Dan Arieley em “A Mais Pura Verdade sobre Desonestidade” fala de uma experiência na área sua área – Psicologia – em que diversos voluntários são submetidos a diversas situações para testar a sua honestidade. 

A conclusão da experiência é bastante contra-intuitiva, na medida me que estabelece que as pessoas são honestas ou desonestas em situações distintas. Ou seja pessoas poderiam ser desonestas ao realizar o teste em casa, mas honestas quando o faziam o mesmo teste no ambiente universitário.

Também poderia ocorrer de serem honestas quando tratavam com somas grandes, mas fugir dos padrões que consideramos de desonestidade ao se deparar com pequenas infrações. 

A conclusão, ao final, era que as pessoas podem ser corretas em determinados aspectos de sua vida e completamente corruptas em outros. 

Como o homem que é um perfeito cidadão enquanto pedestre, mas vira um animal grotesco quando conduz o seu veículo, ou que é muito cordial com os amigos, mas um péssimo companheiro para jogar futebol. 

É verdade que um erro não justifica o outro, mas também é verdadeiro que cada um deve responder na medida de sua culpabilidade. 

Se houve um crime cometido pelo futuro senador ele deve por ele responder. 

No entanto acreditar que este crime justifique ou reduza a crítica a outros mal feitos de outros políticos é querer nos afundar em uma cleptocracia, não lançar o nosso país à frente deste péssimo hábito da classe política nacional de se apropriar do que lhes competiria administrar.

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Publicado por Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

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