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Filme: A Dama Dourada

Assisti nesta semana A Dama Dourada. O filme é sobre uma mulher judia, que fugiu de Viena durante o regime nazista tendo deixado todos os seus bens para trás, em especial um quadro de um pintor famoso, Gustav Klimt, que retratava a sua tia.

O drama se passa a partir do momento em que, sabendo que a Áustria estaria devolvendo aos seus legítimos donos as obras que haviam sido apropriadas pelo regime nazista, esta mulher procura um jovem advogado, também de origem austríaca, a quem comete a missão de recuperar a obra. No entanto esta obra, especificamente, havia sido incorporado ao museu nacional e era tratada como um símbolo nacional.

A partir daí se desenrola uma interessante batalha jurídica que vai da Áustria até, surpreendentemente, por uma excelente sacada do seu advogado, para a jurisdição estadunidense, com especial destaque para a celeridade com que a questão respectiva à sua competência é decidida na Suprema Corte, até ser decidido por meio de arbitragem na própria Áustria.

Além de ser uma interessante história, com uma excelente atriz principal, é interessante para os estudiosos da Teoria da Negociação, poder verificar as fases pelas quais o caso passa, da absoluta negativa de qualquer possibilidade de solução negociada por parte das autoridades austríacas, até a suplicação por clemência ao final da decisão definitiva.

O filme está disponível no Net Now e também no NetFlix.

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Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

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