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O Mártir e as Questões de Estado…

Eu quero acreditar que o Senador Aloizio Mercadante, ao decidir voltar atrás na decisão que afirmara irrevogável no dia anterior de deixar a liderança da bancada governista no Senado tenha um fundamento muito nobre e que apenas se virá compreender no futuro, quando nossos netos ou bisnetos estiverem nos bancos escolares estudando a História do Brasil.

Aliás estes mesmos motivos deverão ter levado o Presidente Lula a defender a permanência do Senador José Sarney no governo, nada obstante a incontável série de irregularidades fartamente demonstradas pela imprensa e em investigações dentro do próprio Senado e outras tantas coisas que se demonstram no momento completamente incompreensíveis para nós eleitores.
No entanto, infelizmente, não nos é possível com os dados que hoje temos, apreender estes motivos que levam um Senador da República a se sujeitar a um tratamento como o descrito no Blog do Noblat:

O chefe estava furioso com Mercadante. Não via necessidade de conversar com ele. Decidira não lhe fazer apelo algum. E já escolhera o seu sucessor – o fiel João Pedro, senador sem votos pelo Amazonas, amigo de longa data de Lula e companheiro de animados banhos em igarapés.

Mesmo assim Mercadante foi ao encontro de Lula. Só foi recebido depois de uma hora de chá de cadeira. Saiu de lá com a desculpa que queria para renunciar à renúncia: uma carta onde Lula pede para que ele fique.

Neste caso nós, eleitores, que por algum tempo acreditamos nos ideais do Partido dos Trabalhadores, de ética, combate à corrupção, distribuição justa da riqueza, etc. estamos legitimados a nos revoltar e a não reeleger políticos que, ao que parece, rasgaram estatutos e programas de seus partidos em benefício de um bem maior que não nos é revelado.
Se a História no futuro os absolver, excelente. Nós, contudo, diante dos elementos que temos, só podemos condenar.

Posted via email from jorgearaujo’s posterous

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3 comentários em “O Mártir e as Questões de Estado…

  1. Mercadante mostrou-se mais do que um fraco; mostrou-se um oportunista que pretendeu lucrar eleitoralmente com a saída da liderança e deu com os burros n’água ao achar que uma carta de Lula seria suficiente para “comover a nação”. O que só demonstra que o senador é um ingênuo (para não dizer coisa pior).

    Pelo mvenos ela ganhou a notoriedadee que tanto almejava ao passar para a história como uma amarelão de primeira e um grande linguista ao redefinir o significado de irrevogável.

    Os herdeiros de Aurélio Buarque que se cuidem.

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