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Ainda sobre cotas

Tenho refletido acerca destas “cotas sociais” que se pretendem oferecer aos oriundos das classes menos favorecidas.

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Minhas reflexões me conduzem a duvidar seriamente se o curso superior é, de fato, a única forma de ascensão social e se o Brasil pode se dar ao luxo de permitir que o nosso já combalido e pouco abrangente ensino superior público fique à mercê de políticas que não as de efetivo mérito.

Temos atualmente um excesso de advogados (ou, se preferirem, bacharéis em Direito), contadores, administradores de empresas e, pasmem, até de médicos e dentistas (principalmente nos grandes centros urbanos, já que muitos, depois de formados, sendo oriundos de que classe sejam não se dignam a trabalhar nos rincões mais distantes do país).

Por outro lado há deficiência de professores, ou seja formados justamente nestes cursos mais fáceis de ingressar nas universidades públicas como História, Letras, Geografia, Matemática, Física, etc.

Releva ressaltar a deficiência de cientistas de todas as áreas do conhecimento humano, além de um grande risco de ao tê-los os perder para países com maior avanço científico e tecnológico.

Por fim temos  deficiência de bons profissionais de nível técnico, que teriam condições de exercer suas atividades com razoáveis ganhos como marceneiros, mecânicos, eletricistas e mesmo pedreiros, mestres-de-obras, etc.

Na Europa um bom pedreiro pode ganhar mais do que um juiz, sendo que a opção por uma ou outra carreira diz mais respeito à aptidão do trabalhador do que a ambição remuneratória.

Tenho sérias dúvidas de que alijar bons candidatos da universidade em detrimento de candidatos mais fracos, embora pobres, seja, de fato, uma política inteligente para um país ainda pobre como o nosso.

Por igual se demanda um investimento sério e imediato no ensino de base de modo a que deixemos de ter este paradoxo de o melhor ensino superior estar nas mãos do Estado, através das Universidades Públicas, ao passo que o melhor ensino médio está na iniciativa privada.

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8 comentários em “Ainda sobre cotas

  1. meu filho passou na faculdade p/cotas o prontuario instituto de identificação cor saiu branco mas ele se escreveu pardo ja que não se considera branco oque fazer p/ não perder a vaga

  2. Olá Eduardo, bom dia. Muito interessante seus questionamentos, mas permita-me fazer alguns comentários acerca de certas passagens do seu texto.
    Eu entendo suas posições rígidas, e embora admire a firmeza de posição, principalmente no que diz respeito a intransigência na defesa do bem público, acredito que essa mesma rigidez não seja benéfica no que diz respeito ao pensamentos críticos/científico, muito pelo contrário.

    Qt a minha frase, de que somos um país racista, por enquanto eu a mantenho, a não ser que você queira destinar ao acaso e a sorte a explicação dos números contidos no relatório que eu te passei ontem (volto a sugerir enfaticamente a leitura do mesmo)eu continuo acreditando que eles se devem a um comportamento racista sistêmico e organizado do nosso Estado, que age com anuência e subserviência de tdos nós, digo tdos nós, porque todos nós que ñ somos vítimas do racismo organizado acabamos por nos tornar beneficiários do mesmo, inclusive os que como eu ñ concordam com ele, até pq se trata de um processo histórico inevitável.

    Sabe, na minha opinião o racismo no Brasil sempre foi, e ainda é embora em menor escala, disfarçado por um discurso falso e bem articulado da nossa mulatez, que sempre serviu para disfarçar esse racismo nacional de que eu te falo (e os números gritam), aviso a você como tenho avisado a tdos os meus amigos e a todos com quem debato sobre isso: Não caia na cilada de Ali Kamel.

    Qt a sua afirmação de que nas universidades entra quem estuda mais, eu sinto muito meu caro mas ela ñ é verdadeira, na verdade beira um simplismo absurdo de quem não tem a menor idéia de como funciona o sistema educacional brasileiro, em nossas universidades, nas nossas melhores universidades, entra quem estuda “melhor” e não quem estuda mais, ou seja, quem estuda nos melhores colégios particulares, com os melhores professores, ou com os professores que sabem dar as melhores “dicas” dentro do nosso sistema de ensino médio alientante que transforma estudantes em máquinas de marcar x e fazer eliminações, sem nenhum senso crítico, mas isso é outro assunto. Mas mesmo que seu raciocínio a respeito de estudar mais estivesse certo, estuda mais quem tem tempo pra isso, quem é estudante profissional e ñ precisa trabalhar durante o dia inteiro e fazer o ensino médio em uma escola noturna. Mesmo dentro do seu raciocínio, há ou não uma situação desequilibrante a um suposto sistema meritocrático?

    Antes de passar às duas questões que vc me propôs, que já respondem ao resto dos questionamentos em seu texto, me permita fazer dois comentários breves acerca de duas passagens suas: A primeira se refere aos países que vc escolheu como exemplo, China e Índia. Realmente eu estranho muito essas escolhas, a China, se passou por um processo de reforma educacional recente por favor me avise, eu não fiquei sabendo, pelo que eu saiba continua sendo um país de contrastes como um Brasil, mas com peculiaridades neste campo, aliás a China é peculiar em quase tudo. Qt a Índia, realmente é notório o talento nato de seu povo para esse campo específico do saber técnico, o desenvolvimento de softwares, já pensou se a maioria esmagadora destes desenvolvedores não pertencessem às castas superiores (esqueceu das castas? Estamos falando da Índia) ou tivessem estudado no exterior (Inglaterra e EUA na maioria) se não fosse assim eu até iria levar esse argumento como contraponto. Os tigres asiáticos, exemplos que eu gosto de dar porque estes sim fizeram verdadeiras revoluções educacionais e hj listam entre os melhores sistemas educacionais do mundo. Qt tempo eles levaram pra isso? Mais de 20 anos, ou mais ou menos 2 gerações de estudantes.

    A outra diz respeito ao seu exemplo sobre o desportista e tal… Interessante vc ter citado isso, me faz lembrar um exemplo clássico de Hobsbawn, o livro ñ está aqui eu ñ tenho como reproduzir, estão tdos encaixotados, uma bagunça, se vc já fez mudança sabe do que estou falando, mas enfim… Ele fala que pessoas que disputam uma corrida, em condições iguais, devem realmente faze-la em condições iguais, mas imagine um atleta profissional tendo que competir com um deficiente físico, seja lá qual for a sua deficiência, não te parece justo que este último largue na frente, ou com algum tempo de vantagem?

    “Outra coisa quem disse que o problema do Brasil é a educação de nível superior?”
    Eu ñ fui, e sei que vc tb ñ.

    Bom, vamos lá:

    “1) Se um negro for beneficiado pela cota, eu posso rejeitá-lo na minha empresa por ser negro mas sem que isto configure racismo? Ou seja, ele se diz negro para um benefício, porque seria racismo rejeitá-lo pelo mesmo motivo do benefício?”

    R: Ñ vc ñ pode, se o fizer isso irá configurar racismo, além de ser um ato abjeto, com a palavra o dono do blog. Sinceramente eu ñ entendo o seu raciocínio, porque vc iria rejeitar alguém por ser oriundo do sistema de cotas? Afinal ele se formou ou não? Cabe a universidade dizer se ele está apto ou não para deixar suas salas e ingressar no mercado. Aproveito aqui pra rebater uma afirmação sua, os cotistas da UFRJ e da UNB estão se saindo muito bem, obrigado, inclusive em cursos como medicina,muitos inclusive superando em nota os não cotistas, e isso ñ é achismo, se duvida de mim pode entrar em contato com essas instituições ou com o MEC.

    “2) Até quando duraria a política de cotas? Ou seja, quando que seria considerado que o racismo acabou? Afinal, se querem discriminar um por um tempo imagino que haja também um tempo para isto ou o outro lado será sempre disciminado?”

    R: Política de cotas, ou melhor, qualquer ação afirmativa, só tem sentido e razão de ser quando nasce com o motivo de seu fim delimitado, e ñ busca acabar com o racismo, ação estatal nenhuma tem esse poder, busca acabar com um desigualdade história, acabar e assumir diga-se de passagem. Se para isso serão necessários 20 anos ou 200, eu ñ sei, mas qt mais dure mais aqueles que se sentem prejudicados por ela, que são justamente os que se beneficiam com a sua ausência, irão se sentir prejudicados, injustiçados, e é bom que assim seja, é bom que eles sintam (mesmo que sem razão) a dor de uma injustiça.

    O debate está bom e produtivo,o assunto é envolvente, mas infelizmente terei que me ausentar dele, a partir de amanhã estarei viajando para participar do Fórum Social Mundial em Belém, onde infelizmente não estarei discutindo sobre esse assunto, mas sim sobre DH e tentando atrapalhar o governo em sua sanha assassina contra o rio São Francisco. (Isso sem falar na sua intenção esdrúxula de colocar uma usina nuclear aqui no meu quintal, mas isso é outro assunto).

  3. Como falei Carlos Yuri, eu tenho posições muito rígidas quando querem fazer algo certo da forma errada. Você diz: “Somos um país racista”. Eu discordo. As pessoas individualmente podem ser, mas se todos são incluem ai os negros e você. Pois é, dizer que todos são é meio complicado não acha? E mais, quando culpamos todos não culpamos ninguém e ainda protegemos os reais culpados. Não, eu não assumo culpa alheia. Não, eu não sou racista. E ainda digo mais, se me chamarem de branquelo me sinto no direito de processar a pessoa por crime de racismo tal qual um negro o faria se sentisse ofendido por ser chamado de negão. Pois é, a consitituição diz que racismo é crime e se negro é raça, branco também o é. Mais, como TODOS são iguais e tem os mesmos direitos, se o negro não pode ser ofendido de negão, um branco também não pode ser ofendido de branquelo. É o principio da igualdade.

    Sobre a minha frase, eu fui claro “Vai-se ouvir depois…” ou seja, em razão da obrigação das cotas e não antes dela.

    Embora eu discorde de muitas coisas nas universidades públicas há de se convir que entra quem estuda mais não é? Estudou mais leva a vaga. Seja a pessoa rica, pobre, preta ou branca já que a prova é rigorosamente a mesma para todos. Isto chama-se mérito. Ou então poderíamos extender isto e obrigar que as empresas contratassem pessoas analfabetas e as educasse. Se a escola onde o aluno estudou é deficiente, a faculdade não tem que resolver este problema. E nem as empresas. O governo é que tem esta obrigação legal.

    O que você quis dizer com a frase: “mas algo me diz que é melhor lidar com isso sendo um engenheiro, um médico ou até mesmo um advogado (mais um!)”?

    O problema que eu apontei é fácil resolver? Então diga para mim: Conforme o caso da UnB, se nem dois irmãos foram considerados ambos negro ou ambos brancos, como é que chegaram a resolução deste problema? Olhando então pelo lado financeiro, a menos que coloquem uma linha de corte (até X reais é pobre, até Y é remediado…), será que duas pessoas analisando as ‘provas de pobrismo’ chegariam a mesma conclusão se é pobre ou não? Acha mesmo que considerar a origem rico/pobre é o mais justo? E quando a disputa for entre dois pobres? Vai privilegiar o mais miserável? Ou entre dois ricos, irá privilegiar o menos abastado? Eu fico com a prova de seleção. 9,8 é sempre menor que 9,9. E ambos fizeram o mesmo teste, no mesmo tempo.

    Você diz que melhorar o ensino básico não se dará em poucos anos. Quem disse que levaria 200 anos? Não levaria nem 20. Basta ver a China, a Índia. Eles meteram todos na faculdade? Não. Primeiro decidiram que as pessoas devem saber ler, escrever e saber o básico das matérias científicas. Quem tiver interesse poderia ir para a faculdade. Hoje a Índia exporta softwares que colocam o Brasil no bolso. Agora é preciso que o governo tenha interesse e a população também.

    Outra coisa quem disse que o problema do Brasil é a educação de nível superior? Quem disse que enfiando todo mundo na faculdade o país vai melhorar? Ou que vai melhorar rápido? Nos últimos anos eu vejo falar em cotas, em PROUNI e não vi o Brasil dar NENHUM passo adiante. Ainda digo mais, acho que uns bons 50% dos cotistas sequer terminam o curso dado a complexidade que o estudo de nível superior exige. Isto eu falo de engenharia, medicina, direito…

    No Canadá 15%-20% da população tem nível superior e quem tem nível médio vive muito bem. Isto porque a faculdade é local de pesquisa, de pensamentos, de estudos. Não um lugar onde se joga as pessoas e depois gritam para o mundo “nós temos X% da população formada”

    As vezes penso que as cotas para pobres devem ser extendidas. Afinal, são vítimas segundo este raciocínio não é? Então que tal, em competições de atletismos darmos alguns segundos ou alguns pontos para ele já que não teve os mesmos recursos para treinamento que uma pessoa rica teve? Acha isto justo? Talvez, mas eu não. Mas imagina esta mesma pessoa que devido a ajuda de cota-ponto foi classificada como a melhor do país para uma competição internacional. Será que ela será competitiva com as demais pessoas que simplesmente se esforçaram? Eu duvido muito.

    Agora eu gostaria que respondesse:
    1) Se um negro for beneficiado pela cota, eu posso rejeitá-lo na minha empresa por ser negro mas sem que isto configure racismo? Ou seja, ele se diz negro para um benefício, porque seria racismo rejeitá-lo pelo mesmo motivo do benefício?

    2) Até quando duraria a política de cotas? Ou seja, quando que seria considerado que o racismo acabou? Afinal, se querem discriminar um por um tempo imagino que haja também um tempo para isto ou o outro lado será sempre disciminado?

  4. Bom, primeiro eu quero dar os parabéns ao autor do texto, já vi muitos argumentos contrários as ações afirmativas em geral e ao sistem de cotas em particular, mas salve engano é a primeira vez que vejo alguem fazer uso da divisão social do trabalho para isso. Brilhante…
    Qt ao companheiro leitor, Eduardo, eu gostaria de fazer algumas considerações a respeito do que você disse.

    1º Qt a afirmação de que o cotista terá que ouvir coisas como “é negro/pobre, por isto que entrou na faculdade”. só confirma oq eu sempre digo em debates desse tipo. Somos um país racista, e qt mais cedo admitirmos isso melhor, coisas assim já são ditas em outras situações, de outras maneiras, diariamente, mas algo me diz que é melhor lidar com isso sendo um engenheiro, um médico ou até mesmo um advogado (mais um!)

    2º Qt aos fatos apontados por vc, sobre preferências ou despreferências (neologismo?) entre negros, brancos, ricos e pobres, tal qual um daqueles joguinhos de cruzamentos, ele pode e pelo visto será facilmente resolvido com pequenas alterações no atual sistema de classificação dos alunos cotistas, alterações que salve engano já foram intruduzidas na lei das cotas, ou PL das cotas, ñ sei ao certo a qtas anda, em que se dá um peso maior a origem escolar do aluno e sua condição econômica, do que a cor da pele unicamente, isso é um avanço para corrigir certas distorções, como negros ricos ocupando o lugar de brancos pobres na classificação de cotas, digo distorção pq essa situação dentro do universo total é rara. Adivinhem pq. Isso mesmo, a esmagadora maioria dos pobres é negra, ora vejam só que surpresa senhores. Mas não acreditem em mim, sugiro que leiam atentamente e com urgência isso aqui:

    http://www.laeser.ie.ufrj.br/relatorios_gerais.asp

    Leiam todo, mas se estiverem sem tempo a conclusão geral já quebra um galho.

    Por fim, o argumento final, mais comum e falacioso de todos: “Vamos melhorar a educação, ñ precisamos de cotas para combater as desigualdades” (Ñ são palavras suas, é só um exemplo), como se essa revolução na educação, pra citar um famoso senador, fosse se dar em poucos anos, como se um país com o tamanho e com os problemas do Brasil, e com o enorme e vergonhoso abismo social que nós temos, fosse capaz de solucionar seus problemas educacionais sem que duas ou três gerações de brasileiros pobres, negros, discriminados e vítimas SIM de um racismo estrurural, sistematizado, organizado e arraigado em nossa consciência nacional não fosse jogar pelo ralo da história mais uma ou duas gerações de brasileiros.

    P.S.: Parabéns pelo post sobre o Peluso.

  5. Jorge, eu nunca tive dúvidas que política de cotas raciais (agora, sociais, para ficar mais bonito) ou qualquer outro critério que não prime pela excelência é extremamente prejudicial.

    Na hipótese mais benevolente não resolve nada e ainda por cima segrega a população. Vai-se ouvir depois frases como “é negro/pobre, por isto que entrou na faculdade”.

    Vamos ao fato: Negro e pobre tem preferência sobre um branco pobre. Negro e rico tem preferencia sobre um branco pobre. No fim das contas o discriminado e prejudicado é o branco e principalmente o branco pobre. E no caso de dois negros pobres? O mais miserável tem prioridade?

    Outra coisa, quem é, de fato, negro? Como atestar esta afirmação? Quem garante que você, nesta foto que tem no site, é mais negro do que eu que tenho mais ou menos a mesma cor de pele sua? Como resolver o caso da UnB em que dois irmãos solicitaram entrar pelas cotas e um foi aceito e o outro não. Como ficaria este caso para provar que um é mais negro que o outro?

    Eu tenho o hábito de ser extremamente rigoroso com certos pensamentos. Ouvi de um professor meu de introdução a direito (era a única cadeira de direito já que eu cursei engenharia) que “a quem quer o bonus deve assumir o onus”. E concordo. Se um negro for beneficiado pela cota, eu posso rejeitá-lo na minha empresa por ser negro mas sem que isto configure racismo? Ou seja, ele se diz negro para um benefício, porque seria racismo rejeitá-lo pelo mesmo motivo do benefício?

    Vejo que o Brasil quer resolver o problema dos negros e pobres para entra na faculdade mas não consegue resolver um problema MUITO mais grave e muito mais simples: Fazer um ensino médio de qualidade. Quando fizer isto, cotas vai se tornar tolice. Até lá o que se esta é punindo quem estuda.

    Não existe discriminação positiva como se faz pensar por ai. TODAS são negativa.

    1. @Eduardo,

      Este é outro problema que inclusive algumas entidades representantes de negros levantam. Em alguns as pessoas poderão rejeitar, por exemplo, serem atendidas por um médico negro, não por sua cor, mas por acreditar que ele é oriundo do sistema de cotas.
      Veja-se que ao contrário dos Estados Unidos, onde a separação era tão grande que as pessoas negras procuravam profissionais de sua cor de pele, no Brasil não existe este tipo de discriminação, o que poderá surgir desta política “afirmativa” que na verdade não se encaixa no nosso país.

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