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Morreu o filho de alguém

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Domingo, meio da tarde, retornado de Rivera fui dar uma caminhada na bela praia de rio das Areias Brancas em Rosário do Sul.

Tão logo cheguei me deparei com um caminhão dos bombeiros e muita gente à beira do rio. De imediato me lembrei de minha infância naquela praia e a preocupação quase doentia de minha mãe com a minha entrada na água.

Ela vivera toda a sua juventude nesta cidade, convivera com as história de amigos, bons nadadores, soldados dos quartéis locais, todos tragados pelo aparentemente calmo e aparentemente raso (que às vezes podia ser atravessado à pé, com água pela cintura) Rio Santa Maria.

Neste domingo vi a agitação, o desespero, a impotência dos homens frente às forças da natureza. Foram resgatadas três crianças, uma quarta desaparecida.

Minha mãe tinha razão… levei apenas trinta e sete anos para descobrir…

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Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

3 comentários em “Morreu o filho de alguém

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