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Polêmica: Campanha contra AIDS traz Hitler fazendo sexo.

Um anúncio que termina com a advertência de que a AIDS é uma arma de extermínio de massas está provocando polêmica por trazer um sósia de Adolf Hitler fazendo sexo, conforme noticia o G1.

A controvérsia, que já fez com que o vídeo fosse excluído do YouTube, decorreria do fato de que a vinculação da imagem do criminoso nazista seria um desrespeito às suas vítimas e estigmatizaria os doentes de AIDS.

Francamente acho que esta onde de politicamente correto já está indo longe demais, tolhendo muito da liberdade de expressão de verdadeiros artistas, como são os publicitários responsáveis por cenas provocantes como esta. Que, ademais, traz uma mensagem muito mais marcante do que uma palestra de várias horas acerca dos perigos da doença e da necessidade de se fazer sexo seguro.

Isso lembra um pouco, resguardadas as devidas proporções, a também polêmcia em relação ao anúncio rejeitado pela WWF em que se comparavam em números as vítimas dos atentados do World Trade Center de 2001 ao número das vítimas fatais dos Tsunamis de 2005 .

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Com a palavra os leitores – por favor deixem suas impressões abaixo.

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Sobre o processo contra @viniciuskmax

Fiquei sabendo no Twitter do @inagaki que um hacker brasileiro está sendo investigado por demonstrar uma vulnerabilidade no sistema de banco de dados do Speedy da Telefônica.

O resumo da ópera, segundo as páginas de notícia do Estadão e Último Segundo, é que o programador Vinícius Camacho Pinto conseguiu, através de alguns procedimentos conhecidos no mundo hacker, identificar uma brecha de segurnaça no banco de dados da empresa que lhe permitiu capturar informações de seus usuários.

Ao que tudo indica o caso não vai dar em dada, ou se der vai dar pouco. O programador não agiu com intuito de causar danos à empresa, mas, como todo hacker, apenas identificou a fragilidade através da única forma possível de chamar a atenção para isso, publicando parte dos dados que “pescou”, ainda assim procurando preservar a privacidade dos cliente da empresa.

Claro que sempre é chato se estar no foco de investigações da polícia, mas também temos que admitir que é função deles assim proceder, assim como é função da Justiça inocentar um investigado, após instaurado o processo.

Embora não seja minha especialidade, me parece que o enquadramento dado pela investigação aos atos de KMax, no art. 153 do Código Penal não é adequado: a intenção do agente era, justamente, demonstrar a vulnerabilidade, não tendo havido a divulgação de segredo que causasse danos senão, quem sabe, à própria e pretensa vítima, que no caso foi também beneficiária, pois a exposição da vulnerabilidade por um profissional como ele permitiu a correção do problema antes que os dados fossem acessados por crackers, ou seja os programadores mal-intencionados e verdadeiros vilões da rede:

Art. 153 – Divulgar alguém, sem justa causa, conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial, de que é destinatário ou detentor, e cuja divulgação possa produzir dano a outrem.

Por outro lado, como ele mesmo afirma, em seu Twitter, muito mais importante do que o responsabilizar por um crime que não existe, é responder:

A pergunta que a Telefonica jamais conseguira responder com sinceridade: QUANDO a falha seria fechada se eu não tivesse mostrado a imprensa?

Apenas para melhor ilustrar a situação, nada obstante Camacho Pinto esteja sendo “investigado” nesta data, suas atividades, ora tidas por ilícitas já haviam sido publicadas no início de julho, estando na reportagem do Estadão a situação muito melhor esclarecida do que pela investigação ali relatada.

A situação mais difícil, na verdade, é da Telefônica, pois, através deste processo, está tendo mais publicidade negativa em relação às suas atenções para com seus clientes. Destaca-se a fragilidade de seu controle sobre os seus dados e aumenta a grande antipatia dos seus usuários, muito dos quais chegaram, há poucos meses, a ficar privados por vários dias dos serviços de conexão por banda larga, em decorrência da negligência para com a conservação dos seus equipamentos.

Saiba mais:

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Publicidade e responsabilidade do autor

Imagem via Wikimedia commons

Dia desses um amigo blogueiro apresentou a seguinte questão: Ele havia sido convidado para escrever sobre um site de jogos online e estava em dúvidas acerca de sua eventual responsabilidade, criminal inclusive, uma vez que o produto principal do anunciante é ilícito no Brasil.

Coincidentemente apareceu para eu postar sobre uma página semelhante, na minha conta no ReviewMe e, como eu já tinha a intenção de escrever sobre isso não vi dificuldades em conciliar ambos.

A página de destino já demonstra que o serviço é, de fato, exclusivamente de jogos de azar.

Até se opõe, em algumas circunstâncias, que jogos como o Poker não seria propriamente de azar, na medida em que, nos jogos praticados entre amigos não haveria uma “banca” a favor de quem as probabilidades seriam maiores, ademais de também importar, em tal atividade, uma certa destreza e habilidade tanto de dissimular sentimentos, quanto de identificar estas dissimulações (blefe e contra-blefe), o que afastaria a álea.

No entanto não se pode negar a existência da vantagem da banca em sendo o jogo eletrônico, uma vez que não existe entes tipo de jogo qualquer possibilidade de dissimulação e, por outro lado, a distribuição eletrônica das cartas e o código fechado da programação não permitem sequer se auditar as chances do humano contra a máquina.

Assim estamos, definitivamente, frente a um jogo de azar. Mas e isso é uma atividade ilícita? No Brasil a exploração dos jogos de azar não é crime, é contravenção – por isso os barões do Jogo do Bicho não são chamados criminosos, mas contraventores – isso significa que o ilícito por eles praticado é considerado de menor potencial ofensivo.

E a própria Lei das Contravenções Penais refere que somente punirá as contravenções praticadas dentro do território brasileiro (art. 2º do Decreto-Lei 3.688/41). Mas e aí? Isso significa que a “banca” no caso do jogo online não está no território brasileiro, e é quem explora, e não quem joga, que pratica o delito tipificado na norma referida.

Neste quadro não se configura nenhum crime, tanto por quem joga quanto por quem promove o jogo. O primeiro porque não está proibido por nenhuma norma de o fazer, o segundo porque o promove fora do território nacional em um país em que isso é permitido, ou mesmo que não o seja cuja competência está além das normas penais brasileiras.

Assim se não há ilícito quer pelo jogador, quer pelo empresário do jogo, não parece razoável se entender que aquele que meramente promove o jogo possa, de alguma forma, estar violando qualquer norma.

Há, todavia, um único aspecto que se gostaria de ressalvar, mas que deverá ser abordado mais profundamente em um artigo futuro: a responsabilidade do veículo pelos vícios do anúncio. Este assunto interessa a todos que, de alguma forma, dispõe de publicidade em seus blogs, mas mais especificamente àqueles que promovem produtos de sites de leilões, como o Mercado Livre.

Não raro, os responsáveis por eventuais vendas não entregam os produtos, sendo que o site não admite a sua responsabilidade, mas tampouco protege os seus afiliados que, às vezes inadvertidamente, promovem produtos cujos anunciantes são, em verdade, criminosos, que visam apenas se apropriar dos valores dos compradores sem qualquer intenção de entregar os produtos, às vezes anunciados por valores em muito inferiores aos de mercado.

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Asteróide Pallas e o Fim do Mundo (da publicidade)

pallas.jpgUma prova de que é bom se informar através de blogs foi a forma como tomei conhecimento desta notícia bombástica que, em outros tempos, bem poderia deixar em desespero a população da Terra.

No entanto fiquei sabendo através dos meus FEEDs (quem não sabe o que é isso deve ler agora o artigo sobre isso da Lu) que esta história de que o Asteróide Pallas vai se chocar com a Terra nada mais é que uma péssima jogada de marketing da Citröen para promover o lançamento de seu veículo homônimo.

E isso quem me alertou foram, respectivamente, o Renê Fraga, o Celso Bessa e o Gravatai Merengue.

Por isso, antes de ler seu jornal matutino, estampado com aquelas notícias frias de ontem, dê uma olhada no seu agragador de FEEDs e não seja surpreendido.

Agora se você quer saber algo sobre Astronomia legítima pode se informar no Submarino.com, que tem livros como este:

astronomia.jpg