Petições: cuidado ao escolher a fonte da escrita.

Dia destes, em audiência, diante de um requerimento das partes, que deveria ser decidido de imediato, tive que ler rapidamente a petição inicial para verificar se o deferia ou não. Fiquei surpreso com a péssima escolha por parte do procurador do autor da fonte para a sua manifestação. Era uma fonte até grande, mas que não convidava à leitura. Ou seja os olhos cansavam rapidamente, sem que o leitor pudesse obter daquele documento a informação necessária.

Cheguei a comentar isso com o próprio advogado que, um pouco constrangido, informou que a pretensão era a de economizar (não sei bem se tinta da impressora, ou folhas).

Sou um grande partidário da economia, não apenas por questões ecológicas, mas também financeiras. Não vejo, por exemplo, sentido em não se utilizar os dois lados da folha para a impressão (cuidando, por óbvio, que o texto não fique fora da área de visão do leitor como, por exemplo, pela juntada do documento aos autos.

No entanto utilizar uma fonte que torne a leitura cansativa é um gol contra a pretensão da parte. Estudar características de legibilidade do texto é algo que pode representar um grande diferencial entre ser ou não ser considerada determinada informação. Quem está atendo a isso ganha pontos. Fiquem atentos!

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Publicado por Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

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