Ouvi agora há pouco na Globonews: se as ações dos bancos do G7 continuarem caindo nos próximos dias mais 20% a solução será a sua estatização.

Pera um pouquinho! Todo o sistema econômico dos sete países mais ricos do mundo nas mãos do Estado? Isso é Socialismo!

E decorrente da própria ambição dos capitalistas… nem Marx em seu maior delírio imaginou isso! Isso só pode ser obra de uma criatura muito mais maligna…

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Publicado por Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

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7 comentários

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  1. Não se trata de Socialismo, é Capitalismo mesmo!
    O negócio do capitalismo sempre foi privatizar lucros e socializar prejuízos…
    E elite dominante nunca admitirá perder aquilo que acumula com a especulação.
    Se os bancos americanos estão quebrando e arrastando outros mundo afora é por falta do controle estatal…
    Há que se garantir a liquidez do sistema, Basiléia neles!

    Ah! será que Marx foi realmente uma criatura maligna?
    A propósito, quando é que Marx foi julgado e condenado?
    Salvo engano, ele foi preso pelo “Manifesto Comunista” e pela publicação de “A Miséria da Filosofia”, acusado de alta traíção, mas foi absolvido da acusação, em que pese ter sido expulso das terras do dominínio Prussiano…
    Ao longo da história vários foram os condenados à fogueira sob a alegação de suposta malignidade… tempos depois descobre-se que malígnos foram seus algozes…
    É preciso cautela, não se deve precipitar julgamentos… A história ainda está sendo escrita!

  2. Esta taxa é na verdade o depósito compulsório que gira em torno dos 45%, e que se nõa me engano em medidas recentes do governo brasileiro foi baizada para 43%. Todo dinheiro que alguém deposita, ou investe em um banco tem que ter este percentual depositado no Banco Central, onde não será remunerado. Este artificio é usado para evitar crédito excessivo na praça, evitando assim a inflação, neste caso foi diminuída esta taxa justamente para aumentar o crédito na praça.

    1. O depósito compulsório é no Brasil, onde o sistema financeiro é controlado pelo Estado. Não nos EUA… onde havia uma alavancagem de mais de trinta vezes. Ou seja cada 1 dólar depositado garantia 30 dólares “emprestados”, alguns a devedores completamente insolventes.

  3. O governo existe exatamente para intervir quando necessário, senão, de que ele serviria? Na verdade a conta não vai exatamente para o Estado. Os bancos pagam uma taxa (ao menos nos EUA) para que em casos como este o governo possa (e deva) intevir sem permitir que o cliente do banco e menos ainda o contribuinte sejam sacrificados pela irresponsabilidade dos executivos.

    Não se ouve falar em intevenção estatal, seja na Europa ou EUA, há muitos anos. Sinceramente não sei se houve alguma desde a crise de 29. A considerar que a taxa não seja lá muito pequena, pode-se dizer que há uma considerável reserva financeira para cobrir o estrago feitos pelos executivos. Desta crise, com certeza, os governos, principalmente no primeiro mundo, tenderam a ser mais cautelosos com os bancos e provável que sejam modificadas legislações sobre o tema para reduzir as chances de um problema como este volte a ocorrer.

    Sobre sua pergunta, bem, na minha época de 2º grau o segundo mundo eram os países comunistas como antiga URSS e Cuba.

    1. Prezado Eduardo,

      Você apresenta alguns dogmas ou crenças contra os quais não é possível debater.
      Por exemplo que “taxa” seria esta? Seria um seguro ou os próprios impostos que impediriam a grande quebradeira?
      Em verdade se você conseguir superar a sua “fé no sistema capitalista” e abrir um pouco os olhos e os ouvidos verá que este socorre é, sim, uma “estatização” do prejuízo, sendo que os lucros ficaram com os seus próprios causadores.
      Ou seja os mesmos bancos que quebraram por uma gestão caótica dos seus ativos e, principalmente, dos ativos alheios, pagaram generosos bônus e prêmios aos seus executivos, que não serão agora devolvidos para cobrir o rombo.
      A socialização do prejuízo apenas se justifica porque a omissão traria prejuízos maiores. Ou seja o mercado acaba de demonstrar que não se regula sozinho e que é, sim, necessária a intervenção mais atenta do Estado.
      O Estado não deveria estar apenas intervindo na quebra, mas deveria ter regulado antes, aliás como o Estado brasileiro que não chegou a ser TÃO liberal quanto os que você denomina, um pouco anacronicamente “países de primeiro mundo”.
      No entanto é um debate interessante e o futuro que emergirá disso tudo é impoderável.

  4. Nem tanto. Basta considerar que

    1) O banco vai para as mãos do governo para que os clientes não fiquem sem o dinheiro que depositaram
    2) O banco vai ficar com o governo por um tempo e logo será privatizado.

    A parte 2 parte talvez não viesse a acontecer no Brasil, mas no primeiro mundo sem dúvidas acontecerá. Lembre-se, não são primeiro mundo por serem estatistas e sim por primarem pela livre concorrencia. Mas a intervenção estatal em certos casos é muito bem vinda e até necessária como é neste caso.

    1. Prezado Eduardo,

      Obrigado por seu comentário.
      A consideração que fiz diz respeito justamente ao fato de que o pensamento liberal tem como fundamento exatamente a alegação de que o Estado não deve intervir porque o “mercado” regularia tudo.
      Admitir que “O Mercado” errou e que a conta vai para o Estado é, sim, uma negação de um postulado básico do Liberalismo.
      Eventual privatização posterior não servirá para negar que o Liberalismo errou e que o mundo, depois desta crise, nunca mais será o mesmo.
      Aliás o Primeiro Mundo é primeiro mundo apenas porque veio primeiro e enriqueceu às custas das colônias, hoje chamadas de países emergentes…
      Vamos ver se você consegue me responder uma coisa (sem olhar na Wikipedia): se a Europa é o Primeiro Mundo e nós estamos no Terceiro, qual é o segundo?

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