no mesmo valor da anteriormente cobrada sob o título de ponto-extra, mas agora com a rubrica de “serviços de conexão”.

Paradoxalmente muitos juízes consideram esta atitude inerente à prática comercial, sendo que as cláusulas, que a própria lei (O Código do Consumidor) considera abusivas, não raro são tidas como regulares. motivo pelo qual eu já nem me socorro mais do Judiciário para este tipo de controvérsia, nada obstante eu, em minha humilde leitura, acredite que os meus direitos enquanto consumidor estejam sendo violados.

Nos últimos tempos apresentei uma série de demandas, todas alicerçadas no Código de Defesa do Consumidor. Infelizmente o placar eu x empresas está dando empresas de lavada.

Em algumas oportunidades até poderia atribuir alguma derrota à minha inabilidade de conduzir um processo perante os Juizados Especiais, já que na maior parte das ações eu não conto com advogado.

Todavia se estes tem justamente a finalidade de acesso à Justiça aos leigos, o que lhes restará se eu, embora com algum conhecimento jurídico, tenho extrema dificuldade de apresentar uma demanda vencedora, nada obstante convicto do meu direito, embasado em uma lei federal, cujo conhecimento e cumprimento deveria ser geral?

Se eu, como cidadão, descumpro uma regra legal, apropriando-me do que não é meu eu serei considerado ladrão, se eu for uma grande empresa, que exerce sua atividade mediante concessão pública e em regime de monopólio isso é prática comercial?