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PokemonGo e a Justiça.

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O jogo PokémonGo recém foi lançado no Brasil e já começa a dar seu ar da graça no Judiciário. Por enquanto apenas envolvendo os seus usuários em algumas confusões jurídicas.

Sem falar que já se noticiam acidentes de trânsito, furtos e atropelamentos, além de pelo menos uma morte, causados pelo uso descuidado do aplicativo uma nova situação, totalmente inusitada, se apresenta: usuários do jogo invadindo prédios públicos atrás dos monstrinhos.

Um grupo de usuários do aplicativo, invadiu uma sala de audiências, durante o expediente atrás de um pokemon, e, embora o juiz os tenha advertido e solicitado a saída, insistiram em permanecer até que o magistrado teve que se socorrer da segurança e determinado a sua prisão.

Embora a notícia pareça vir de páginas do tipo O Sensacionalista ou Joselito Muller, a notícia é verídica e já foi, inclusive, confirmada por contatos meus no FB, um das quais, inclusive, afirma que estava presente.

O que preocupa é que, conforme se pode constatar, há um PokeSpot dentro do prédio da Justiça do Trabalho de Porto Alegre, junto à Exposição que fica no corredor que liga os dois prédios (imagem abaixo) e estes PokeSpots geram um novo Pokémon a cada 30 minutos.

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Por conta disso já capturaram um Pokémon inclusive na porta da Sala de Audiências da nossa 5a Vara de Porto Alegre.

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Ainda que se trate de um mero jogo, não podemos desconsiderar todos os demais aspectos envolvidos. Aplicativos têm um potencial grande de gerar novos negócios, ou se tornarem excelentes facilitadores da nossa vida – vejam-se os aplicativos de navegação como o Waze ou o Moovit, de transporte de passageiros como os de táxi ou Uber, de troca de mensagens como o WhatsApp e o Telegram, além dos próprios games que geram enormes riquezas e movimentam alguns setores de novas áreas da economia.

Em todo caso parece que a empresa já está atenta para a situação que envolve PokeStops em locais problemáticos e disposta a retirá-los com rapidez. Cabe estudarmos qual o impacto que pode trazer para a própria Justiça do Trabalho, sob o ponto de vista positivo e negativo a manutenção do PokeStop.

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Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

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