Sem flexibilidade não há harmonia.

A experiência acima é muito interessante. São programados diversos metrônomos, cada um com um período de intervalo e todos começam a funcionar em seus próprios tempos. Apenas quando eles são transferidos para uma superfície móvel as vibrações de um passam a influenciar os demais e, a partir de então, eles começam a se sincronizar até que, em poucos minutos, estão todos na mesma batida.

Em negociação as coisas funcionam assim. Enquanto cada um se prende por demais à sua posição ele soa sozinho e não consegue acompanhar a batida do outro. No entanto quando todos saem da sua zona de conforto e se permitem influenciar uns pelos outros a situação se transforma como em um passe de mágica e fica muito fácil se chegar a um consenso.

Agradeço ao Becher (@Becher)por compartilhar o vídeo no Facebook.

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Publicado por Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

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1 comentário

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  1. É bem verdade que para fazer acordo é preciso flexibilidade,mas em qual contexto isso se aplica e quando é o melhor abrir mão de algumas coisas?
    O que assistimos hoje é um grande relativismo moral acompanhado de um positivismo jurídico (vide caso da ilustre magistrada que disse não conhecer o princípio da verdade real!). Além disso, mesmo com a secularização e o relativismo moral ao mesmo tempo assistimos que o estado ele mesmo não está flexibilizando o poder estatal. Essa flexibilização, ao meu ver, é melhor se for da seguinte natureza: flexibilização do poder estatal para melhor corresponder aos direitos individuais. É claro que a flexibilização entre as partes, aí sim. depende do caso!É o que eu penso!

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