Não há dúvidas de que é cada dia são mais tênues conceitos como privacidade.
Li agora mesmo no Twitter acerca da condenação de dois jovens do País de Gales haviam sido condenados por tentar agredir dois homens que acreditavam ser travestis, mas que na verdade eram lutadores de vale-tudo saindo de uma festa de despedida de solteiro.
Os dois “agressores”, cuja condenação decorreu de agressões anteriores à surra por eles sofrida, foram identicados nominalmente na matéria, sendo referida a existência de um vídeo que teria registrado as agressões.
De posse destes dados fui ao YouTube e com alguns cliques já consegui as imagens, reproduzidas acima.
Além da incrível velocidade com que os fatos se divulgaram e com a qual eu consegui “ilustrar” o meu artigo, há de se destacar o integral controle do poder público sobre as atividades de seus cidadãos, uma vez que os vídeos, salvo engano, foram produzidos por câmeras de observação, as quais permitiram acompanhar os agressores por várias quadras, até a sua prisão, em um outro local.
Infelizmente, acho que não seria possível um processo por algo relacionado ao preconceito, ou seria?
Abraço
Parece que não. Em Direito, em especialmente em Penal, há algumas coisas esquisitas.
Assim não poderia haver o que, no caso, seria um preconceito “putativo”, ou seja, um preconceito por acreditar que as pessoas fossem homossexuais sem que realmente fosssem…
Mas afinal eles já receberam pena (duas para quem considerar a surra que levaram)…
Eu entendo que o que é feito em público, como na rua, é publico. Acho muito difícil exigir privacidade no meio da rua com todo mundo vendo ou que tenha facilidade de ver.
Eu também acho Eduardo. Mas ainda assim é interessante destacar que, queiramos ou não, saibamos ou não, estamos praticamente o dia inteiro sob intensa vigilância.
Isso, para quem não tem nada a dever reverte até em maior segurança, mas ainda assim é uma coisa que deve ser debatida.