Deus é uma Juíza Brasileira!
Recebi agora há pouco por e-mail uma decisão que tende a ser mais uma pérola da história da jurisprudência nacional.
Trata-se de notícia publicada no site Consultor Jurídico de 17/11/2007, mas que já se encontrava na rede desde 05/11/2007 por meio do blog Modos de Dizer o Mundo.
Dá conta a notícia que uma Juíza do Trabalho do interior da Paraíba teria, em suas razões de decidir, dito, textualmente:
A liberdade de decisão e a consciência interior situam o juiz dentro do mundo, em um lugar especial que o converte em um ser absoluto e incomparavelmente superior a qualquer outro ser material. A autonomia de que goza, quanto à formação de seu pensamento e de suas decisões, lhe confere, ademais, uma dignidade especialíssima. Ele é alguém em frente aos demais e em frente à natureza; é, portanto, um sujeito capaz, por si mesmo, de perceber, julgar e resolver acerca de si em relação com tudo o que o rodeia.
Gente, eu fiquei tão emocionado com as palavras da colega que por alguns momentos pensei em fechar o espaço de comentários e ficar aqui blogando sozinho, dizendo a VERDADE enquanto meus humildes leitores tem a chance de se abeberar da minha lauta sabedoria.
Brincadeiras à parte a situação muito merece se dar chance de ouvir o outro lado, ou seja permitir-se que a magistrada explique porque se colocar em um patamar tão superior. O que pode muito bem ter como explicação desde o digitador ter ouvido mal alguma parte importante do texto ditado em audiência, até ter sido alguma brincadeira que, por um infeliz acaso veio a ser juntada ao processo no lugar da decisão correta.
Até porque juiz de primeiro grau anda tão desmoralizado no Brasil que dia desses um servidor do TRT/RS anulou um ato meu (isso mesmo, servidor… se alguém ficou curioso outra hora eu explico).
Atualização: A magistrada prolatora da controvertida decisão acima referida aprensentou à sua associação de classe, a AMATRA XIII, uma nota em que admite que foi realmente infeliza na colocação destacada da sentença. Esta nota, que reflete a humildade da juíza no reconhecimento de seu equívoco não deve ser desconsiderada.
A imagem acima é do filme Deus é Brasileiro dirigido por Cacá Diegues, e que está à venda no Submarino.com.
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20 11 2007 às 9:06 am
Essa é boa…
Matéria pra um próximo post ou resposta no comentário mesmo?
20 11 2007 às 9:13 am
Agora, achei interessante quando você disse que os magistrados estão desmoralizados no Brasil.
Você poderia tratar deste assunto mais tarde?
20 11 2007 às 12:38 pm
Por favor, explique mesmo… =D
20 11 2007 às 1:57 pm
No link do Consultor Jurídico está o conteúdo completo da decisão.
Rhazahrd e Fabrício,
Outra hora eu conto.
21 11 2007 às 6:39 am
Depois nos conte isso.
Estou assinando seu feed, e amanha estaremos juntos na Blogagem Coletiva,
Meire
21 11 2007 às 4:50 pm
Por favor, coloca uma imagem do “ato” pelo qual ele declarou nulo o seu(meu Deus!!!).
22 11 2007 às 11:44 am
22 11 2007 às 2:56 pm
dá ao menos uma pista, sobre o tal ato anulado, hehehe!
18 04 2008 às 7:29 pm