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Curso de Audiência Trabalhista: Nova edição.

Começa em 29/outubro uma nova turma do Curso Avançado de Audiência Trabalhista do Juiz do Trabalho Jorge Alberto Araujo!

O curso inclui o que há de mais avançado no Direito, Psicologia e Neurociência envolvendo aspectos da audiência, da apresentação da demanda, interrogatório e depoimento pessoal às técnicas de negociação e de encerramento.

  • Teoria da Argumentação.
  • Teoria dos Jogos.
  • Teoria da Decisão.
  • Técnicas de interrogatório para a obtenção da verdade e identificação de engano.
  • Teoria da Memória.
  • Técnicas de conciliação.

Baseado em farta bibliografia envolvendo importantes autores internacionais como Robert Alexy, Ronald Dworkin, Paul Ekman, Elisabeth Loftus, Ivan Izquierdo, Dan Ariely, Robert Cialdini, Nassim Taleb, Carl Sagan, dentre outros de diversas áreas do conhecimento humano.

“Ao longo dos meus 18 anos como Juiz do Trabalho tenho me dedicado a compreender todos os fenômenos que envolvem um processo trabalhista, desde os motivos para o ajuizamento da demanda até os atos posteriores à execução.

Percebo que muitos atos processuais são praticados automaticamente, sem que os envolvidos tenham sequer ciência do que buscam ou do que obtém.

Proceder em um interrogatório sem ter conhecimento de aspetos que envolvem a formação e recuperação da memória ou negociar um acordo sem saber nada sobre teoria da negociação é o mesmo que se lançar ao mar para dar a volta ao mundo em um veleiro sem ter noções básica de navegação.”

Conteúdo.

  • 1ª Aula: Apresentação. Teoria da argumentação. Lógica e lógica jurídica. Falácias.
  • 2ª Aula: Teoria dos Jogos. Negociação.
  • 3ª Aula: Teoria e prática das peças processuais trabalhistas. Como elaborar uma inicial efetiva. Como elaborar uma defesa / contestação efetiva.
  • 4ª Aula: A audiência na prática. Fases da audiência. Impugnação de documentos: amostragem.
  • 5ª Aula: Interrogatório testemunhal. Psicologia do depoimento. Memória.
  • 6ª Aula: Estratégias de interrogatório. Interrogatório judicial e depoimentos pessoais.
  • 7ª Aula: Interrogatório e contra-interrogatório.
  • 8ª Aula: Incidentes e exceções. Prova pericial. Razões finais. Decisão.

Informações.

Quando? Aulas em 29 de outubro, 5, 12, 19 e 26 de novembro e 2, 9 e 16 de dezembro, das 19h15min às 22h30min.
Onde? Nas dependências do Sindicato dos Engenheiros (SENGE/RS) na Av. Érico Veríssimo, 960, no Bairro Menino Deus, em Porto Alegre RS.
Há estacionamento? O local conta com amplo estacionamento gratuito (sujeito a disponibilidade de vagas).
Quanto? O valor da inscrição é de R$ 890,00 ou em três parcelas de R$ 330,00 e assegura o direito a material, coffee breaks e estacionamento. O pagamento pode ser feito por boleto bancário ou cartão de crédito.
Maiores informações podem ser obtidas por telefone no horário das 13h às 19h, com Marla ou Ingrid – 51 9662-8100, 51 9181-5209 ou 51 4042-3073.

Inscrição online em http://direi.to/audi.

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John Nash e a Teoria dos Jogos

O dia iniciou hoje com a notícia de falecimento do matemático e ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1994, John Nash. Um amigo meu comentou e o Sensacionalista repercutiu que a imensa maioria dos que estavam consternados com a morte do cientista não tinham a menor ideia da sua contribuição para a ciência, o que é possível ver a partir dos comentários da sua notícia na página do G1.

Há algum tempo venho percebendo que o Direito negligencia as Ciências Exatas e Naturais como se estas nada repercutissem naquele.  Pelo contrário somente podemos falar sobre Teoria do Depoimento, partindo dos estudos da psicóloga Elisabeth Loftus, assim como não podemos falar de negociação ou mesmo de política judiciária sem nos referirmos, ao menos perfunctoriamente, a John Nash.

A Teoria dos Jogos, de Nash, é uma forma de compreender e prever o comportamento, quando racional, dos indivíduos em cenários competitivos. Ou seja podemos, a partir da Teoria dos Jogos entender desde a evolução da mente humana e porque ela se tornou racional, até como dispor da melhor forma dois pontos de vendas de bebidas à beira da praia.

Nash, a partir de seus estudos da Teoria dos Jogos, criou um importante ponto de partida para ações, não apenas na área da Economia, mas também, por exemplo, no campo da política judiciária.

O Brasil, infelizmente, está a anos luz de países de primeiro mundo na administração da Justiça. Nosso país deve ser o único de grande porte que traduz “acesso à Justiça” como a possibilidade de cometer infinitas violações legais que terão como consequência, apenas, a condenação judicial para cumprir o que a lei já lhe determinava.

Isso pode ser muito bem percebido por qualquer usuário de serviços como telefonia ou cartões de crédito que são, sem sombra de dúvidas, recordistas em demandas repetitivas em nossos tribunais, o que demonstra que, para elas, violar as leis de proteção ao consumidor continua sendo um bom negócio.

John Nash, com certeza, se verificasse o funcionamento de nosso sistema jurídico diria que seria necessário se criar para estes grandes litigantes obstáculos para que permanecessem descumprindo direitos que dão origem a esta quantidade de ações. Por exemplo mediante a cominação de custas ou outras cominações por conta das condenações destas empresas, que deixassem menos interessante a existência destas demandas.

Paradoxalmente estas regras já existem, por exemplo nos arts. 14 e 17 do Código de Processo Civil vigente, mas são fracamente utilizadas pelos tribunais que parecem entender que direito de ação se confunde com a faculdade de violar direitos individuais.

Mas não é apenas no “atacado” que a Teoria dos Jogos teria relevância para o nosso sistema judicial. Muitas vezes uma pequena negociação pode se utilizar da Teoria dos Jogos para obter sucesso. Por exemplo quando, em uma ação, há pedidos efetivamente controvertidos, as normas são de interpretação duvidosa e a jurisprudência está dividida. Em tais circunstâncias um diálogo franco entre os litigantes e a disposição em solucionar o conflito mediante regras claras pode, com o auxílio da Teoria dos Jogos, levar a uma solução que seja a melhor para ambas as partes.

Por isso devemos saudar a vida e lamentar a perda de John Nash. Que descanse em paz!

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Sistema Acusatório e Sistema Inquisitório.

Julgamento de Galileu
Julgamento de Galileu

Sistema acusatório (ou sistema adversarial, de adversarial system) é o sistema utilizado nos países da common law. Considera-se que neste sistema as partes são representadas por seus advogados perante um indivíduo ou grupo imparcial (juiz ou júri) encarregado de determinar a verdade do caso. Neste sistema se considera que a justiça é feita quando uma das partes consegue convencer o juiz ou júri acerca da correção de sua perspectiva trazida a julgamento.

O papel do juiz é extremamente reduzido competindo-lhe apenas arbitrar a disputa entre as partes. Ele não conduz a acusação: são as partes que devem aportar aos autos os elementos de prova.

O processo acusatório é oral, público e contraditório.

O Sistema Inquisitório privilegia o interesse social, ao passo que o Sistema Acusatório privilegia o interesse individual. Neste sistema o processo é desencadeado por um juiz acusador, detentor de muitas prerrogativas. Em contraste com o processo acusatório o inquisitorial é escrito, secreto e não contraditório.

Neste sistema o acusado não se encontra em pé de igualdade com o acusador: ele está submisso a este. O juiz é o que busca as evidências e julga soberanamente, inclusive valorando as provas.

Podemos perceber que, da mesma forma do que ocorre entre os procedimentos escrito e oral, também os sistemas acusatório e inquisitório não aparecem na sua forma pura, sendo a sua caracterização como um ou outro, mais em decorrência de uma carga maior de um ou de outro sistema.

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Curso Prático de Interrogatório Trabalhista: ÚLTIMAS VAGAS.

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Qual advogado não tem uma história de audiência em que alguém com uma causa ganha nas mãos, por conta de uma prova oral mal produzida acabou derrotado?

Ao longo de mais de 18 anos de sala de audiência tenho reunido uma série de situações em que por causa do interrogatório a situação inicial se inverteu, sagrando-se vencedor quem entrara derrotado ou vice-versa.

Interrogar é uma arte e uma ciência. O interrogador deve ter presente uma série de fatores para poder realizar uma boa instrução oral.

Aspectos como a formação e a recuperação da memória, identificação da mentira, falsidade ou contradição, são cruciais para quem necessita extrair das testemunhas informações relevantes para obter êxito nas suas demandas.

O curso é composto de uma ampla base teórica, que inclui aspectos de Psicologia, Sociologia, Sociobiologia e Neurociência para permitir que o aluno possa realizar o interrogatório de forma eficaz a bem sucedida.

Além disso, através de exercícios envolventes, os alunos podem comprovar a eficácia das técnicas e treinar as competências necessárias para o bom interrogador.

O curso se inicia nesta próxima segunda-feira, dia 27/04, e ocorrerá às segundas e quartas-feiras até o dia 13/04, no SENGE/RS, na Av. Érico Veríssimo, 960, em Porto Alegre/RS

O valor da inscrição é R$ 625,00, com direito a material de apoio e coffee break.

As inscrições são diretamente em nosso site, onde poderão ser também obtidas maiores informações.

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Últimos dias: Curso Prática de Interrogatório Trabalhista

cena de tribunal text

Já se encontram abertas as vagas para inscrição online no meu novo curso: Prática do Interrogatório Trabalhista. Este curso surgiu a partir da solicitação dos alunos do curso de Prática Avançada de Audiência Trabalhista, interessados na aprendizagem e aprofundamento de técnicas para a obtenção de depoimentos pessoais e testemunhais mais úteis e objetivos para o sucesso de suas demandas.

O curso possui um projeto didático e pedagógico moderno enriquecido com muitos exemplos práticos, vídeos e exercícios de modo a permitir aos alunos a imersão completa no seu conteúdo.

O material é 100% inédito, fruto da minha pesquisa realizada sobretudo em bibliografia estrangeira relacionada à Psicologia Jurídica e Comportamental, Neurociência, Filosofia Jurídica e técnicas de interrogatório.

As aulas, em um total de 6, ocorrerão às segundas e quartas-feiras, a partir de 27 de abril no SENGE/RS, na Av. Érico Veríssimo, 960 das 19h15min às 22h30min.

O valor da inscrição é R$ 625,00, com direito a coffee break, apostila e certificado.

As vagas são limitadas! Faça a sua inscrição agora mesmo!!

Cópia de Projeto de cartaz (1)