Acho que é típico do ser humano se acostumar ao que é bom. Minha última viagem a Buenos Aires, com objetivos exclusivos de prazer e deleite me deixou extremamente exigente com serviços de turismo.

Pode-se falar mal dos argentinos no que se quiser, mas em matéria de turismo eles estão dando de 10 x 0 em nós brasileiros.

Nos últimos dias estive em Maringá para tratar de alguns assuntos pessoais. No entanto como nem tudo é trabalho, quis aproveitar a noite para experimentar os restaurantes da cidade que tem um índice de crescimento impressionante e um fluxo de viajantes idem (o vôo de Curitiba que tomei em conexão, em um 737-700 da Gol) estava praticamente lotado.

Hospedei-me em um hotel que considero bom, com um preço bem razoável para as comodidades oferecidas, por tal motivo achei que poderia, na sua recepção obter informações razoáveis sobre opções de restaurantes. Lêdo engano.

Como Maringá é um município com uma forte colônia japonesa, e considerando que a culinária  desta cultura é uma das minhas favoritas, achei que não teria dificuldades em obter uma boa dica em relação a casas em que se oferecesse um bom sushi.

A sugestão apresentada não distaria daquela que me daria um adolescente em final de semana: os restaurantes da Tiradentes, na altura da Piratininga. O local é, de fato, um agrupamento de restaurantes. Todavia todos, mesmo os de culinária especializada como o italiano e o japonês, com cara de trailer de xis

de Porto Alegre, o que não torna apetitoso nem o mais bem elaborado sashimi.

Ante, contudo, a minha obstinação em comer uma comida boa acabei me socorrendo do lobby de outro hotel próximo onde me indicaram um restaurante japonês mais sofisticado.

Modestamente eu sou um bom apreciador da culinária japonesa, credenciado principalmente por ser amigo  e aluno do melhor sushiman de Porto Alegre, o Maguil, do Temari, o que não é pouca coisa, principalmente em tendo-se em conta que atualmente na cidade abrem-se mais restaurantes japoneses do que churrascarias.

Para minha sorte, contudo, acabei encontrando o Momiji que, felizmente, salvou a má-impressão que eu levaria da gastronomia maringaense.

Antes de mais nada fiquei impressionado com o baixíssimo preço do rodízio completo (R$36,00 mais serviço), incluindo tanto sashimi quanto se possa comer. Em Porto Alegre ainda não encontrei este local paradisíaco e, nas poucas experiências que tive de alguma coisa parecida com rodízio, fiquei frustrado.

E a propaganda não é nada enganosa. Logo na entrada fui servido com alguns sushis maravilhosos, em especial a base de skin de salmão, que eu pessoalmente adoro.

Sashimis (o do centro e da frente, de tainha defumada).

A seguir, sonho de todo sushinívoro: uma porção extremamente generosa de sashimis, com destaque especial para o sashimi de tainha defumada – um pouco salgada, dispensando o shoyo.

Como se não bastasse, o rodízio ainda incluía uma vasta gama de pratos quentes. Optei (mais por gula do que por fome) por um filé de merluza com molho apimentado, arroz yakimeshi e shitake.

Nem preciso dizer que saí de lá praticamente sem conseguir me mexer.

A carta de vinhos é fraquíssima, do tipo que oferece Miolo Seleção acreditando que é um vinho bom do Sul do país. Não conversei com os garçons para saber se aceitam que se traga a própria bebida, mas acredito que isso possa ser negociado.

Serviço: Restaurante Momiji Cozinha Oriental. Av. Tiradentes, 1275, em Maringá/PR. Fone (044) 3225-3846. Atendimento de terças a sábados das 18h às 23h e aos domingos das 11h às 14.

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Publicado por Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

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