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Na Forma da Lei

Normalmente eu sou muito crítico em relação a produções nacionais relacionadas ao Direito. Via de regra se tenta parodiar o sistema jurídico estadunidense, além de se criar interpretações surreais das instituições judiciais, o que para um país que tem mais bacharéis e estudantes de Direito do que provavelmente todas as demais nações juntas, é um absurdo.

Parece que não é o caso de “Na Forma da Lei”. A série parece ter começado com o pé direito apresentando uma situação pelo menos verossímil, retratando um grupo de recém-formados em Direito muito qualificado (um juiz, uma promotora, uma policial federal e um jornalista) envolvidos em uma situação com um criminoso ligado a um influente político.

Aliás se pode depreender, ao menos no primeiro episódio, diversas referências, devidamente adaptadas desde episódios de seriados estrangeiros a cenas de nosso cenário político nacional.

Destaque para a cena digna do Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, no assassinato a sangue frio de uma modelo, ex-amante do criminoso principal (Márcio Garcia), no qual o assassino lhe dá a opção de rezar para expiar seus  pecados, lhe ofertando um rosário, que acaba por lhe ligar ao crime.

Vale à pena, pelo menos, acompanhar o próximo episódio.

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Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo nasceu em 1970, aprendeu a usar computador, internet e celular, mais ou menos quando estes foram inventados. É Juiz do Trabalho e trabalha em Porto Alegre/RS. Eterno curioso acerca de tudo está elaborando a sua dissertação de mestrado em Direito e Processo do Trabalho. É master pela Universidade de Alicante em Teoria da Argumentação Jurídica, gosta de Filosofia e atualmente estuda Lógica. No tempo livre entre uma audiência e uma sentença está começando a se interessar por Neurociência, tanto do comportamento (leitura corporal e detecção da mentira) quanto da memória. Em relação ao primeiro ponto defende um estudo mais acurado da Zoologia Humana, ou seja o estudo do comportamento do ser humano em comparação com o de outros animais. Faz ainda a aplicação das teorias da Escola de Harvard sobre Negociação, nas suas audiências, tendo um dos melhores números de conciliação dentre os juízes do trabalho do Rio Grande do Sul. Procura ensinar tudo o que sabe em um curso sobre Audiência que periodicamente edita junto à Faculdade IDC e em cursos de pós-graduação e preparatórios. É casado com a Ingrid, tem três gatos, um cão e seis cavalos, sendo quatro de polo, que tenta praticar aos finais de semana. Escreve, ainda, no blog Direito e Trabalho.com e ocasionalmente publica artigos em revistas e jornais.

2 comentários em “Na Forma da Lei

  1. Importante é criar na opinião pública pela mídia da cultura da justiça formal, da busca e respeito das leis, ao respeito à constituição e aos pricipios basilares da justiça e do direito.

    Semana passada o Fantástico, absurdamente mostrou uma operação de mandado de prisão de acusados em pleno casamento como se os mesmo já fossem julgados criminosos, ferindo uma série de garantias.

    Sem contar diversos programas sensacionalistas que incitam a pena de morte, prisão perpetua e outros absurdo.

    Com relação a comparação com séries americanas, nas pessoas comuns entendem o sistema americano como ágil, eficaz, entretanto o sistema jurídico é de outra matriz, de outra origem histórica, baseada em costumes e principalmente na força lesgilativa de julgamentos, decisões por jurisprudência.

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