Vargas Llosa, prêmio Nobel de Literatura 2010, em Porto Alegre

Na próxima semana, mais precisamente na quinta-feira, dia 14/10, estará em Porto Alegre para falar no Fronteiras do Pensamento, o escritor peruano recém ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2010.

O evento já estava marcado desde o início do ano, tendo sido, inclusive, adiado em virtude de compromissos de agenda do escritor. Agora ele comparecerá já contemplado com o prêmio que é um dos mais importantes do mundo e, possivelmente, o mais importante da literatura mundial.

Veja as obras de Mário Vargas Llosa a venda na Livraria Cultura.

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Giuristi del Lavoro de Umberto Romagnoli

O texto abaixo não é um artigo original, mas uma tradução feita pelo autor deste blog de um artigo escrito por

Umberto Romagnoli, como se antecipou no blog irmão Ciudad Nativa, acaba de publicar um livro no qual faz um percurso pela teoria jurídica juslaboralista italiana e suas implicações em termos de política do Direito. O nome da obra é Giuristi del Lavoro. Percorsi italiani di politica del diritto. O mestre estréia também editora. Não é a clássica bolonhesa Il Mulino, mas a bem cuidada Donzelli editore, de Roma, da qual se falará futuramente, uma vez que acaba de publicar os Diarios de guerra de Bruno Trentin. A obra de Romagnoli foi recebida com extremo interesse em Parapanda, onde se sabia que ra um projeto bastante elaborado que por fim vem a lume. Adiante se acrescenta um pequeno resumo do conteúdo da obra, como se fosse a sua informação de capa.

Juristas del Trabajo

Umberto Romagnoli
Umberto Romagnoli
Umberto Romagnoli reconstrói nestes livro o itinerário do Direito do Trabalho na história recente da Itália desde a época liberal até os vinte anos de fascismo e o regime republicano instaurado pela Constituição de 1947. Dividido em duas partes, na primeira se expõe o que ocorreu de produção teórica italiana em termos de política  de Direito. Na segunda parte apresenta três juristas de prestígio que na Itália aportaram elementos decisivos à construção  e afirmação do Direito do Trabalho: Ludovico Barassi, Francesco Carnelutti, Luigi Mengoni. Através deles examina um tipo de construção teórica que se insere em um discurso mais amplo da evolução e desenvolvimento do sistema italiano de relações sindicais e laborais. Ao longo de todo o texto se obtém um quadro composto de transições inacabadas e desencantos precoces. É surpreeendentes que um instrumento de grande força reformista, como a Constituição Republicana Italiana haja sofrido, no campo de la tutela dos direitos dos trabalhadores uma larga fase de contrastes antes de se poder afirmar como instrumento realmente transformador . Para se garantir sua sobrevivência a República, “fundada sobre o trabalho”, teve que aceitar que, por um período não curto, a Constituição estivera latente à espera que amadurecessem as condições favoráveis ao desfraldamento dos preceitos de importância estratégica: a organização sindical é livre e a greve um direito. As páginas finais do livro abrem a janela ao futuro, porque se podem vislumbrar as linhas mestras de um sistema normativo caracterizado por uma sólida ligação com os princípios da constituição republicana. Um sistema mais complexo não apenas do que aquele no qual a teoria tradicional de Direito Privado se ligou, mas também no qual se desejam correntes de pensamento subordinada à economia de mercado.
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O professor de peruca…

Cão peruca
Este não é o professor, mas a peruca é igualzinha.

No colégio eu tinha um professor de Matemática que usava perucas. Na verdade ninguém tinha certeza  de que ele usasse mesmo, mas só a possibilidade já era um assunto.

Um dia, por algum motivo, a direção do colégio reclamou que as paredes de nossa sala estavam muito sujas com marcas de pés que os alunos colocavam por rebeldia.

O representante da minha turma era um guri que naquela idade – devíamos ter uns 13 anos – já tinha uma funda ruga no meio da testa, o que lhe dava uma aparência de mais sério ainda. Ele teve a excelente idéia de que os alunos pegassem suas borrachas e limpassem, cada um uma área da parede imunda.

Eu como nada tinha a ver com aquela bagunça não mexi uma palha. No entanto algumas meninas da sala, que deveriam ter vocação para Amélia – e que com certeza também não tinham nada a ver com a coisa -, tiveram a excelente idéia de mais do que limpar a porquice com as suas borrachas perfumadas, providenciar balde, água, sabão e esfregão e promover uma verdadeira faxina na sala.

Isso tudo foi durante a aula deste professor. Assim enquanto ele dava lá a sua aula, sei lá, sobre frações, logarítmos, potenciação, ou coisa assim, as meninas entravam e saíam com baldes, dificultando, e muito, a concentração na aula.

Lá pelas tantas ele se irritou e disse: “No futuro ninguém vai perguntar para vocês se vocês foram na escola e limparam muito bem a sua sala de aula, vão perguntar o conteúdo que eu estou tentando lhes ensinar.”

O colégio era particular, caro, e preparava muito bem para o vestibular. Tanto que muitos de nós, eu inclusive, passamos nos vestibulares das melhores universidades sem fazer cursinho. Assim ficar fazendo as vezes das faxineiras era, de fato, jogar dinheiro de nossos pais fora.

A imagem acima eu peguei do Blog do Inusitado.