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O acidente aéreo com o avião da TAM veio apenas demonstrar que o Brasil não tem tradição de governantes carismáticos ou estadistas.

O fato de o Presidente Lula estar desde o acidente anterior, que inaugurou nos aeroportos a rotina de “apagões aéreos”, afirmando que “vai dar um jeito nisso”, enquanto seus assessores direitos e ministros ficam gesticulando e falando obcenidades aos atônitos viajantes, bem ilustra tal situação.

Igualmente podemos verificar que o país não tem chefe quando poucos dias após o maior acidente aéreo de todos os tempos, os dirigentes de uma agência completamente desacreditada são condecorados com a medalha “Mérito Santos Dumont”, conforme noticiam, dentre outros, a Folha.

A mera ocorrência de qualquer festividade na Força Aérea Nacional, enquanto dezenas de familiares ainda demandam o reconhecimento de seus entes queridos para lhes dar uma sepultura digna, já seria considerada de mau gosto em qualquer nação razoavelmente civilizada.

Premiar-se quem deveria estar preocupado em averiguar as causas e, principalmente, evitar novos incidentes é nada menos que um deboche.

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Publicado por Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

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