Aline, que vergonha…

Que tipo de mensagem se pode ter do novo seriado que a Globo estreou ontem, em horário nobre e, como a própria rede afirma, para jovens?

Segundo as chamadas e releases a personagem principal, e que dá nome à série, é uma jovem que tem dois namorados (!) e os apresenta como tais naturalmente a todos (!!).

Namoro entre jovens atualmente envolve, quase que necessariamente, relações sexuais. Assim a exaltação de uma personagem que tem dois namorados pela rede de televisão mais popular do país, nada mais é do que um incentivo à promiscuidade, o que se já seria complicado em qualquer época, mais se agrava quando ainda vivemos uma pandemia de doenças sexualmente transmissíveis, entre as quais a AIDS.

Se o seriado tem como inspiração os quadrinhos Adao Iturrusgarai é importante que se diga que os públicos são muito distintos. Os quadrinhos somente serão procurados por quem se atrai por este tipo de arte, e que, por conhecer a linguagem, pode melhor compreender os meandros do enredo e a necessidade do artista em realizar humor por este meio.

Por outro lado transmitir a série na TV aberta tem um potencial muito mais avassalador, servindo mais como um novo padrão de comportamento, a ser seguido, com certeza, por muitas jovens e adolescentes. As mesmas que se vestem, maquiam e falam como os personagens principais das novelas.

Não se encontra qualquer motivo plausível para esta imoralidade. Não vivemos um período de censura. Não precisamos quebrar tabus. Questões verdadeiramente sérias, como a união homoafetiva, estão recebendo um tratamento jurídico adequado, com importantes avanços no que diz respeito ao reconhecimento da família homossexual, inclusive com a permissão para a adoção, consoante já se observa de algumas decisões judiciais.

Admitir-se como “natural” um “ménage a trois” público não vai contribuir em nada para a evolução da sociedade, não significa a inclusão de uma minoria, mas apenas a banalização da perversão.

E você o que acha?


About Jorge Alberto Araujo

Juiz do Trabalho
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37 Responses to Aline, que vergonha…

  1. Ana Maria says:

    Concordo plenamente!
    Nos nossos tempos está tudo sendo banalizado: o namoro, o sexo, o casamento. É um absurdo a TV expor esse tipo de depravação. O que vai acontecer com as gerações futuras, assistindo esse tipo de coisas? (“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam.” – I Coríntios 10:23).

  2. Heliot says:

    Não vejo nada de mais em se apresentar tal programa ao público. Aliás, que discurso mais inútil esse da monogamia.

    O programa traz de uma forma muito bem humorada e leve a situação ímpar de Aline (e justamente a coloca como padrão de “diferente” por ter 2 namorados, e não como padrão a ser seguido por todas/todos).

    *alguns relacionamentos a 3 podem ser bem melhores que uns a 2 por aí… e olha que não são poucos os exemplos.

  3. Asdrúbal Incineratos says:

    As pessoas hoje em dia acreditam e aceitam qualquer coisa, só porque “alguém disse na Internet”. Modernidade é outra coisa. Não tem nada a ver com isso que estão exibindo na TV (e na internet).

    Além disso, a série, em si, traz um contexto bem “pequeno-burguês”. Ohhh, grande revolução sexual; realmente vão mudar a sociedade com esse tema…

    A classe média brasileira é uma grande piada.

    A tal “quebra de padrão” traz consequências, subjacentes, a longo prazo, não necessariamente benéficas. Para quem atingiu certa maturidade, ainda vá lá, mas, para adolescentes…bem, hoje já está tudo liberado mesmo…

    Essa “modernidade” (meio “socialite”) é tão boa…olhem a zona que está esse mundo…

  4. ricardo says:

    @Rodrigo, acho que você precisa se afirmar por isso tens opinião tão fragilizada qpelo tempo em que vivemos. Se fossem duas namoradas não teria problema nessa sua cabecinha oca.

  5. Claudio says:

    Continuo querendo ter dois namorados!!

  6. Pingback: Perversão,influências e culpa « BRW

  7. Nêmesis® says:

    Qual o problema disso, que pensamento tolo esse, isso já foi abordado na tv a muitos anos vide ARMAÇÃO ILIMITADA, e eram ótimas tiradas, mas pode voltar a ver a novela mexicana que provavelmente faz feliz, e pare de publicar bestesteiras

  8. Betão says:

    “Admitir-se como “natural” um “ménage a trois” público não vai contribuir em nada para a evolução da sociedade”

    E abominar tal comportamento vai trazer diversos beneficios, certo? Quem somos nós para dizer o que é certo ou errado nas escolhas da vida das pessoas?

    Este é um problema que enfrento bastante sendo estudante de Direito. Os profissionais da area confudem regular com “definir o que é certo”. O Direito deve apenas regular.

    Exemplo: O Direito não deve dizer se a união homossexual é certa ou errada. Se ela existe, ele deve apenas regular, jamais proibir. Se de repente se tornar normal as mulheres terem 57 namorados ao mesmo tempo, devemos apenas regular, jamais proibir ou coibir.

    • Juliana says:

      @Betão, Concordo com vc. Cada um que viva do jeito que for melhor. Para que condenar? Pq temos que conviver numa maneira padrão e quem sair fora de padrão é condenado?
      Nunca assisti a série, mas se os três estao felizes assim, ha respeito, amor e transparência entre eles, nao vejo pq eles nao devem continuar juntos. Nao ha o porquê de condenar.

  9. dvxxx says:

    é bom pensar q estamos nos destruindo aos poucos ,q vale tembem pensar que nossa opinião não difere em nada do que pensa as pessoas de mais idades , e tambem acredito q DEUS tem nojo desta atitude e todo este canteúdo profano .

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