Vote no Direito e Trabalho!

O Direito e Trabalho foi indicado para o Best Blogs Brasil 2008 como melhor blog jurídico e, para a minha grata surpresa está em primeiro lugar.

Os demais concorrentes não são nada ruins, o que me deixa ainda mais satisfeito. Assim se você lê e gosta do Direito e Trabalho, por favor vote.

Além disso gostaria de sugerir alguns blogs de amigos para serem considerados na votação:

PodcastDecodificando

Metablogue: Blosque

Negócios e Finanças: Dinheirama

Tecnologia: Digital Drops

Cinema, música e TV: Poltrona

Política: Visão Panorâmica.

Jus Blogs: os blogs do Jus Navigandi

Desde o dia 11 de agosto, Dia do Advogado (ou, como eu prefiro, para me incluir, Dia do Operador do Direito, uma vez que também é o Dia do Juiz, do Promotor, etc.) o Direito e Trabalho passou a integrar um selecionadíssimo time de blogueiros relacionados pelo Portal Jurídico Jus Navigandi.

A relação, que é de mera parceria, não implicou nenhuma alteração no conteúdo ou linha de trabalho dos blogs eleitos, pelo contrário justamente foi a autonomia e conteúdo crítico de seus conteúdos que fez com que o Jus Navigandi entendesse de efetuar esta aliança.

Com certeza saem ganhando todos, uma vez que ao mesmo tempo em que o portal agrega conteúdo original e de qualidade, elaborado por profissionais do Direito que, periodicamente, se propõem a compartilhar suas experiências com os internautas, oferece aos editores (os autores dos blogs) mais uma oportunidade de conquistar leitores, no caso o público qualificado do Jus Navigandi que, periodicamente, visita as suas páginas em busca de notícias e atualização em Direito.

Os blogs integrantes são, além do nosso Direito e Trabalho, o Direitos Fundamentais, do Juiz Federal e professor de Direitos Fundamentais George Marmelstein, que escreve sempre com maestria acerca dos fatos cotidianos relacionando-os ao conteúdo do nosso texto constitucional atinente aos direitos e garantias fundamentais, o marketingLEGAL, de Marco Antônio Gonçalves, que discorre sobre a questão da visibilidade dos serviços profissionais de advocacia neste mundo extremamente competitivo, O Processo Penal, de Pedro Schaffa, debatendo, desvendando e discutindo os meandros do procedimento incidente sobre as demandas criminais e, por fim, mas não por último, até porque ele é que é o grande maestro desta sinfonia, o advogado e editor de conteúdo do Jus Navigandi, Paulo Gustavo Sampaio Andrade, e o seu Página Legal.

Ao recomendar que os meus leitores visitem cada um dos blogs integrantes do Jus Blogs faço uma solicitação que raramente faço em relação aos meus artigos: após as visitas, se acharem pertinente,  deixem um comentário no espaço próprio. Esta comentário pode ser um elogio, uma crítica ou até mesmo uma sugestão de uma nova matéria e, às vezes embora singelo, deixa em nós autores a impressão de que nosso trabalho está, de alguma forma, fazendo diferença.

Por que tão sério?

Eu era substituto recém-empossado. Ainda com a euforia da recém-aprovação no cargo e tentando levar as audiências com uma certa leveza, que depois descobri ser artificial.

A audiência era inicial e eu estava para iniciar as tratativas de conciliação (obrigatórias em se cuidando do Processo Trabalhista).

O demandado era um senhor grave, sisudo. Dirigi-me diretamente a ele e lhe perguntei: “O senhor por que está tão sério?”

– Senhor Juiz – ele respondeu -, estou sério porque este é um processo muito importante e estou preocupado com o seu resultado.

Foi um choque de realidade. De fato estava ali um cidadão que estava defendendo o que acreditava ser o seu direito. O processo era de relação de emprego rural, referente a um largo período de contrato, e que na época sequer era coberto pela prescrição. Assim, acaso reconhecido o direito do trabalhador, o réu, ali presente e tão sério, poderia, de fato, sofrer um grande revés financeiro, o que não seria, em lugar algum do mundo, motivo para alegria ou descontração.

Pedi sinceras desculpas, me recompus e terminei de conduzir a audiência tendo fracassada a primeira proposta de acordo e recebida a contestação. Como na época eu era substituto, não fiquei sabendo como se encerrou o processo. Eu, todavia, a partir de então deixei para descontrair o ambiente apenas quando encontrando clima para tanto, sendo que, nas situações mais graves e tensas, até não muito comuns na Justiça do Trabalho, me prendo à liturgia processual, evitando o quanto possível desviar-me do estrito cumprimento da lei.

Filmes Jurídicos: O Júri

Este filme é uma aventura em muitos sentidos. Além de dar ao expectador uma noção de como funciona o jogo por trás das cortinas de um grande júri (o que tanto pode ocorrer nos Estados Unidos como em qualquer outro países), também nos dá uma clara noção do funcionamento do sistema jurídico norte-americano no que diz respeito à escolha do júri, o que muitas vezes já se pode significar o ganho de uma causa.

A escolha do júri no sistema norte-americano é uma ciência quase exata, e há profissionais especialmente treinados para a avaliação de perfis para que se possa apreender se o jurado poderá responder positivamente às teses a serem apresentadas.

Tanto que há livros que ensinam a aplicação da técnica, inclusive para outras ocasiões da vida, como por exemplo, o Decifrar Pessoas, de JO-ELLAN DIMITRIUS, que outra hora eu volto a abordar.

O elenco de primeira traz John Cusack, como o jurado corrupto Nicholas Easter, Gene Hackman, como o inescrupuloso selecionador de jurados Rankin Fitch, Dustin Hoffman como o advogado da autora, Wendell Rohr e Rachel Weisz como Marlee, a cúmplice de John Cusack.

O DVD de O Júri está disponível para venda no página da Livraria Cultura.