Não diga não.

nao pula

Vou falar sobre a crise institucional, mas por outro ponto-de-vista. Ultimamente tenho estudado bastante Psicologia, Neurociência e outras disciplinas relacionadas ao comportamento humano, em especial para as minhas aulas de Interrogatório e Negociação.

Pois bem, todos sabemos que o partido da nossa presidente, que está no poder há mais de 13 anos, se valeu, nas campanhas eleitorais de excelentes profissionais de marketing, também chamados de marqueteiros, o que foi até exposto durante o julgamento da Ação do Mensalão. No entanto, surpreendentemente, parece que, de uma hora para a outra, a cúpula do partido simplesmente ficou burra.

Exemplo disso é o principal grito de ordem utilizado por quem defende a manutenção da presidente no poder: “Não vai ter golpe”.

Ora qualquer manual de Psicologia Infantil dirá que somos, sob certos aspectos, surdos para a palavra “não”.

Por exemplo, se uma criança está em uma situação perigosa, como sobre um muro, ou em uma janela, não devemos lhe dizer “não pula o muro” ou “não se mexa”, pelo contrário, devemos dar ordens positivas do tipo “fique onde está” ou “venha para cá”. Isso é válido também em situações de conflito com criminosos, quando se deve evitar ao máximo utilizar a palavra “não”, sob o risco de lhes despertar uma sensação negativa ou de rejeição.

Em simulações de negociação eu uso um exercício muito simples, que é o “não diga não”, ou seja os alunos tem que cumprir determinada tarefa, como a realização de um determinado negócio, sem ceder além dos seus limites, mas, igualmente, sem dizer não.

Acredito que alguma palavra de ordem do tipo: “Estabilidade já!” ou coisa do gênero tivesse um efeito muito mais positivo, para todos.

Curso Prático de Interrogatório Trabalhista

O Curso Prático de Interrogatório surgiu a partir da solicitação dos alunos do Curso Avançado de Audiência Trabalhista, interessados na aprendizagem e aprofundamento de técnicas para a obtenção de depoimentos pessoais e testemunhais mais úteis e objetivos para o sucesso de suas demandas.

O curso possui um projeto didático e pedagógico moderno enriquecido com muitos exemplos práticos, vídeos e exercícios de modo a permitir aos alunos a imersão completa no seu conteúdo.

O material é 100% inédito, fruto da experiência do professor, de 18 anos de magistratura de primeiro grau, e de pesquisas realizada sobretudo em bibliografia estrangeira relacionada à Psicologia Jurídica e Comportamental, Neurociência, Filosofia Jurídica e Técnicas de Interrogatório.

Até sexta-feira o valor das inscrições é de R$ 525,00. Após esta data e se ainda houver vagas, o valor será de R$ 725,00.

O curso será no SENGE/RS, na Av. Érico Veríssimo, 960, em Porto Alegre, nas segundas e quartas-feiras, nos dias 15, 17, 22, 24, 29 de fevereiro e 02 de março das 19h15min às 22h30min. A partir de após o Carnaval.

Informações com Marla pelos fones 51 9662-8100 com Marla ou no site

http://loja.direitoetrabalho.com/produto/inscricao-para-o-curso-pratico-de-interrogatorio-trabalhista/

Perito Testemunha no Novo CPC e Interrogatório

McVeigh perito em balística

A oitiva do perito em audiência é uma prática até então muito rara embora seja bastante eficaz.

Quando atuei na 1a Vara do Trabalho de São Leopoldo verifiquei que havia uma quantidade expressiva de ações com pedidos de adicional de insalubridade, periculosidade ou ambos, o que impunha, por força do art. 195 da CLT a realização de perícia técnica. Por uma questão idiossincrática mesmo nas ações em que se discutiam contratos com curta duração ou em que era evidente o resultado de uma perícia, não era possível solucionar esta situação mediante acordo.

Em decorrência o processo acabava demorando mais, uma vez que era necessário designar a inspeção pericial, e muitas vezes se solucionava mediante acordo, mas com a atribuição das despesas decorrentes da inspeção à União, em flagrante prejuízo ao interesse público.

Por conta disso, e com fundamento no que dispõe o § 2º do art. 848 da CLT, passei a designar audiências para datas específicas, nas quais convidava um perito para ficar de plantão e, assim, poder apreciar situações específicas dando, na própria audiência, seu parecer acerca da existência ou não de condições que ensejassem o pagamento dos adicionais legais.

Este procedimento, que flagrantemente contribuiu para a celeridade das demandas, foi bem recebido pelo Tribunal, principalmente porque possibilitava um contato direto do juiz com a prova e com as suas impugnações, viabilizando uma rápida solução às controvérsias advindas da conclusão pericial.

No entanto ele jamais chegou a ter ampla aplicação.

Agora, com a edição do novo CPC, também no Processo Civil haverá a possibilidade de o perito dar a sua opinião na própria audiência, como já ocorre nos julgamentos estadunidenses e de outros países da common law, como assinala o artigo O perito-testemunha no Novo CPC: uma boa ideia, e Marcelo Pacheco Machado.

A partir da aplicação dos parágrafos 2o a 4o do art. 464 do novo código, na opinião do autor o perito poderá se manifestar como testemunha, na própria audiência, trazendo para o juiz o conhecimento técnico que este não tem e que poderá ser suprido por esta prova.

No entanto a forma de interrogatório a ser aplicada a este perito deverá ser adequada a este tipo de prova tanto para auxiliar o perito a melhor esclarecer o juízo, quando favorável, quanto para demonstrar a sua imprestabilidade ao caso concreto quando desfavorável.

Interrogatório direto e contra-interrogatório.

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Pense nas seguintes situações:

1) Você e um amigo viveram, na juventude, uma grande aventura e agora vocês estão tentando recordá-la para contar aos seus filhos.

2) Seu filho e um amigo dele acabaram de se envolver em uma grande confusão e agora você quer saber a exata extensão do ocorrido para tomar as medidas adequadas.

Você tem alguma dúvida de que a forma de abordagem em uma ou outras situação deverá ser absolutamente distinta, ainda que os fatos sejam absolutamente os mesmos?

Na primeira situação tudo o que você quer é que o seu amigo lhe ajude a reconstruir a história da forma mais precisa possível. Na outra situação, contudo, você não tem uma ideia precisa do que ocorreu, mas precisa obter informações para saber exatamente a dimensão do ocorrido e as atitudes a serem tomadas.

Esta é, a grosso modo, a diferença entre o interrogatório direto e o contra-interrogatório.

Não temos na nossa formação como profissionais do Direito matérias que abranjam a prova oral em juízo. Com isso os interrogatórios judiciais acabam sendo bastante improdutivos sob o ponto-de-vista da produção de uma prova eficiente e apta para solucionar os litígios.

Muitas vezes após a produção de ampla prova oral – os depoimentos pessoas e três testemunhas de cada parte – tudo o que temos é uma situação bastante semelhante à inicial, na qual o magistrado deverá decidir pelo ônus da prova.

Isso quando não ocorre de as partes produzirem prova contrária. Ou seja o autor produzir prova favorável ao réu e vice-versa. E isso, por incrível que pareça, é bastante comum. 

Não perca a chance de fazer o Curso Prático de Interrogatório Trabalhista que ocorrerá nos dias 15, 17, 22, 24 e 29 de fevereiro e 1o de março, no SENGE/RS, na Av. Érico Veríssimo, 960, Porto Alegre, das 19h15min às 22h30min.

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Dica de filme para o recesso: Meu Primo Vinny

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Estou atualizando o material para a nova edição do meu Curso Prático de Interrogatório Trabalhista e me deparei com uma excelente novidade: o filme O Meu Primo Vinny que é utilizado muitas vezes como exemplo, e cujo DVD está esgotado nas lojas, está disponível para ser assistido no Netflix.

O filme tem como pano de fundo a prisão de dois jovens nova-iorquinos viajando pela região rural do Alabama, que, por um infeliz acaso, são presos por suspeita de envolvimento em um homicídio e vão a julgamento por isso. A partir daí contratam como seu defensor o inexperiente Vinny que, embora recém-formado em Direito, é escolado na vida e acaba se apresentando como um excelente advogado de defesa, auxiliado pela sua noiva, interpretada por Marisa Tomei, que tem uma inteligência peculiar.

Além da excelente participação que rendeu o Oscar à Marisa Tomei como atriz coadjuvante, o filme mostra uma série de erros e acertos em audiência que são excelentes para ilustrar a parte prática do curso.