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Tenho refletido acerca destas “cotas sociais” que se pretendem oferecer aos oriundos das classes menos favorecidas.

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Minhas reflexões me conduzem a duvidar seriamente se o curso superior é, de fato, a única forma de ascensão social e se o Brasil pode se dar ao luxo de permitir que o nosso já combalido e pouco abrangente ensino superior público fique à mercê de políticas que não as de efetivo mérito.

Temos atualmente um excesso de advogados (ou, se preferirem, bacharéis em Direito), contadores, administradores de empresas e, pasmem, até de médicos e dentistas (principalmente nos grandes centros urbanos, já que muitos, depois de formados, sendo oriundos de que classe sejam não se dignam a trabalhar nos rincões mais distantes do país).

Por outro lado há deficiência de professores, ou seja formados justamente nestes cursos mais fáceis de ingressar nas universidades públicas como História, Letras, Geografia, Matemática, Física, etc.

Releva ressaltar a deficiência de cientistas de todas as áreas do conhecimento humano, além de um grande risco de ao tê-los os perder para países com maior avanço científico e tecnológico.

Por fim temos  deficiência de bons profissionais de nível técnico, que teriam condições de exercer suas atividades com razoáveis ganhos como marceneiros, mecânicos, eletricistas e mesmo pedreiros, mestres-de-obras, etc.

Na Europa um bom pedreiro pode ganhar mais do que um juiz, sendo que a opção por uma ou outra carreira diz mais respeito à aptidão do trabalhador do que a ambição remuneratória.

Tenho sérias dúvidas de que alijar bons candidatos da universidade em detrimento de candidatos mais fracos, embora pobres, seja, de fato, uma política inteligente para um país ainda pobre como o nosso.

Por igual se demanda um investimento sério e imediato no ensino de base de modo a que deixemos de ter este paradoxo de o melhor ensino superior estar nas mãos do Estado, através das Universidades Públicas, ao passo que o melhor ensino médio está na iniciativa privada.