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Há algum tempo atrás a imprensa noticiou que um grupo de policiais rodoviários havia sido preso porque estavam extorquindo motoristas. A investigação somente foi levada a cabo porque havia diversas denúncias de pessoas que haviam sofrido a extorsão. Certamente isso pouco repercutiu em relação ao primeiro denunciante mas, ao final, os criminosos foram punidos – ou pelo menos processados.

Agora no episódio do atropelador de ciclistas de Porto Alegre isso mais ou menos se repete, de uma forma mais didática e irônica.

O servidor público Ricardo José Neis até poderia alegar em sua defesa algo como “um dia de fúria”, ou uma reação nunca ocorrida e que surpreendera a ele próprio.

No entanto já se encontrou um registro de ocorrência de uma ex-namorada a quem ele teria ameaçado com uma machadinha e um facão. Interessante que no boletim consta que o motorista teria dinheiro e influência e que de nada adiantaria a comunicação à polícia. Fosse a namorada deixar de comunicar às autoridades a sua agressão, Ricardo não teria antecedentes desabonatórios. Agora, certamente, irá ser convocada a depor para demonstrar a sua personalidade em um eventual júri que tem tudo para ser concorridíssimo.

Não bastasse isso ainda apareceu, dentre as várias multas de trânsito, uma por trafegar na calçada. De fato Ricardo Neis não está em uma conjunção astral muito boa…