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Atraindo Paraquedistas ou Enganando o Público?

paraquedistasHá uma grande discussão na Blogosfera Brasileira (deve haver nas demais) acerca dos modos de atrair visitantes ao sítio através da utilização de padrões de pesquisa de acordo com fatos ocorridos, o que se chama “hype”.

A situação envolvendo o guri que faleceu nas mãos de bandidos e a procura por suas fotos (utilizei palavras menos procuradas justamente para não cair no lugar comum de criticar para atrair visitantes) abordada, por exemplo nos blogs Verdade Absoluta e Eu Podia Tá Matando, deve ter trazido para estes blogs muitas visitas, embora tenham se utilizado do anseio pela visão da tragédia de seus visitantes e, frustrando-os, lhes passaram uma lição de moral quanto a este tipo de curiosidade mórbida.

Moral de cuecas como diz a sabedoria popular. Podemos distinguir duas formas de explorar a curiosidade humana com este tipo de tragédias. A primeira no estilo Ratinho, no qual se atrai a audiência, entregando o produto prometido, o que pode ser condenável sob alguns aspectos, violando o bom gosto de alguns. Outro seria o estilo João Kleber, apresentador calhorda, que tinha por hábito manter sua audiência com a promessa, mentirosa, de exibição de situações inexistentes ou mentirosas. Aliás este tipo de procedimento é censurado pelos especialistas, que o chamam de O Método do Chapéu Negro.

No nosso blog anterior nos utilizamos deste expediente exatamente para atrair visitantes, e com sucesso, como nos episódios do vídeo da execução de Saddan Hussein ou, ainda que tardiamente, de Daniela Cicarelli, esta quando do bloqueio do YouTube. Na primeira situação exibindo o vídeo através de pesquisa no YouTube, no segundo, por não termos encontrado o vídeo, através de link a uma paródia, de uma propaganda institucional.

Em ambos os casos as matérias foram abordadas com o cuidado de aproximá-las de um dos temas principais do nosso blog o Direito, referindo conseqüências jurídicas dos fatos, o que restou por esclarecer aos nossos leitores acerca de situações, ainda que periféricas aos fatos ocorridos. Aliás como igualmente fizemos ao examinar no árido tema Big Brother Brasil para um blog de conteúdo como o nosso, as pretensões de uma das participantes em ser magistrada trabalhista.

Assim a promessa de exibir imagens ou conteúdo de cenas, ainda que trágicas e ofensivas para uma boa parte do público, descumprida pelo blogueiro lhe retira a credibilidade e trabalha contra o restante da comunidade, que pretende apresentar material com conteúdo jornalístico sério e autêntico.

Não se aplica tal situação, no entanto, quando há uma brincadeira, ainda que muito sutil, com o leitor como as feitas pelo Rafael por exemplo quando trata do acesso ao Orkut e seu bloqueio.

Exibir as imagens seria menos nocivo. Talvez algumas pessoas tenham que ver as imagens para terem nelas despertada a revolta que temos apenas pela notícia, não podemos desprezar este sentimento.

Aliás em reportagens com os pais da menina que foi morta no metrô já há algum tempo, estes afirmaram que as meras referências à sua filha e ao que de trágico lhes ocorreu lhes dava uma sensação de presença. Ou seja melhor a lembrança, ainda que mórbida, do que o esquecimento.

Melhor a imagem, que a promoção pura e simples. É apenas minha opinião, respeitando as contrárias.