Robin Willians, Brasil e sexo.

Ainda repercute a declaração de Robin Willians sobre o Brasil ter amealhado as Olimpíadas de Chicago com a utilização de 50 strippers e meio quilo de pó. A jornalista Leila Cordeiro, que vive nos EUA, escreveu um artigo indignado.

No entanto, antes de ficarmos furiosos, temos que examinar tudo com uma certa distância científica. Em primeiro lugar tanto Willians quanto Letterman, âncora do programa no qual aquele deu tal declaração, são humoristas. Ou seja tentam dar um colorido divertido às suas manifestações, sendo comum que para isso se apele ao politicamente incorreto, como foi o caso do @RafinhaBastos ontem fazendo piada sobre o suicídio de Leila Lopes.

E agora, convenhamos, para quem vê de fora não é muito difícil confundir strippers com as nossas mulatas das escolas de samba, embora nós saibamos que enquanto estas demonstram a manifestação cultural de um povo de um país tropical, aquelas têm, exclusivamente, a pretensão de despertar a libido do seu público.

Contudo a grande verdade é que as mulheres brasileiras são sexualmente muito melhor resolvidas que, por exemplo, as estadunidenses, que não hesitam em prestar queixa por assédio sexual por qualquer olhar mais lascivo de um homem, mas que nem por isso se expõe além do razoável. Tanto assim que um programa mundialmente popular, o Big Brother, na sua versão nacional é muito mais familiar do que seus similares de outros países, nos quais cenas de nudez proposital e sexo explícito são bastante freqüentes, como se pode verificar através de uma rápida pesquisa no Google.

Caipirinha

De outra sorte é absolutamente verdadeiro que a imagem que se vende do Brasil para turistas envolve, sim, a sensualidade da brasileira e este tipo de marketing, queiramos ou não, foi o que influenciou o comentário dos humoristas.

Finalmente temos que reconhecer que o Brasil, agora emergente econômico, entrou, definitivamente, no cenário internacional e, bem ou mal, estão todos falando de nós. Façamos deste limão uma limonada, ou melhor, uma caipirinha!

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Publicado por Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

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5 comentários

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  1. Podem até dizer que estou viajando, mas a resposta da dor de corno foi a mais madura e adequada à situação. Sabedoria popular… quem sabe até freudiana, como queiram!

  2. Concordo. O brasileiro se inflama quando um americano fala mal do Brasil, mas é o primeiro a fazer piadinhas com coisas muito mais séria, como o mensalão e os dolares na cueca dentre outras coisas.

    Foi uma piada? Claro que foi. E ainda acho que foi de bom gosto. Mas vejamos, a média do brasileiro acha o norte americano, no mínimo, arrogante. Grita isto para todos, chamam eles de assassinos pelas guerras que fizeram e fazem (da qual muitas apoio). Mas este mesmo brasileiro, ao ouvir uma piada do Brasil acha ruim?

    No way… Falta senso de humor nesta turma.

  3. Resolvidas? Nem tanto, né?
    Vejo os brasileiros (e brasileiras) como são recalcados… e falso moralistas. Sem querer levantar a questão já batida, veja o caso Geisy.
    Somos tão orgulhosos do nosso futebol-sol-carnaval e o tal bom humor… por outro lado, não aguentamos uma tirada de humor.
    – Mas adorei a reação do Gov. do Rio: dor de corno! é expressão boa, e melhor, sem tradução a altura (pelo menos q eu conheça).

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