Há pouco mais de um ano eu fiz uma postagem referindo que eu e minha família, embora residindo em Porto Alegre e sem pretensões imediatas de viajar para áreas consideradas de ricso, havíamos resolvido nos vacinar contra a Febre Amarela.
Na época muitos dos leitores acharam que eu estava exagerando, acreditando na manifestação das autoridades de que a doença estava controlada e que não avançaria. Tanto que me obriguei a defender a minha atitude em um artigo posterior.
Estivesse eu certo ou errado naquela época a verdade é que, com toda a negativa do governo a doença só fez se propagar, sendo que se, é verdade que a tendência é que ela se mantenha em zonas de matas, também verdadeiro que o seu agente é um vírus e, portanto, sujeito a mutação.
Agora uma outra doença viral surge e, de um momento para outro, é só sobre o que se fala. O Google já está monitorando a ocorrência de casos e a Organização Mundial de Saúde inclusive elevou o risco de pandemia (epidemia a nível mundial) para 4 em uma escala que vai até 6.
Além disso, consoante noticia-se, os Estados Unidos se preparam para o pior (As máscaras esgotaram. A missa foi cancelada. Militares patrulham as ruas para evitar aglomerados e manter os infectados em quarentena), o que significa que a coisa é, de fato, séria.
Aliás mesmo não tendo vivido a época, temos ainda na memória a Gripe Espanhola, que, segundo se afirma, matou entre 20 e 40 milhões de pessoas em todo o mundo entre os anos de 1918-1919, 300 mil no Brasil. A Gripe Espanhola, conforme noticia a Wikipédia (que tem um artiguinho muito ruim sobre o assunto, aliás) também se originou da gripe suína.
Os sintomas da Gripe Suína são, conforme o blog Tocando.org, febre superior a 39ºC, dor de cabeça intensa, tosse, dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos e via nasal e para evitar o contágio se recomenda usar máscara, não cumprimentar com a mão e beijo, evitar as aglomerações de pessoas como em cinemas, teatros, meios de transporte. Lavar sempre as mãos, não compartilhar alimentos (ex: deixar alguém morder uma maçã e voltar a comê-la).
Não sei os demais, mas eu amanhã, na primeira hora, vou em um supermercado comprar bastante alho para colocar na comida (que para mim é uma excelente vacina antigripes e resfriados) e algumas máscaras – que já estão acabando em muitos lugares.
Para quem está muito tranqüilo sabia já que o Ministério da Saúde acompanha 11 com suspeita de contaminação da gripe suína.
A imagem acima foi obtidade de um anúncio de um produto esgotado em um site de leilões. Por isso a ausência de referências ao detentor dos direitos autorais.
Seria surpreendente, caso fosse possível, tratar aqui, nessas poucas linhas, das diretrizes políticas e econômicas adotadas por cada um dos países após o estouro da última crise econômica mundial. Mas, diferentemente do tamanho da crise, o espaço aqui é pouco, e por isso parte desse texto será dedicado a questões diretamente relacionadas à forma com que alguns órgãos e a sociedade estão encarando determinadas questões provenientes do vírus influenza A (H1N1), popularmente conhecido como gripe suína.
Então, vamos lá. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a pandemia de gripe de 2009 – inicialmente designada como gripe suína e em abril de 2009 como gripe A – é um surto global de uma variante de gripe suína cujos primeiros casos ocorreram no México em meados do mês de março de 2009 e começou a se espalhar por vários países. Com isso, tornou-se comum entre os povos chamar a doença de gripe suína, sendo que os especialistas preferem denominá-la de influenza A (H1N1).
Em decorrência disso, aqui no Brasil, nasceu uma grande controvérsia sobre as ações e postura do Ministério da Saúde e da grande maioria dos veículos de comunicação no trato do assunto. Tudo porque, em meados do mês de abril, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, divulgou nota informando que o Brasil havia intensificado o monitoramento nos aeroportos para evitar a entrada de pessoas infectadas pelo vírus da gripe suína, nos vôos procedentes do México e dos Estados Unidos.
Foi a partir dessa nota que a situação se complicou. Haja vista que enquanto parte da imprensa e da população viu na nota uma excessiva precaução, uma outra, também composta por integrantes do chamado quinto poder e por uma outra parte do povo brasileiro, ficou surpreendentemente preocupada com a possibilidade de possíveis consequências mais graves.
Agora, passados três meses do primeiro pronunciamento do Temporão, a polêmica permanece, só que com traços diferentes, pois os números oficiais indicam a existência de centenas de brasileiros contaminados, alguns óbitos e a indicação de que o vírus H1N1 já circula livremente pelas bandas tupiniquins.
A cada dia que passa a polêmica cresce, mas mantém seu contorno inicial. Principalmente porque a grande maioria dos “nossos” jornais, revistas e redes de TV´s continuam apenas divulgando as ações, linha e números apresentados pelo Ministério da Saúde brasileiro, sem nenhuma demonstração de aprovação, repúdio, contestação ou crítica à tal postura. Desta forma, cresce ainda mais as insatisfações dos que condenam a passividade evasiva dos considerados “formadores de opinião”.
Assim sendo – por falta de informações mais concretas e abrangentes, além de orientações práticas e objetivas -, é que o povo brasileiro de uma forma geral, não está conseguindo debater o assunto com a calma e a profundidade que ele aparentemente requer e necessita. Apenas a “sociedade virtual”, composta em sua grande maioria por “blogueiros”, é que desde o início provoca a chama do debate que mantém acesa a luz da necessária reflexão sobre tão importante assunto.
Em decorrência dos inúmeros e diários posicionamentos via internet, mesmo sendo alguns a favor e outros contra, sobre a postura e métodos do governo brasileiro e dos famosos veículos de comunicação, é que a “sociedade virtual” vem conseguindo tirar suas conclusões sobre como o povo deve se relacionar, conviver e se precaver dos possíveis males oriundos do H1N1.
Enquanto isso acontece na virtualidade, os concretos jornais e TV´s continuam apenas divulgando frios números, sem nenhuma possibilidade de uma reflexão mais profunda ou formação de opinião que auxilie a grande massa de brasileiros na escolha da conduta correta frente a pandemia ou epidemia, seja lá a denominação que queiram dar, causada pela gripe suína. Resultado: parte da sociedade brasileira não está nem aí para a questão e outra vem apresentando perplexidade e medo.
Tendo como base todos esses fatos e hábitos, é impossível alguém se furtar das seguintes interrogações: será tudo isso uma questão cultural, excesso de precaução ou falta de responsabilidade?
http://algodao.algumlugar.net/2009/07/a-gripe-suina-o-panico-e-o-terror-como-instrumentos-de-crescimento-de-um-novo-leviata-da-saude
e
http://algodao.algumlugar.net/2009/07/mais-alguns-dados-sobre-a-gripe-suina/
(desculpem os links longos)
Pingback: DireitoeTrabalho.com » Blog Archive » Gripe Suína: o Ministério da Saúde se comunica.
Não é fake. Essa é uma ação oficial do Ministério da Saúde para esclarecermos as dúvidas das pessoas sobre a Influeza A (H1N1). Estamos respondendo questionamentos em blogs e sites de notícias e, além disso, temos perfil no Orkut, Twitter e Youtube. O objetivo é criar um canal direto com a população. Colocamos ainda à disposição o e-mail fernanda.rocha@saude.gov.br para mais informações.
Diante da crise economica, os efeitos colateriais dessa gripe suína são pontecializados. Se alguem tem medo, esse “alguem” é o mercado financeiro, que vai por o pé no freio mesmo.
Como todo mundo, tô ligada nos pronunciamentos do Ministério da Saúde, e espero que o comentário ai de cima não seja fake.
Prestígio pro blogue e sinal que a equipe está de olho.
Assessoria de Comunicação.
Ministério da Saúde
O G1 fez um mapa bacana que monitorará os casos:
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1102080-5598,00.html
Uma nova atualização desses dados foi feita na tarde de hoje (26/05). Até o momento, 16 pessoas estão em monitoramento no Brasil. Nove casos foram confirmados e outros 311 descartados. Mais informações: fernanda.rocha@saude.gov.br
Estamos c viagem marcada p o dia 05 de maio p ny, eu e meu marido, porem com essa ameaça de infecçao viral tentamos adiaro nosso pacote q foi comprado terrestre e aereo c cvc e tam respectivamente. Tentamos em vao adiar essa viagem pois a agente de viagens diz q a multa chega a uns 80 por cento. Como devemos agir sem sofrer tantos prejuizos?
Obrigada
Luiza Gomes
Me parece que deverá haver bom senso da empresa. Está havendo uma orientação das autoridades para que não se viaje sem necessidade, não sendo correto que se exija que os passageiros sofram um risco que não deixará a sua viagem tão divertida quanto pretendiam apenas para fazer valer um contrato.
Aliás daqui a pouco a própria empresa pode suspender as viagens e, com certeza, não pagará aos seus clientes indenização semelhante.
O melhor no momento seria entrar em contato com o PROCON de sua região se a empresa for instransigente quanto à sua desistência.