Terceirizações…

Coincidentemente hoje um comerciante me contou que a transportadora que o atendia há algum tempo começou a prestar um mal serviço. As caixas vinham aberto, faltavam produtos…

Ele questionou o que estava ocorrendo e soube pelo dono da empresa que, para reduzir custos a empresa havia despedido seus empregados e contratado uma cooperativa.

Isso talvez não signifique a a terceirização seja sempre ruim ou que o Estado deva intervir, mas é algo a se refletir

140 mil!

140.000 (cento e quarenta mil) aposentados que estavam com os seus salários atrasados receberão o seu 13º com o dinheiro da corrupção recuperado de Sérgio Cabral.

140 mil! Pensem em cada história individual destes milhares de aposentados. Sem dinheiro para o pão, para o leite, para o remédio, com as contas vencendo, a luz e a água sendo cortada, sendo olhados com desconfiança pelo dono do mercadinho da esquina. Sem poder visitar os familiares.

Tudo isso enquanto este facínora, criminoso da mais vil espécie, enchia de jóias caras a sua esposa.

Corrupção, em especial em um país pobre como o nosso é um crime hediondo, que mata talvez mais do que a violência, o trânsito e as doenças cardiovasculares.

Não pensem que por não sujar as mãos de sangue o número de vítimas é menor.

Pensem nisso, inclusive quando lembrarem dos seus “corruptos de estimação”.

Terceirizações II…

Há alguns anos em um Campus Party assisti uma palestra de um executivo da Azul Linhas Aéreas. Ele referiu, na época, que o setor de tele-atendimento da empresa era composto por empregados. Ele dizia que assim o trabalhador que estava atendendo ao consumidor podia dizer, com segurança, como era a aeronave e os serviços da empresa e poderia passar mais segurança, principalmente porque os empregados tinham, ademais, acesso, a baixo custo, aos vôos da empresa.
É uma prática interessante.

Uma outra visão sobre e limitação da franquia de dados.

Quem come pouco não costuma gostar de buffet livre. A comida à vontade só começa a vale à pena quando o valor do prato iguala ou supera o da comida por peso.

Esta discussão quanto à limitação da franquia de consumo da banda larga me parece algo assim. Ninguém sabe, exatamente quanto gasta de banda larga, nem em quanto se quer fixar a franquia mínima, mas está todo mundo mobilizado para que isso não ocorra.

Aconteceu a mesma coisa em relação à franquia de bagagens internacionais. O brasileiro é o único que tem direito de transportar 2 bagagens de 32 kg, ao passo que a grande maioria dos países tem uma franquia de apenas 1 volume com 29 kg. Quando eu viajava aos finais de semana para o Uruguai para fazer o meu mestrado na UDELAR e levava apenas bagagem de mão, certamente eu participava da “vaquinha” para que a empresa pudesse transportar a todos os passageiros com a a franquia legal sem prejuízos.

Aliás da mesma forma quando eu compro ingressos para um show ou espetáculo teatral eu acabo pagando um pouco mais do que a empresa estimou em seus custos, pois deve haver uma previsão para o pagamento da meia-entrada.

Talvez até o governo tenha colocado as coisas de uma forma estranha, assustando o mercado. No entanto se, no lugar de se limitar a franquia máxima, a ANATEL passasse a permitir planos mais básicos de internet, do tipo pré-pago por “x” gigabytes, sem mexer ainda na franquia máxima, pudesse, ao longo do tempo tirar a má impressão que a limitação imediata poderia trazer e muita gente que quer usar seu NetFlix e Youtube apenas à noite e finais de semana acabaria percebendo que a franquia ilimitada nem faz sentido.