Lei anti-fumo
Publicado por Jorge Araujo - 09/04/09 at 11:04 pmDos diversos comentários que ouvi sobre a lei anti-fumo a ser adotada pela Estado de São Paulo uma das mais lúcidas é a do colunista de saúde da Rádio CBN, Luís Fernando Correia.
E ele aborda o assunto sob um aspecto que nos é bastante caro: a saúde dos trabalhadores sujeitos à fumaça do cigarro. Ou seja segundo estudos que ele aponta a saúde de trabalhadores em estabelecimentos em que se deixou de permitir o fumo de cigarro melhorou significativamente. Para se ter apenas uma idéia, segundo o autor, a quantidade de cotinina, um produto decorrente da metabolização da nicotina no sangue de trabalhadores que se livraram da fumaça em seus locais de trabalho reduziu em até 80%.
Isso sem falar na redução de problemas respiratórios nestes trabalhadores em até 12%. Apenas por este motivo já se justifica a lei. Claro que sempre haverá aqueles que se entendem prejudicados na sua liberdade, invocando proteções constitucionais. Contudo não se pode negar que, ao contrário do álcool, em que pequenas doses podem ser até benéficas, não existe nível aceitável para o consumo de tabaco, sendo que o consumo passivo não raro é mais prejudicial do que o ativo, uma vez que aquele que fuma absorve o produto através de um filtro, enquanto o fumante passivo recebe toda a sua dose de fumaça diretamente, sem qualquer intermediário.
Aliás sempre é oportuno lembrar que a liberdade do indivíduo vai apenas até onde não interfere na liberdade alheia e respirar ar puro deve ser um direito humano muito mais fundamental do que aspirar fumaça alheia.
Recordo-me, aliás, de uma bem humorada tirada que ouvi há algum tempo em que um “bebedor” de cerveja dizia a um fumante: se você gosta de fumar e a fumaça é o resíduo de seu prazer, eu gosto de tomar umas cervejinhas e a urina é o resíduo do meu prazer. Você gostaria que eu urinasse em sua cabeça?
Aliás em um sentido um pouco parecido o vídeo abaixo, do YouTube.
Tags:álcool, cbn, cigarro, fumo, lei, são paulo, trabalhador, youtube














abril 22nd, 2009 at 19:28
Acho antipático e virulento despejar comentários sem a mínima noção de leis e costumes, principalmente, quando não assinam o texto.
O fumante é, antes de tudo, uma pessoa que foi iludida pelo glamour das propagandas em épocas de pouco discernimento em função da pouca idade, que, com o tempo, não teve condições de largar o vício.
Culpar o fumante por todos os males da humanidade é indecente e imoral.
Quem é contrário ao fumo já se perguntou por que as pessoas fumam, bebem, usam drogas, etc., etc?
Quem é mais prejudicial: O cigarro ou o ar poluido pelos automóveis, ônibus e caminhões?
A nossa gasolina contém uma série de componentes cancerígenos e muitos outros que podem provocar as mais variadas doenças. Alguém reclama?
O sujeito que dirige um carro, moto, ônibus, caminhão, barco ou até mesmo aeronaves sabe que está poluindo muito mais que muitos fumantes juntos?
Vamos pensar de forma clara e procurar ver o que muitas leis escondem quando são criadas.
Vamos deixar de hipocrisia.
Renato Dias.
Belo Horizonte.
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Jorge Araujo Reply:
abril 23rd, 2009 at 22:38
O artigo está assinado, aliás o blog todo está assinado.
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Antonio Reply:
agosto 16th, 2009 at 00:29
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Antonio Reply:
agosto 18th, 2009 at 01:00
Desculpe, mas sou novato e a tréplica não me parece viável aqui, dentro do mesmo tópico.
O AI-5 foi um Ato Institucional baixado por um governo autoritário. Não foi lei em sentido estrito, pois não passou pelo Parlamento, pelo contrário, o dissolveu.Sim mas se o parlamento foi dissolvido, independentemente das razões, a lei devia partir do legislador de plantão que no caso eram os mesmos. Logo,O AI-5 foi “uma opção do legislador a que ora se apresenta”.
Nem por isso foi justo.
Mas por que não aplicar as mesmas medidas no caso dos fumantes, como acontece nos ônibus e aviões?
Por que só os donos de bares e restaurantes são penalizados?
Eu não confundo com as normas do que se chama de ditadura.
Tenho certeza que estas normas atuais são os primeiros passos da verdadeira ditadura que teria sido imposta àquela época, como eum outros Estados.
Daqui a pouco estaremos fechando rádios e televisões.
Há que se parar de fazer leis que defendam quem está errado, sejam políticos corruptos, traficantes ou maus funcionários.
Gostaria de ler seu comentário sobre o outro assunto que mencionei.
Abraço.
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Paulo Henrique Reply:
abril 26th, 2009 at 19:40
pra começar a gasolina eh indispensável a nós.. ou vc gosta de andar a pé?? sim pq ate oninus usa combustivel se vc nao sabe.. e hoje em dias mta gente nova fuma.. e ja tinha dicernimento para saber q isso nao eh bom.. sua liberdade começa onde acaba a minha.. rapaz
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Antonio Reply:
agosto 16th, 2009 at 00:32
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Marina Reply:
maio 1st, 2009 at 03:20
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Antonio Reply:
agosto 16th, 2009 at 00:33
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abril 22nd, 2009 at 23:33
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abril 24th, 2009 at 05:13
A verdade é um estado lógico, depende das bases usadas para deriva-la. Ai está “o problema”, vivemos em um momento de nossa cultura onde os valores se perdem, não existem definições mínimas, ou seja moral e ética. Temos sim uma base móvel de valores, que se transforma ao bel prazer de quem pode pagar por isso de um lado, e do outro pessoas prontas a aceitar tudo que possuir uma determinada forma, muito mais pela estética do que pela crítica racional de valores. O que isso significa ? Que enquanto as coisas estiverem assim, qualquer bobagem que seja anunciada, sempre vai encontrar um legião de hidrófobos de plantão, se for assunto de alguma novela então. Logo depois os políticos assumem a liderança e está feito, com embrulho de democracia e timbre de vontade do povo. Enquanto travamos a cruzada contra o cigarro, até vir a próxima moda, podemos assistir passivamente ao consumo de outras drogas piores sendo usadas a luz do dia e em público. Para ver isso basta andar no centro de São Paulo durante o dia, mas isso no momento não faz parte das prioridades nacionais, sinto uma certa semelhança com aquele livro do Aldous Huxley (Brave New World) – Admirável Mundo Novo. Mas fazer o que? Enfim somos papagaios bem adestrados…
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Silvio Luiz Reply:
maio 24th, 2009 at 20:17
-Adorei seu comentário pois tem um fundamento lógico em relação as medidas que o governo do estado tomou de forma ARBITRÁRIA e anti democratica ao tabaco.
Penso que tal lei não veio para ajudar os não fumantes e sim,abrir uma “onda” de leis que virão para o nosso amado estado de São Paulo e que nos privarão de nossa liberdade tão sofrida e obtidade com o sangue de nossos irmãos que lutaram contra a ditadura miliitar nos anos 60 e 70 no Brasil.
Aliás,não foi o digníssimo governador José Serra nos tempos da ditadura perseguido por leis arbitrárias vigentes na época? Bem,me decepcionou muito ele por ter sido exilado para o Chile na época do regime,ter aprovado uma lei como esta.
Não obstante, a indústria do cigarro continua ai….e quem teria coragem de tirar ela deste cenário econômico brasileiro? Ninguém.É mais fácil atacar os fumantes que fechar a Souza Cruz no Brasil.O governo federal recolhe de imposto da mesma, 78% por CENTO.Sim,são 78 por cento de impostos sobre o cigarro e em nenhum momento eu vi o governador falar em fechar alguma distribuidora de cigarro,nem fazer campanha contra a mesma.Pois é, o ilícito continua e o fumante acaba de se rebaixado a pior de todas as categorias sociais neste país.Aliás.não só o fumante,outras pessoas que não tem recursos para viver e ter dignidade também .Há tantas pessoas descriminadas que nem imagino onde pode caber neste país de “modistas e amantes da ditadura”.
Bem,como o próprio Serra disse,”90 por cento da população”apóia tal medida.Será? Veremos nas eleições em 2010 se tais números são verdadeiros pois bem penso,fumante que é fumante não votará nele,não por causa desta lei mas sim, pela arbitrariedade da mesma.Não quero amanhã ter que acordar e ter que colocar “as mãos sobre a cabeça” ou passar dias em uma cela de prisão porque alguém acha que devo pensar como ela…lamentavel,acabamos de perder nossa democracia e voltar para trás no tempo.Viva a liberdade e viva a democracia.Silvio.
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Jorge Araujo Reply:
maio 25th, 2009 at 21:00
Amigos, o grande problema do cigarro é que o fumante, sob o pretexto de uma liberdade sua, viola a liberdade alheia de respirar ar puro.
Não há nenhuma justificativa para que se possa admitir o direito do fumante em detrimento de uma pessoa que não quer respirar a fumaça de cigarro alheio.
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Karlos Alexandre Reply:
junho 8th, 2009 at 02:49
Perdoem mas vamos aos fatos:
Primeiro, os politicos mascaram se voltando contra o povo consumidor mas na realidade deveriam observar quem fabrica e quem revende que diga-se de passagem são os bares, boates etc…
Segundo, os garçons sabem que caso proibam os fumantes eles vão perder vendas, sendo assim refletirá diretamente na economia individual de cada um.
Terceiro, existe hoje áreas de fumantes e não fumantes, se eu não sou fumante e vou pra um ambiente onde possue fumantes claro que eu estou ciente das complicaçoes que posso ter.
Pessoal me perdoem mas realmente restringir pessoas a lugares por causa do cigarro é totalmente descabido, sou fumante, mas realmente aprovaria a proibição da venda do cigarro, será que eles conseguem fazer isso? Sendo que se o cigarro não traz nenhum beneficio porque continua sendo vendido?
Essa teria que ser a pergunta realizada aos elaboradores de leis como esta, que ao invez de realmente trabalhar em prol do povo o faz dividi-lo.
Prefiro nem falar em relação a fumaça que os automoveis soltam no ar, e ai, será que voce não vai ser obrigado a respirar essa fumaça? Agora ar puro em sampa seria algo engraçado de se ver. Por favor se for usar esse argumento que a poluição do carro tem seus beneficios eu usarei o argumento que nos bares a maioria dos fumantes consomem mais e que pagam os salarios de funcionarios dos bares que de uma forma indireta colabora com esse profissional.
Agora que eles tambem proiba a venda do cigarro em lugares que não possa utiliza-los. Ae o bicho pega fogo, porque as grandes empresas do tabaco entrarão em cena.
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Henrique Reply:
agosto 21st, 2009 at 22:22
[]” Amigos, o grande problema do cigarro é que o fumante, sob o pretexto de uma liberdade sua, viola a liberdade alheia de respirar ar puro.[]
Se for partir do ponto ” Ar Puro “.Tem que ser sancionada uma lei onde proibe qualquer veícuilo automotor de circular , pois eu não possuo nenhum e to respirando poluição graças a eles.
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Clara Reply:
agosto 17th, 2009 at 00:03
Olá,
Concordo plenamente com seus argumentos, tratou do assunto com clareza e discernimento.
Graças aos politicamente corretos, defensores de todos os modismos os assuntos importantes deixam de serem abordados. O respeito a liberdade deixa de existir!
O cigarro é péssimo, mas gera emprego e renda, estamos falando de quantas famílias que tem seu ganha pão ligado a essa industria? Que farão, engrossarão o bolsa família? Os cidadãos fumantes, pagam impostos, votam e tem direito de serem tratados com dignidade e não devem ser excluídos como bandidos.
Enquanto os politicamente corretos discutem o tabaco, não estão observando o movimento para a aprovação da maconha.
E será que os legisladores contra o fumo não foram induzidos pelos defensores da maconha, vejam que cômodo, toda a estrutura já estará pronta, os fiscais contratados e assim ao aprovação será praticamente automática.
Mas não há fiscais disponíveis para o uso do crack, da cocaína e das outras drogas, e nem haverá, continuará rolando solta nos bares, boates e ruas. Que escala de valores é essa “senhores defensores do politicamente correto”?
Quanto à insalubridade dos profissionais, basta adequarem o salário a isso, se é que já não esta incluída na categoria. A maioria das profissões oferecem algum tipo de risco, nem por isso deixaram de existir, devem se habilitar a essas funções aqueles que não se sentirem muito lesados, e pelo risco recebem insalubridade.
Responder
abril 28th, 2009 at 01:43
Vim aqui deixar a minha opinião. Concordo com a Lei anti-fumo, mas discordo à discriminação (se houve alguma, porque eu não vi), mas esse “problema” já vem se arrastando há anos. E eu concordo com a Decisão. Porque?
1- Os fumantes poderão fumar, em áreas próprias, ou que corra ar livre. Ninguem é obrigado a respirar a fumaça do tabaco do fumante.
2- Todos temos direitos de ir e vir certo? Certo. Logo, fumantes podem fumar, Não-Fumantes podem respirar ar limpo. Logo, Fumantes não podem fumar, onde Não-Fumantes respirem ar limpo (no caso, lugares fechados).
3- O Vídeo feito, e postado logo a cima, foi feito com um tom de sátira. E não de discriminação. E se vocês observarem, o que o personagem à direita faz, é como se fosse a um ato de fumo, mas natural. E mesmo assim é desconfortável, por isso ninguém o faz, e tem vergonha disso. Por isso ninguém (ainda) criou uma lei anti-peido (anti-pum, anti-gases, como quiser).
Espero ter ajudado no entendimento do post.
Muito bem escrito e elaborado. Parabéns ao Editor.
Marcelo.
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junho 24th, 2009 at 20:44
Todos sabemos que o fumo é um grande mal, que os garçons estão expostos (pelo descumprimento da lei federal já vigente – não por falta de lei estadual), que perdemos muitas vidas e dinheiro com o cigarro, etc.
O que o Juiz pondera é que, para resolver o problema do cigarro, será necessário investir uma montanha de dinheiro e mobilizar diversos setores, sendo que há falta de recursos materiais e financeiro para o atendimento de necessidades básicas.
Aponta o Magistrado, por exemplo, que a campanha é mais voltada para a FISCALIZAÇÃO dos estabelecimentos e pouco se fala na parte do TRATAMENTO. Consta na sentença que a procura por este tipo de serviço, pelos fumantes, é grande, assim como a fila para conseguir ingressar em um programa.
Questiona por que não se investe em medida para reduzir a poluição ambiental (gasolina mais limpa, inspeção em carros velhos, etc); questiona por que não se investe em educação do trânsito, que também mata muito, etc. Entende que não há razão para esta predileção pelo TABACO.
Evidentemente, não teria como abordar todos os pontos de uma sentença de 75 páginas, com muita informação.
Verdade que o cerco contra o TABACO está se fechando em todo o mundo: Europa, EUA, aqui mesmo na América Latina – no Japão, nem tanto. Por que será?
Verdade também que a própria indústria do cigarro, com histórico de sempre estar ao lado dos donos de bares e restaurantes, sempre encontra argumentos a favor de seu negócio, capaz de sensibilizar muitas mentes.
Creio que tudo teria de ser colocado para o debate, antes da aprovação. Só que foi tudo feito por “nossos representantes”. Não tenho ponto de vista formado ainda sobre o assunto.
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agosto 2nd, 2009 at 14:13
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agosto 6th, 2009 at 21:04
Não fumo, acho que tem lugar para todos dentro da sociedade, não discrimino e o direito não pode ser tirado de uns para satisfazer outros. Fica como reflexão.
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agosto 11th, 2009 at 16:20
Mas, a forma que esta lei nos foi “imposta” é simplesmente inadmissível. A venda do cigarro continua liberada, por que será? Pago meus impostos como todo mundo e agora tenho que “aturar” olhares e comentários preconceituosos?
Gostaria de receber uma “BOLSA CIGARRO”, pois, o remédio para quem quer parar de fumar não é barato, e nesse ponto o governo não demonstrou interesse nenhum.
Sei que nem todos tem “bom senso”, coloquem normas, multas e tudo mais, proibam o fumo em determinados locais, porém, não interfiram no livre-arbítrio e nos direitos de ninguém, isso é muito feio.
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Jorge Araujo Reply:
agosto 13th, 2009 at 18:50
Você não tem o livre-arbítrio ofendido. Você é livre para fumar tanto quanto queira, desde que não prejudique aos demais.
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Antonio Reply:
agosto 16th, 2009 at 00:37
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Jorge Araujo Reply:
agosto 16th, 2009 at 20:40
A idéia é que mesmo os fumantes (garçons, por exemplo) deixem de fumar) e não criar guetos destinados ao consumo de cigarros, o que já se revelou inútil.
Responder
Antonio Reply:
agosto 16th, 2009 at 21:43
Quem sabe, ainda, proibir a venda e fabricação de cigarros?
Responder
Jorge Araujo Reply:
agosto 16th, 2009 at 22:05
Perfeito. São opções legislativas. Pode-se escolher uma ou outra ou ainda outras.
É uma opção do legislador a que ora se apresenta.
Antonio Reply:
agosto 18th, 2009 at 01:06
Ou com os bêbados ao volante que só são presos quando a TV está presente ou ficam inconscientes.
Ou com os outros tantos usuários de outras drogas que causam males e despesas também vultosas e não são incomodados.
Que tal fiscalizar as bocas de fumo e coca da mesma maneira? Será que elas dão lucro maior do que os impostos dos cigarros? Para quem?
Responder
agosto 13th, 2009 at 00:55
Pessoal a questão aqui não é quem é bom e quem é mal, quem é saudável ou quem não é.
Não quero fumar em ambientes fechados incomodando os outros.
Quero poder acender meu cigarro em paz em um espaço aberto e ventilado sem ninguém me olhar feio, só isso.
Luto pelo respeito do direito individual sem interferir no público.
Sou a favor da liberdade.
Se o proprietário de um bar quiser ter um setor de fumantes ele tem esse direito, como o estado pode proibir a iniciativa privada do livre arbítrio?
Se a lei dissesse que tem que ter ventilação no setor de fumantes, que nesse setor tem que haver uma porta separando, etc… tudo bem.
O problema é não resolver , não dar uma solução e simplesmente proibir até nos locais abertos dos bares se tiver toldo ou paredes, isso que é ridículo.
Os fumantes estão sendo expulsos de uma vida social normal.
Não queremos incomodar ninguém, queremos fumar em paz nas áreas abertas de bares, faculdades , condomínios, empresas, etc… e discutir alternativas melhores que a ditadura. Isso parece ser só o começo, acredito que virão leis piores agredindo direitos individuais e das minorias.
Se a questão é saúde daqui a pouco vão proibir batata frita e calabreza em bares e restaurantes.
Responder
Jorge Araujo Reply:
agosto 13th, 2009 at 18:48
Entendo a sua aflição. No entanto me parece que sequer um ambiente fechado apenas para fumantes seja adequado sob o ponto-de-vista da saúde, na medida em que aumentará em muito a exposição dos fumantes à fumaça dos outros.
Lembre-se que quando estiverem presos a máquinas para que lhes mantenham a vida (situação exagerada, mas não impossível) é o Estado que tem que lhes prover saúde.
Muito melhor que evite que adoeçam, neste caso.
Responder
Paulo Costa Reply:
agosto 13th, 2009 at 19:32
Me parece lúcida a sua conclusão, contudo acredito que você esqueceu de um direito tão fundamental quanto a própria vida.
Princípio sem o qual a vida não é vida, e sim “sobrevida”, o livre arbítrio.
Sou ex-fumante por opção, mas acredito que o fumante deve ter o direito a fumar em QUALQUER lugar (ainda que fechado parcialmente, seja por toldos, paredes ou afins).
Em locais fechados, a situação fica mais complicada, já que também tenho o direito a não ser obrigado a respirar fumaça, mas eu continuo podendo escolher à qual lugar ir.
O fumante só pode escolher entre ir e ser privado, ou não ir.
No mais, seguindo o livre arbítrio, o proprietário do local pode escolher quem privilegiar, fumantes ou não fumantes. Agora, obrigar fumante a tomar chuva e frio (no mínimo) para poder fazer algo que gosta (ou é dependente), é o fim da picada.
Lembre-se do inciso III do Art. 5º da CF 1988
(…)III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;(…)
Não lhe parece degradante sujeitar uma pessoa, que possui dependência química à uma substância lícita, a se retirar de um local ABERTO para tomar, por exemplo, frio e chuva?
Pense novamente…
Abraços.
Paulo
Responder
Jorge Araujo Reply:
agosto 13th, 2009 at 20:16
Em primeiro lugar “livre arbítrio” é um conceito religioso. Tem a ver com você escolher entre fazer o bem e fazer o mal. Ira para o céu ou inferno, etc. Alguma coisa, se bem me lembro, com a expulsão do Paraíso de Adão. Enfim o conceito não se enquadra ao caso.
O que você certamente se refere é algum mais simples: “a liberdade”.
Ou em outras palavras a possibilidade de fazer tudo que não é proibido.
Assim você pode, sim, fumar. Desde que o exercício do seu direito não viole o de outro, que é o de respirar “ar puro” (por mais relativa esta expressão possa assumir em uma cidade poluída como São Paulo).
Levando ao absurdo você poderia achar que tem a “liberdade” de dar tiros a esmo na rua. No entanto sabemos que este direito não existe, em virtude do direito dos transeuntes de não levar uma bala perdida.
Finalmente temos ampla consciência de que a fumaça do cigarro é prejudicial. Talvez até mais do que para aqueles que a fumam através de um filtro. Não sendo, pois, jurídico sujeitar-se estes à liberação de resíduos de terceiros.
Quanto à liberdade dos donos de bares e restaurantes, isso passa mais por uma política pública. O Estado de São Paulo expressamente optou por restringir o uso de cigarros. Como já se restringiu o de outros tipos de drogas, do jogo, da bebida alcoólica para menores, etc.
É uma opção legislativa, governamental e, ao que me parece, constitucional.
Assim, feliz, ou infelizmente, temos que nos conformar com ela e os não-fumantes, festejá-la.
Responder
Paulo Costa Reply:
agosto 13th, 2009 at 22:04
Oi Jorge, tudo bem?
Realmente o que eu quis dizer foi algo mais parecido com liberdade, mas no sentido de poder fazer absolutamente TUDO humanamente possível.
O fato de existir uma proibição não impede ninguém de fazer algo. É o medo de uma sanção que, de acordo a avaliação individual, faz com que alguém faça ou deixe de fazer algo.(caso contrário não haveria criminosos, certo?)
Veja, liberdade eu tenho de atirar em quem quiser, mas também existe a contrapartida, ou seja, a pena. Não confunda “direito” com “liberdade”. E não se esqueça que a Lei (todas) foram criadas após a humanidade, e não o contrário. E a humanidade sempre fez e vai continuar fazendo besteira.
Antes do dia 7 de agosto, os fumantes podiam fumar em restaurantes que possuissem “locais próprios” para o consumo (ainda que nós 2 saibamos q isso fosse piada). O fato é que tal direito foi retirado dos fumantes e, honestamente, acho bom, pois em local fechado a fumaça realmente incomoda.
Contudo, o que foi esquecido é que a legislação foi além de simplesmente proibir o fumo em locais fechados, ela passou a proibir o fumo em locais “semi-abertos”, por assim dizer, visto que um simples toldo na rua já caracteriza o local como impróprio para o consumo do cigarro.
No mais, também deve ser lembrado que uma das funções do Estado é construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3º CF), e quando o Estado diz que um fumante não pode fumar em um lugar aberto, porém, com toldo, e, se for o caso, que ele precisa tomar chuva para poder fumar, você diz que ele é menos digno de estar lá do que qualquer outra pessoa, e então acaba solidariedade, a justiça e, obviamente, a liberdade (jurídica)… e ai começa a discriminação.
Não permitir o fumo (vício, logo, incontrolável) em locais “semi-abertos”, é tão grave quanto qualquer outra forma de discriminação.
Então chega alguém e fala “… ah, mas fumante é minoria”, e eu digo, negros e judeus também são, e a função do Estado é evitar a discriminação, e não incentivá-la.
Primeiro você acaba com o vício, e então, nem lei proibindo se faz necessária. O problema é que político pensa ao contrário, primeiro é feita a proibição, pra ver se, algum dia, o vício acaba…
Responder
Antonio Reply:
agosto 17th, 2009 at 01:43
Nem porisso foi justo.
Se eu tirar a roupa no meio de uma boate, além das vaias o que acontece? Eu sou preso, mas o comerciante não paga multa.
O que me incomoda é a burrice dos legisladores atuais que por comodismo e ineficiência usam recursos como este.
Outra imbecilidade é proibir a venda de bebidas alcoólicas na beira das estradas, e só das federais.
De que adiantou isso? Só os comerciantes da beira da estrada federal tiveram prejuízo.Quem viaja de ônibus também não pode beber? Será uma opção da bancada evangélica?
Considero as duas opções legilativas totalmnete absurdas, sem demérito da intenção.
Responder
Jorge Araujo Reply:
agosto 17th, 2009 at 06:03
O AI-5 foi um Ato Institucional baixado por um governo autoritário. Não foi lei em sentido estrito, pois não passou pelo Parlamento, pelo contrário, o dissolveu.
Se você tirar a roupa no meio de uma boate é dever do proprietário da boate fazer com que você seja retirado, pois ele poderá responder perante os demais clientes, pois ele é o responsável por fazer observar a ordem dentro do estabelecimento.
Tanto que os estabelecimentos de diversão tem que contratar seguranças para atuar.
Os empregadores têm responsabilidade pelos atos de seus empregados, assim como os comerciantes devem fazer observar dentro de seus estabelecimentos a lei vigente.
As opções legislativas nem sempre são as melhores, por isso podem ser revogadas. Mas não confunda, por favor, isso com as normas da época da Ditadura.
Antonio Reply:
agosto 16th, 2009 at 00:40
Responder
Cintia Reply:
agosto 14th, 2009 at 09:57
Não concordo como cigarro x comida x garçon. Fumar em ambiente fechado deve ser proibido mesmo, sou à favor.
Chateia o fato de todos serem à favor da cobrança de impostos sobre os cigarros, mas, não de o governo proibir a venda e apoiar os que “resolverem parar” ou de haver um espaço para quem fuma e respeita os “não fumantes”.
Os fumantes pagam igualmente os impostos para “ter direito a…”, não importando se serão gastos para cuidar da saúde de uma anoréxica, de um obeso mórbido, de um doente de cirrose, de um “rinítico” etc etc etc.
Para não extender a discussão, me responda somente uma coisa, onde ficam os “meus diretos”?
Responder
agosto 13th, 2009 at 11:14
agosto 16th, 2009 at 00:41
Responder
Samira Reply:
agosto 17th, 2009 at 16:14
Carlos Tomaz, concordo plenamente com seu ponto de vista!
Responder
Antonio Reply:
agosto 18th, 2009 at 00:46
O preconceito não é linguístico, Samira. Vc se sente em condições de discutir física quântica com qulaquer especialista? Eu não. Eu não discuto sobre futebol porque suas regras e filigranas estão fora da minha área de interesse. Vai me desculpar mas não vejo condições de discutir estes assuntos em pessoas que não explicitam nem o mínimo conhecimento do idioma pátrio. Não se tratam de erros de digitação tão comuns neste meio, como se pode observar.
Agradeço sua observação mas discuto a defesa que fez de quem expressou opiniões sem conhecimento para ter convicção. Note-se que não discuto a intenção da lei mas o conteúdo, que me parece primário e até mesmo ditatorial.
Responder
agosto 18th, 2009 at 21:28
agosto 21st, 2009 at 20:37
Antifumo …logo entrou uma família, sentou-se na mesa ao lado e de mau exemplo o pai acendeu a droga do cigarro, depois chegou um casal bem vestido, sentando-se do outro lado e acendeu dois…
……
agosto 21st, 2009 at 22:15
Eles pregam o slogan ” Todos tem o direito de respirar um ar puro “, e fica minha dúvida.
Com base no slogan da Lei Antifumo, eu gostaria de dizer:
- Eu não tenho carro , e carro polui o ar. Quando vai entrar em vigor a lei que proibe os carros de andar?
- Ja que querem a lei , porque não foi adotada a seguinte medida:
• O dono do bar escolhe se ele quer que fumem ou não no estabelecimento dele , colocando uma placa de aviso aos frequentadores: ” Aqui pode fumar ” ” Aqui não pode fumar ” e os drequentadores de bares , restaurantes , casas noturnas, enfim escolhem para qual quer ir.
Com relação ao garçons que não fumem e é prejudicado pelo fumaça, ficava um adendo de a Associação responsável pelos bares , casas noturnas , etc de fazer a troca dos mesmos de bares , talvez tenha uma garçon que fume em um lugar onde o dono proibiu o uso de tabaco no geral.
Desculpe de falei besteira , mais é uma dúvida que tenho.
Responder
agosto 25th, 2009 at 22:39
Responder
outubro 21st, 2009 at 11:23
A última gripe que você pegou veio de qual fumante?
E a catapora? A meningite, a gripe suína, a tuberculose, vieram de quantos fumantes?
O ar expelido por um não fumante pode estar contaminado. CUIDADO!
O ar expelido por um fumante nunca estará contaminado devido a presença do alcatrão que é um poderoso bactericida e fungicida. As 4 mil substâncias nocivas ficaram nos alvéolos do infeliz fumante que, apenas, se auto-prejudica.
O resto é propaganda.
Responder
dezembro 1st, 2009 at 17:46
Responder
dezembro 7th, 2009 at 17:07
Eu tb gosto de apreciar um cigarrinho de vez em quando… nada melhor em certos momentos.
Mas devo dizer que mesmo assim, não gosto dõ cheiro do cigarro, não gosto de gente fumando na minha cara.
E fiquei muito satisfeita na primeira vez que sai de uma balada sem estar fedendo isuportavelmente por causa do cigarro dos outros.
Responder
fevereiro 2nd, 2010 at 21:56
Responder