Na Forma da Lei

Normalmente eu sou muito crítico em relação a produções nacionais relacionadas ao Direito. Via de regra se tenta parodiar o sistema jurídico estadunidense, além de se criar interpretações surreais das instituições judiciais, o que para um país que tem mais bacharéis e estudantes de Direito do que provavelmente todas as demais nações juntas, é um absurdo.

Parece que não é o caso de “Na Forma da Lei”. A série parece ter começado com o pé direito apresentando uma situação pelo menos verossímil, retratando um grupo de recém-formados em Direito muito qualificado (um juiz, uma promotora, uma policial federal e um jornalista) envolvidos em uma situação com um criminoso ligado a um influente político.

Aliás se pode depreender, ao menos no primeiro episódio, diversas referências, devidamente adaptadas desde episódios de seriados estrangeiros a cenas de nosso cenário político nacional.

Destaque para a cena digna do Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, no assassinato a sangue frio de uma modelo, ex-amante do criminoso principal (Márcio Garcia), no qual o assassino lhe dá a opção de rezar para expiar seus  pecados, lhe ofertando um rosário, que acaba por lhe ligar ao crime.

Vale à pena, pelo menos, acompanhar o próximo episódio.