Eu odeio a Brasil Telecom sem censura
Há alguns tipos de processos que simplesmente não dá para entender. Por exemplo este cuja solução se noticia hoje: A Justiça carioca rejeitou o pedido da empresa Brasil Telecom de tirar do ar uma página hospedada no sítio gratuito kit.net, da Globo.com, que tinha como título “Eu Odeio a Brasil Telecom”.
Os fundamentos da sentença são excelentes:
“Exercer censura sobre a Internet, exceto nas hipóteses de crime, seria pôr fim ao seu objeto de unir povos e culturas diferentes no espaço virtual”, entendeu a magistrada, que lembrou ainda que “www”, usado em endereços eletrônicos, significa World Wide Web - rede livre mundial de computadores.
“Pensar diferente, apenas porque o nome da comunidade é “Eu odeio a Brasil Telecom´ seria concluir o absurdo: críticas só poderiam ser admitidas se elogiosas fossem! Determinar a retirada do ar de páginas com tal conteúdo representa a utilização do Poder Judiciário como instrumento de censura, o que é inadmissível no Estado Democrático de Direito”.
O grande absurdo da coisa é que a página sequer existe mais - ou seja o seu autor por um motivo qualquer resolveu apagá-la, o que já seria motivo para que a empresa tivesse desistido da ação há muito tempo.
Não o tendo feito a sua omissão ou inércia serviu apenas para expor a sua marca e, ainda, criar uma jurisprudência que lhe será desfavorável, uma vez que não será de se espantar que, no vácuo da decisão, surjam um ou mais sites com referências pejorativas a esta ou outras empresas de telefonia, que, ademais, são as recordistas em reclamações nos PROCONs e Juizados Especiais Cíveis.
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