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Encontro de Juízes em Buenos Aires

Ministra Kátia Arruda, do TST e juiz Jorge Alberto Araujo, da AMATRA IV

Na última semana estive fora do país por conta de minha participação no XX Encontro de Juízes da AMATRA IV em Buenos Aires, Argentina.

Durante dois dias repletos de atividades mais de sessenta Juízes do Trabalho brasileiros, uruguaios e argentinos discutiram o Papel do Judiciário na Consolidação da Democracia.

As atividades foram precedidas por palestras de importantes juristas latinoamericanos, como Oscar Ermida Uriarte e Ingo Sarlet, encarregados de expor aos ouvintes questões como a interpretação das normas internacionais, bem como a independência do Judiciário.

Luís Roberto Barroso, da UFRJ, falou sobre um assunto que muito se tem discutido e que muito ainda vai ocupar a pauta da imprensa, meios acadêmicos e do próprio Judiciário: o ativismo judicial.

A Ministra Kátia Arruda (na foto acima) expôs a sua visão acerca da concretização dos Direitos Sociais no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho, tendo sido secundada pelo juiz argentino, Mário Elfmann, que referiu este tema em relação às cortes do país irmão.

Encerrou-se o encontro com a palestra do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Ayres de Britto, que discorreu sobre a Constituição Federal e o Poder Judiciário.

Ministro Ayres Britto, do STF, entre juízes da Justiça do Trabalho/RS

Nota: As despesas de viagem e hospedagem foram suportadas pelos próprios participantes do evento, sendo que os palestrantes e convidados tiveram as suas despesas suportadas pela própria AMATRA IV. Não houve patrocínio de empresas públicas ou privadas.

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Vôos internacionais, aeroportos, líquidos, etc.

Como muitos dos meus leitores sabem, eu quase que semanalmente (para não dizer que é de fato semanalmente) viajo de Porto Alegre para Montevidéu, onde estou fazendo um mestrado, além de já ter pego, de surpresa, um vôo internacional para um trecho doméstico – como Porto Alegre é na ponta do Brasil, não é incomum que um vôo com destino a Buenos Aires, Punta de Leste, Montevidéu, etc. tenha uma escala aqui.

Assim eu já tenho mais ou menos decoradas as respostas para as perguntas do “pessoal de segurança” das empresas. No entanto quando pego um que me acha metido a espertinho porque já sei as respostas, ele trata de fazê-las ainda mais acuradamente.

No início eu me irritava, ao ter que afirmar: “claro que eu não carrego explosivos, armas, etc.

No entanto com o passar do tempo, após ver uma série de pessoas, que haviam sido interrogadas da mesma forma que eu, e respondido idem, serem barradas carregando vidros gigantescos cheios de líquidos, martelos, alicates, e outras ferramentas e apetrechos francamente inacreditáveis eu passei a ter mais respeito e consideração pelas pessoas.

Não esqueçamos que quem tem a responsabilidade pelos turistas estrangeiros é, via de regra, a companhia aérea, pelo que é até esperado um certo exagero nos cuidados, principalmente tendo-se em conta que a margem de lucro é relativamente baixa e a constante subida do petróleo está estrangulando ainda mais os seus ganhos.

De outra banda, por andar circulando bastante por aeroportos, tenho constatado que as pessoas – turistas, principalmente, e de qualquer nacionalidade – são especialmente grosseiras quando em viagem, o que se pode atribuir desde ao estress do vôo, desprezo pelas outras etnias e culturas, até a sensação de impunidade social em virtude de tratarem com pessoas que provavelmente nunca mais verão.

Se eu como turista, ainda que meio habitual, já tenho percebido isso, imagino o grau de estress pelo qual passa o pessoal de aeroporto que convive diariamente com este tipo de situação, muitas vezes tendo que atuar, como qualquer outra pessoa que desempenha papel de repressão ou fiscalização: com energia, o que às vezes pode passar por grosseria.

Ademais terroristas, creio eu, podem, e devem, ter uma cara bastante agradável. Até porque os terroristas que têm isso estampado na cara, não tendem a ter muito sucesso na sua carreira.

Por isso tudo acho que devemos, ou nos preparar para estes dissabores com bastante bom humor, ou nos conformarmos em ficar nas nossas casas, ou apenas circular pelos estados vizinhos, de carro, ou cuidando para não tomar um avião internacional “de passagem”.

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Férias! Aeroporto: a viagem começa aqui.

05

A melhor forma de começar é pelo começo. E a viagem inicia pelo aeroporto.
Chegamos bem cedo para o embarque. Não lembro de ter comentado aqui, mas indo para Montevidéu já perdi dois embarques pelo atraso e em se cuidando de férias seria um péssimo começo.
Tendo chegado cedo, e de café da manhã tomado, a opção para passar o tempo é a livraria.
Um passeio por uma livraria sempre acaba sendo inspirador.
Dei uma olhada em um pocket da Martha Medeiros, em que o primi]eiro artigo é sobre a relação consumidor-vendedor. Muito bom. Apenas 12,00 reais. Ótima opção se eu não tivesse prometido a mim mesmo não ler nem estudar nada nestes sete dias.
Outro livro que vi é um sobre a família Bin Laden. Pelo que pude entender o autor faz uma análise cínica sobre a fortuna da família de um dos maiores terroristas modernos e a sua alegada luta religiosa que, em verdade, não seria bem isso.
Interrompi as leituras para blogar. E agora vou para o café.
Mais informações, mais tarde, via Twitter.