YouTube adquirido pela Google

Neste dia 09 de outubro a Google adquiriu o site de armazenamento de vídeo YouTube pela fantástica cifra de U$ 1,65 bilhão.
Abaixo uma relação de alguns dos mais engraçados ou populares vídeos nacionais disponíveis no YouTube.

“Tapa na pantera”

A atriz Maria Alice Vergueiro, 71, virou a “vovó maconheira” mais amada da internet. “Dar um tapa na pantera” virou gíria para fumar maconha

“Vanucci grogue”

Comentarista Fernando Vanucci aparece grogue na TV. No YouTube, vídeo teve audiência maior do que a registrada pelo programa na Rede TV!, mas já saiu do ar

“Sanduíche-íche”

Nutricionista Ruth Lemos, aquela do “sanduíche-íche”, também teve o vídeo de sua entrevista a uma retransmissora da Globo divulgado pelo YouTube

“Jeremias muito louco”

Um homem, identificado como Jeremias, foi preso em uma cidade do Nordeste e ficou famoso por ter dado entrevista embriagado

“Profissional do sequisso”

Vídeo de uma entevista grotesca feita por uma retransmissora do SBT no Nordeste com uma prostituta e um cliente idoso sobre calote

A Obrigação de Oferecer Trabalho

Não são raras as situações em que o empregado é deixado sem a atribuição de afazeres na própria empresa ou em casa, acreditando, assim, o empregador que se encontra cumprindo, até com vantagem para aquele, seu dever oriundo do contrato de trabalho. Nada mais equivocado, contudo.

O trabalho, ao lado da livre iniciativa, se constitui fundamento da República Federativa do Brasil, consoante estabelece o inc. IV do art. 1º da Constituição e, por conseguinte, a negativa de seu oferecimento ao trabalhador, sem a existência de uma causa que o justifique, se configura ato atentatório à sua dignidade, ensejando o rompimento do contrato por culpa do empregador e, em muitos casos, indenização por dano moral.

Ocorre que o empregado que não tem oferecido trabalho no curso de sua relação sofre sério abalo na sua auto-estima, decorrente da sensação de inutilidade como elemento da engrenagem social. Veja-se que tanto o regime capitalista quanto o socialista, cada um de sua forma, são fundados nos valores do trabalho, o que ocasiona que os indivíduos que não produzam sejam discriminados.

Observe-se que mesmo o Código Civil, de caráter muito mais individualista que as Leis Trabalhistas, estabelece no art. 421 que a liberdade para contratar deve ser apreciada dentro dos limites da função social do contrato. Ou seja se a Constituição da República estabeleceu no inc. XXIII do art. 5º da função social da propriedade, esta se consubstanciará, igualmente, na função social do contrato, que lhe impõe limites éticos.

Nesta mesma situação se enquadra a figura do “aviso prévio para cumprir em casa”, subterfúgio muito usado pelos empregadores para atrasar o pagamento das parcelas oriundas da rescisão, que criando a ficção de que o prazo correspondente ao período do aviso prévio corresponderia, integralmente, àquele destinado à liberação do trabalhador para buscar nova colocação, lhe permitiria efetuar o pagamento das verbas devidas por força do rompimento apenas após esgotado seu trintídio (art. 477, § 6º, a). Enquanto, acaso considerada a sua ausência – ou indenização – na forma prevista em lei, o pagamento deveria ser feito dez dias após a dispensa (art. 477, § 6º, b).

Imperioso observar que, se o empregador entendeu de permitir ao trabalhador que se afastasse de imediato de sua atividade, é porque esta situação de alguma forma lhe convinha. Até porque, se o empregador tivesse, de fato a intenção de, de alguma forma, beneficiar o empregado ou não o despediria, ou lhe alcançaria antecipadamente seus haveres, permitindo-lhe já fazer, de imediato, frente às despesas oriundas de seu desemprego.

Publicado na Folha do Nordeste de Lagoa Vermelha em 06-10-2006.

Legacy não teria trocado de nível por ausência de contato com a "Torre"

Transcrevo abaixo mais algumas impressões do colega Juiz Jubilado do TRT 12ª Região, Chedid, piloto com mais de trinta anos de experiência e instrutor de vôo sobre a queda do vôo 1907 da Gol.

“Lembro que hoje os peritos aventaram a possibilidade, forte, de que o “winglet”, aquela ponta de asa para cima, parecida com a empenagem, ter cortado longitudinalmente a asa direita do Boeing, fazendo com que a aeronave perdesse seu formato aerodinâmica e as condições de vôo sustentado, sendo, por isso, sem comando, projetada (queda descontrolada) em verdadeiro parafuso e atingindo a vários “Gs” negativos ( força de atração) e entrando em stoll de velocidade (velocidade superior a capacidade da estrutura do avião).
Acredito, agora, realmente, na aproximação das razões da queda. Note que as notícias mais recentes, depois que os pilotos norte-americanos falaram com o advogado, informam que eles não conseguiram contato ou a “Torre de Brasilia”, leia-se Centro de Controle de Tráfego de Brasilia, não fez contato com eles e, por isso, pasmem, não trocaram de nível.
Ora, se sabiam disso, sabiam, por óbvio, que estavam em nível não autorizado. Ademais, a ausência de contato com o Controle, prevista em regulamentação, importa em imediata “solicitação ponte” com outras aeronaves da região (contato rádio com outra aeronave solicitando que avise o Centro de Controle que estão em zona de silêncio-rádio, solicitando informações de prosseguimento do plano de vôo). Este procedimento é usual e na altitude de 37 mil pés a propagação do sinal de rádio é excelente e induvidosamente encontraria algum avião para contato).
Desligamento ou pane dos sistema anticolisão e transponder é evidente também. Eles estão “enrolados e muito”. Registro também que todo o vôo precede de “Plano de Vôo” escrito em inglês, onde o piloto deve, obrigatoriamente, informar a rota, rumo, altitude desejada, alternativas, autonomia, etc. e lá consta, sem dúvida, o nível de vôo desejado e autorizado.”

Juiz do Trabalho aposentado e instrutor de vôo analisa a queda do vôo 1907 da Gol

Abaixo análise do Juiz Antônio Carlos Faccioli Chedid, Ex-Presidente do TRT da 12ª Região e Instrutor de Vôo, sobre os motivos da queda do vôo 1907 da Gol.

Meus longos 30 anos de aviação, cinco como instrutor de vôo (tenho um Tupi – Piper PA-28 – PT-NUS) autorizam pedir cautela nas conclusões, embora as primeiras evidências permitam ou até apontem para uma solução. Como já dito, o nível de vôo é sempre autorizado pelo controle de tráfego aéreo da região e sempre com diferencial de 1.000 pés entre os níveis.
Todos os equipamentos ajustam o altímetro à pressão de 1.013, milibares, o que resulta em níveis quase exatos. As proas ou rumos adotados concedem o nível, ou seja, até 179 graus o rumo será, sempre, ímpar e de 180 a 360 graus par, para os vôos IFR (instrumento em rota). Para os vôs VFR (visual) será impar mais 500 (exemplo 3.500, 5.500 e assim por diante) e par mais 500. Em tese o cumprimento destas regras, por si só, afastam qualquer possibilidade de colisão em rota, pois durante os procedimentos de descida haverá vetoração radar do centro de controle e/ou comunicação entre as aeronaves no circuito de trafego na freqüência (123/45). A troca de nível somente será permitida nas aerovias com autorização do centro de controle. Possíveis falhas dos equipamentos (transponder, anticolisão, etc.) não autorizam a conclusão de que teria com todos eles e na duas aeronaves simultaneamente. Isto é quase impossível. Duas máquinas de última geração. Houve, sim, falha humana e sequencial, pois quase todos os acidentes decorrem de uma sequência de erros. Aos interessados recomendo um site sobre pericias de acidentes aeronáticos.

Sociedade dos Amigos de Plutão: a verdade

Diversos e-mails chegam à minha caixa postal referindo a criação, pelo Governo Federal, de uma ONG denominada Sociedade dos Amigos de Plutão. Tal organização, não-governamental, contaria com uma generosa contribuição dos cofres públicos e se destinaria, em suma, a buscar promover o recém rebaixado planeta à sua condição original.

A notícia é do “sério e respeitado” jornalista Carlos Chagas, e está publicada por exemplo no sítio Brasília em Dia, mas se encontra reproduzida em diversos blogs da Internet, mas não passa de uma grande “brincadeira”.

E o desmentido, ou retratação, tem tido um espaço muito menor. Tanto que nas primeiras “edições” da notícia a procura no Google somente voltava ela própria. Nenhuma análise sequer cogitando a sua inveracidade.

Ela veio somente no dia 30 de setembro passado, no sítio Mato Grosso On Line e, como interessa a poucos, sem muita repercussão. Em todo caso a sua fonte é a mesma, o jornalista Carlos Chagas, que alega ter feito uma “metáfora” acerca da criação da entidade fictícia.

Esclarecidos os fatos, fica para a consciência dos eleitores.