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Uma coisa que parece que ninguém notou na comparação desta greve com as anteriores é a ausência de manifestação dos estudantes.

Antigamente quando os professores paravam, ou até mesmo antes disso, eram os estudantes que íam para as ruas e frente das universidades reivindicar recursos para a educação.

Professores bem pagos, que não tenham que ficar fazendo atividades paralelas para pagar as contas no final do mês, podendo se dedicar a pesquisa e ao estudo, com certeza revertem positivamente para os alunos.

No entanto as recentes alterações na política de ingressos para o ensino público, com a utilização do exame nacional e política de cotas, alterou significativamente a composição da massa dos estudantes.

Os alunos admitidos pelo ENEN nas primeiras mobilizações de greve pegam suas coisas e vão aproveitar a vida nas suas terras natais. Os cotistas, equivalente aos destinatários do Bolsa-Família do ensino público, não ousam enfrentar o governo que lhes assegurou um acesso que, pelos meios tradicionais, não teriam.

Agora os professores estão sós e ensino público de qualidade, em perigo.