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O que se passa na cabeça do juiz?

Quem assume a defesa de um caso alheio seja como advogado, seja desempenhando um outro papel qualquer, tem um compromisso em relação ao resultado. 

Via de regra uma parte em uma ação jurídica não tem a intenção de defender uma bandeira, ela quer algo muito mais simples, quer resolver a sua situação jurídica, de preferência de forma o mais rápido possível. 

Exatamente por isso é importante se ter uma noção do que pode se passar na mente do julgador, usando isso a favor do seu cliente.

Conforme Haidt é bastante fácil a partir de alguns comportamentos perceber qual a tendência ideológica de um indivíduo, o que, em se tratando de quem pode trazer a solução para um litígio,  pode colaborar para se saber exatamente como lhe colocar o problema e obter a melhor solução. 

O psicólogo Jonathan Haidt debruçou-se sobre um tema que nos assombra tanto atualmente que é o grande hiato ideológico que se formou entre esquerda e direita. Sem pretender resolver definitivamente todos os problemas ele identificou algumas características distintas na mente – ou forma de pensamento – de progressistas e conservadores ou, se preferirem, pessoas de esquerda e direita. 

Haidt identificou cinco pilares principais de análise da moralidade por estes dois grupos:

1. Danos e cuidados. 

2. Igualdade e reciprocidade. 

3. Lealdade ao grupo. 

4. Respeito à autoridade. 

5. Pureza e santidade. 

Conforme Haidt, enquanto os conservadores têm todos estes canais fortemente sintonizados, os progressistas ou de esquerda têm os dois primeiros mais acentuados. Por conta disso podemos, por exemplo, porque uma obra de arte “herege” recebe tantas críticas do pessoal de direita, mas é festejada pela esquerda, assim como o porte de armas e a legítima defesa têm tanta importância para a direita, mas é praticamente rechaçada pelas pessoas ditas progressistas. 

Estes aspectos dizem respeito ao modo de funcionamento do cérebro. Provavelmente as pessoas podem até tentar controlar e atenuar alguns de seus comportamentos, todavia o que estamos explorando é, exatamente, como usar a forma de pensamento do julgador em benefício da sua tese. 

Antes de mais nada para podermos aproveitar isso é necessário conhecer. 

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Advogado: você certamente já cometeu este erro.

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Pense na seguinte situação. Há duas teses completamente antagônicas para serem apreciadas. 

Uma das partes aparenta estar extremamente indignada com a situação. Mostra-se injustiçada com a atitude do adversário e diz depositar no juiz a confiança de que a situação de justiça será recomposta. 

A outra parte, por seu turno, se mostra completamente hostil à parte adversária, mas, inclusive, ao julgador. Apresenta uma série de objeções de ordem processual, inclusive referentes à pessoa do próprio juiz e do órgão a que pertence. Faz referências a questões de ordem pessoal à parte contrária, sem, contudo, fazer quaisquer considerações às questões de fundo alegadas na lide. 

Agora diga a quem você tenderia a dar razão?

Obviamente que quem se porta mal diante de uma acusação ou é hostil a quem tem a função de a solucionar, ainda que se possa compreender a sua inconformidade, acaba prejudicando a sua própria posição. 

Por mais incrível que possa parecer, no entanto, esta situação é bastante comum. Não se sabe porque cargas d’água é tão comum este comportamento aparentemente irracional em que a parte ou às vezes até mesmo o seu procurador, incide no erro de confundir o mensageiro com a mensagem ou, neste caso, a legislação trabalhista com o julgador.

Se hoje em dia se tem estudado, principalmente em marketing e vendas, cada vez mais formas de fazer com que as pessoas sejam influenciadas para agir de uma determinada forma em favor de nossos interesses, é totalmente incompreensível que ainda existam advogados que acreditem que através de constrangimento ou força bruta consigam obter melhores benefícios aos seus clientes. 

Diante disso e para compreender melhor o que se passa na mente de todos os envolvidos no processo, em especial na sua decisão, eu tenho me envolvido em muitos estudos que vão da Psicologia à Neurociência, passando também por aspectos mais específicos da Persuasão, Tomada de Decisão e Influência. 

A partir de agora, com uma certa frequência, pretendo trazer ao blog matérias relacionadas à Prática de Audiência Trabalhista, principalmente relacionadas à forma de sua realização de modo que ela seja bem sucedida para todas as partes envolvidas. 

Comente quais seriam os aspectos que você gostaria de ver abordados com prioridade. Pretendo atender a todos. 

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Interrogatório Eficaz no Kindle

Muita gente estava pedindo e finalmente o Interrogatório Eficaz está disponível em formato eletrônico na Amazon.com para Kindle. Quem quiser pode comprar e começar a ler agora mesmo. Basta clicar na imagem acima ou no link a seguir.

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Boa leitura!!

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Palestra Reforma Trabalhista em Farroupilha. Principais artigos e obras referidos.

Referências:

CLT COMPARADA – Prof. Danilo Gaspar – formato horizontal

Brasil, “Campeão de ações trabalhistas” Como se constrói uma falácia

Vamos falar séria e honestamente sobre a Reforma Trabalhista? Jorge Luiz Souto Maior

A distorção da mensuração dos encargos trabalhistas devido à forma de cálculo dos impostos e contribuições incidentes sobre o lucro das empresas.

Declaração da OIT sobre os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho e seu Seguimento

LEI Nº 13.466, DE 12 DE JULHO DE 2017. Altera os arts. 3o, 15 e 71 da Lei no 10.741, de 1o de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências

Aplicação imediata dos honorários na Justiça do Trabalho – Dallegrave

Uruguai pede reunião do Mercosul sobre reforma trabalhista brasileira

Declaração Sociolaboral do MERCOSUL de 2015 – I Reunião Negociadora – Brasília, 17 de julho de 2015

Interrogatório Eficaz Tenha Sucesso na Prova Testemunhal – Jorge Alberto Araujo

 

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Duas sentenças líquidas.

Na primeira as propostas para conciliação: Autor: R$ 20 mil, ré: R$ 1,5 mil e minha de R$ 3,5 mil.
Sentença líquida e já paga. O autor recebeu líquidos pouco mais de R$ 4.5 mil. A demandada pagou quase R$ 7,5 mil. A União, fora arcar com todas as demais despesas, ainda desembolsou R$ 500,00 para os honorários da perícia técnica de insalubridade.
Na segunda as propostas foram de R$ 2,5 mil do autor, R$ 500,00 da ré. Sendo que ao final a ré desembolsou R$ 347,19.