Índice Big Mac e sobrevalorização do Real

Permitam-me apresentar uma pequena contestação à conclusão unânime de que o Real estaria supervalorizado em virtude do índice BigMac. Sabidamente a carga de impostos e encargos no Brasil é muito superior a de muitos países, como China e Estados Unidos.

Neste quadro não se pode utilizar o índice sem se efetuar este desconto para se avaliar a valorização da moeda. Claro que o índice não é de todo inútil. Serve, por exemplo, para se comparar poder aquisitivo. Ou seja é um índice muito útil para se verificar se uma categoria de trabalhadores tem ou não o mesmo poder de compra em ambos os países. Por exemplo quantos Big Macs se pode comprar com um salário mínimo no Brasil e no Estados Unidos.

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Publicado por Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

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