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Gadgets PJe

Bateria externa para celular.

Bateria externa para celular

Seu celular não está mais conseguindo manter a bateria até o final do dia e, muitas vezes, você acaba ficando sem telefone ou as outras funcionalidades do seu smartphone ao longo do dia?

Esta bateria externa para celular – e para outros equipamentos – pode ajudá-lo.

Com o advento do PJe – o processo judicial eletrônico – não é mais possível prescindir do tablet, do celular ou de outros eletrônicos, em especial durante o horário de trabalho. Mas nem sempre é possível conseguir ficar parado junto a uma tomada até que o aparelho recarregue. Com este recarregador, no entanto, que você deixa carrregando durante a noite, você pode manter os seus aparelhos carregando enquanto eles estão na sua bolsa ou pasta, ou mesmo durante o uso, sem temor de ficar sem eles quando mais precisar.

O carregador acima possui capacidade total de carga de 20.000 mAh, o que permite até 5 cargas em um celular Android ou IPhone.

A bateria é carregada como um celular e tem o tamanho um pouco superior a de uma caixa de cigarros e permite até 5 cargas completas no seu celular ou outros aparelhos como IPads, IPhones, ou outros tablets. Além disso ainda é possível recarregar simultaneamente dois gadgets, pois o aparelho possui duas entradas USB para este fim.

O aparelho da foto é o que eu tenho e é muito bom: cumpre o que promete

Na página do DealExtremeoutros produtos de preços e tamanhos variados.

Para quem não precisa de tanta carga há também modelos mais econômicos e menores, como o abaixo, de 2.000 mAh, com menor poder de carga, mas que pode ser muito útil em uma emergência.

carregador celular

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Direito Geral

Créditos de celular e delinqüência empresarial.

Eu uso muito pouco telefone. Para me comunicar com parentes e amigos próximos eu uso telefone fixo ou celular da mesma companhia que permite ligações gratuitas. Para os demais eu prefiro usar email, SMS, WhatsApp ou outras formas de comunicação instantânea.

Por isso minha linha atual de telefone é do tipo “controle”. Algo meio misto entre pós e pré-pago do que uma porção do pagamento corresponde a uma franquia e o restante que se pretende gastar deve ser feito na modalidade “recarga”.

Pois bem. Desde o ano passado eu estava de olho que eu tinha um saldo de cerca de 70 reais que expiraria em 16/02/2013. Minha missão era, portanto, antes do fatídico dia 16/01, efetuar uma recarga para “revalidar” o meu saldo.

Hoje, então, com um bom prazo anterior, fiz a famigerada “recarga”. Como não vinha usando os créditos achei mais adequado fazer uma recarga de apenas R% 5,00 –  o mínimo possível.

Para minha surpresa, no entanto, o valor recarregado passou a valer, com um acréscimo de R$ 5,00, para o mesmíssimo período até 16/01 (vide foto acima). Compareci a uma agência da Vivo e fui informado que era isso mesmo e que “sempre foi assim”.

Sempre foi assim uma pinóia! Tenho celular desde que ele se tornou acessível ao cidadão comum e recordo que antigamente os créditos não expiravam desde que houvesse recargas. O que continua sendo injusto, mas um pouco mais honesto.

Fui conferir nas notícias sobre as recentes decisões a respeito e parece que é este mesmo o entendimento do Estado Brasileiro, representado pelo STJ e pela Procuradoria Federal Especializada.

A fundamentação até parece, a um primeiro momento plausível:

Em seu pedido, a Procuradoria Federal Especializada afirmou que os créditos devem ter, necessariamente, prazos de validade para evitar aumento de preços ao consumidor e para preservar o modelo de negócio pré-pago.

“Caso os créditos fossem ‘eternos’ – conforme determinavam as decisões do TRF da 1ª Região – haveria risco de aumento de preços aos usuários em geral, uma vez que as prestadoras teriam que repassar a todos os seus clientes os gastos necessários para manter eternamente linhas ativas deficitárias”, afirmou a Anatel.

No entanto não é necessário ser um gênio da Lógica para perceber a falácia. Ok créditos eternos e linhas inativas podem representar uma despesa desnecessária. Mas que tal, então, fazer como o Skype que, acaso percebe que o crédito está inativo por muito tempo manda um email para o usuário e a única coisa que exige dele é que USE uma única vez o produto para revalidar os créditos por um período muito maior do que o de qualquer uma das nossas operadoras nacionais.

A considerar que a partir do dia 16/janeiro expirarão os meus R$ 77,91 de crédito, incluindo os R$ 5,00 que coloquei hoje, pode-se concluir que eu paguei R$ 77,91 por um serviço que não me será prestado. Ou seja estou “doando”, ou melhor sendo roubado pela Operadora Vivo, com o beneplácito do STJ e da Procuradoria Federal Especializada, em valor superior ao que eu poderia doar e seria necessário para uma pessoa portadora do vírus HIV viver um mês, ou um pouco inferior ao necessário para 252 pessoas vivendo com cólera tratadas por um mês, conforme o site Médicos Sem Fronteiras.

Alguém acha isso, no mínimo, razoável?

Atualização: Fui contatado pela Vivo que me esclareceu que na revalidação todos os créditos são renovados, não apenas os novos. Não é ótimo, mas é muito melhor do que me foi informado na loja.

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Direito

A cara de pau da operadora.

Acabo de ouvir no rádio um anúncio de uma destas operadores de telefonia móvel cujas vendas de linhas foram suspensas pela ANATEL.

No anúncio, creio eu que imposto pela agência reguladora, a empresa informava que (1) se o usuário ficasse mais de duas horas sem sinal (2) poderia entrar em contato com o seu serviço de atendimento (SAC) para pedir um crédito correspondente.

Como assim cara pálida? A empresa me priva de sinal por mais de duas horas e EU é que tenho que constatar isso e EU é que tenho que ligar para o famoso SAC da empresa; EU terei que ficar várias horas pendurado em uma ligação que ao final vai cair para ganhar um crédito de poucos centavos, ainda sujeito à companhia impugnar esta minha informação por qualquer fundamento do tipo:

“a interrupção não foi por duas horas senhor, a interrupção ocorreu apenas por 1h58min30s e a norma da ANATEL é clara que apenas devemos ressarcir em crédito se a interrupção for superior a duas horas”;

ou pior:

“perfeito senhor, verificamos que houve, efetivamente, esta interrupção e vamos estar creditanto R$ 0,002 para a sua fatura de agosto”.

Sinto muito, mas isso não é um comportamento de empresa séria e que se interessa em cumprir as regras e respeitar o consumidor.

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Direito

Algumas notas sobre a alteração do art. 6º celetista.

A Lei 12.551/11 em poucas linhas realizou profundas alterações na legislação trabalhista relativa ao tempo à disposição, em especial no que diz respeito às horas extraordinárias. O tema, por si, já daria um extenso artigo. Tentarei, contudo, resumir algumas das minhas observações.

  1. Houve um destaque ao trabalho remoto. Ou seja enquanto a antiga redação equiparava o trabalho no estabelecimento do empregador ao trabalho no domicílio do empregado, agora é expresso que o trabalho à distãncia também é considerado para o fim de se considerar tempo à disposição.
  2. Também se deixou expresso que não é necessário o prévio reconhecimento da relação de emprego para que ocorra esta equiparação, ou seja são suficientes que estejam presentes as características da relação de emprego.
  3. Finalmente, com a inclusão do parágrafo único, se passou a tornar explícita a caracterização de tempo à disposição através do uso de meios eletrônicos. Ou seja a utilização de telefone, pager, celular,  email ou outras formas de contato ou observação do trabalhador.

Esta última alteração, inclusive, teria, conforme alguns, derrogado o conteúdo da Súmula 428 do TST:

O uso de aparelho de intercomunicação, a exemplo de BIP, “pager” ou aparelho celular, pelo empregado, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso, uma vez que o empregado não permanece em sua residência aguardando, a qualquer momento, convocação para o serviço.

Este é o nosso entendimento. Antes mesmo desta norma já entendíamos que a posição do TST não era sustentável. Isso porque a imposição pelo empregador do uso de equipamento que possibilite o contato com o empregador mantém o trabalhador em constante subordinação. Observe-se que este trabalhador, que pode, a qualquer momento, ser convocado quer a comparecer ao estabelecimento do empregador, quer responder-lhe por telefone ou email questões acerca do seu contrato de trabalho acaba não tendo a possibilidade de fruir plenamente o seu tempo destinado ao lazer e descanso.

Com certeza há alternativas para que o empregador possa tanto preestabelecer o valor deste tempo à disposição, como evitar que atitudes voluntárias do empregado, como responder uma mensagem fora do horário de expediente, sejam consideradas para fins de incidência deste dispositivo legal.

Para estabelecer o valor do período à disposição se poderia, por exemplo, criar através de acordo ou convenção coletiva regras para a apuração desta jornada, não permitindo que seja o período integral considerado como de trabalho mas, por igual, assegurando um período efetivo de repouso ao trabalhador, no qual estaria completamente vedado ao empregador cominar-lhe tarefas ou exigir o contato.

De outra parte para evitar o trabalho “espontâneo”, creio que seria suficiente incluir em contrato, regulamento de empresa, ou mesmo nas mensagens de email enviadas ao empregado observações acerca da não exigência (ou mesmo proibição) para que as mensagens fossem respondidas fora do horário normal de serviço.

Verdadeiro, contudo, que assim como todas as normas esta comporta outras interpretações e competirá à acomodação doutrinária e legislativa uma leitura mais efetiva da nova lei.

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Direito

LG Renoir é lançado com uma certa dose de polêmica

LG Renoir
Foto do aparelho obtida em um site da empresa.

A contar do momento em que qualquer pessoa pode publicar, com um custo muito próximo do zero a sua opinião sobre qualquer coisa deveria ter soado um alerta vermelho em todas as empresas que têm na sua marca um valor patrimonial.

O fenômeno dos fãs de marca não é novo. Na primeira vez que fui a Nova York a maior parte dos produtos que adquiri tinha relação com a própria marca dos produtos. Havia lojas da Coca-Cola, da Warner Bros, Disney, além das gifts shops de musicais, museus, pontos turísticos, etc. Isso sem se contar nas roupas, que se exigiam com as grifes o mais visível possível. Na época eram GAP, Banana Republic, Armani Exchange, etc.

Nova é, justamente, a possibilidade de ela ser denegrida a partir apenas de uma certa concertação, via de regra decorrente mais da comunhão de opiniões do que de qualquer outro interesse de índole econômica ou comercial, como por exemplo no caso do Google bomb.

Assim as empresas anunciantes ficam um pouco reféns de sua imagem pública, a qual pode não ser exatamente a que eles próprios fazem. Isso foi mais ou menos o que aconteceu com a LG neste final de semana.

Isso demandaria um certo cuidado com a opinião alheia, principalmente publicada, como alerta o “Mestre do SEO“, em especial ao referir o último caso relacionado – o Dell Hell. Note-se que não exatamente como o ocorrido na minha postagem sobre o serviço do site de vendas da Saraiva na qual, claramente, os comentários são oriundos do pessoal de TI da própria empresa, contrariados com a reclamação, mas que nada alteraram a contar de sua ciência.

Conforme o Cardoso e o Jeff Paiva eles e mais 16 blogueiros (ou 18 no total) foram convidados para um evento destinado a promover o lançamento de um novo modelo de celular da LG, o LG Renoir. Este evento, para o que se recomendou uso de roupas leves, repelente, protetor solar e óculos escuros, vai ter cobertura através de um Streaming do BlogBlogs que publica desde ontem (sexta, 09 de janeiro) todas as publicações on line que tenham a tag “LGRenoir” como blogs, twitters, fotos no Flickr, etc.

Aproveitando-se desta “brecha”, Gravatai Merengue, livre pensador que em mais de uma oportunidade eu já afirmei admirar, resolveu publicar a sua opinião sobre a marca, produto e promoção, sendo que, diante a inconformidade de alguns respondeu com uma sentença que demonstra a sua desconcertante capacidade de utilizar a lógica em seu benefício:

Falar bem de um evento que não começou (pode); falar mal (não pode) – lógica? hm?

Dando uma breve olhada no aparelho através da internet (poderia haver alguma coisa mais técnica do que esta página, mas ok) e lendo as suas funcionalidades não me parece assim uma porcaria, como sustenta Gravatai. De outra sorte eu tenho uma experiência positiva com os produtos LG, cujo preço sempre foi bastante competitivo e cuja qualidade, pelo menos para mim, não se distingue muito de um Sony, por exemplo.

No entanto, antes de apagar as suas mensagens, seria mais interessante que a empresa se comprometesse a demonstrar a ausência dos defeitos apontados, ainda que o fizesse por meio dos blogueiros convidados. Não sei quem são os demais e o Jeff Paiva não é, exatamente, um técnico em tecnologia, no entanto o Cardoso em mais de uma oportunidade já se demonstrou ser um crítico sincero e honesto dos produtos que testou, já tendo, em mais de uma oportunidade, me influenciado em uma decisão de compra.

Vejam-se que a escolha de blogueiros para participar de qualquer evento sempre dá panos para manga, na medida em que, por serem centenas, senão milhares, os blogueiros da dita Blogosfera Brazuca se entendem com tanto direito quanto outros, já tradicionais, e que têm um público já cativo.

Atualização: Enquanto ainda escrevo o texto vejo na página do Live Strem do evento que também estão presentes Jonny Ken Itaya e o Manoel Netto, que considero igualmente habilitados para uma opinião isenta sobre o produto.


Quem não gostou da imagem que ilustra este artigo tem a minha integral solidariedade. Fiz uma pesquisa na rede para ver se havia alguma imagem mais aprazível, mas, infelizmente, a empresa não publicou nenhuma foto mais apresentável, sendo que a publicada foi capturada da página da empresa de uma animação em flash.


Vou estar presente no Campus Party para assistir alguns painéis a partir da quinta-feira. Pela manhã vou ver o Alexandre Sousa falando sobre blogs policiais (das 11h às 12h) e à tarde o debate em que participará o Gravataí Merengue sobre “O Direito conhece a Internet?” (entre 16h35 e 17h35min), isso se ele ainda for… Ambos os eventos são no “palco blogs“.

Finalmente pretendo ainda prestigiar a entrega do prêmio Best Blogs Brasil ao qual concorro na categoria blogs jurídicos. Aliás, você já votou?