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OAB e Grampos Telefônicos

No meio do Furacão Hurricane, que arrasa a reputação ilibada do Poder Judiciário com provas robustas acerca do envolvimento dos acusados com o crime organizado, a OAB, através de seu Conselho Federal, quer fazer passar por santos todos os seus representados.

Que a inviolabilidade das comunicações é um direito constituicional assegurado a todos não se discute. Todavia na balança dos princípios, em uma nação assolada pela violência, cujo crime se entranha inclusive no Poder Público, se querer outorgar a uma classe o privilégio de sua inviolabilidade não se afigura jurídico ou sequer moral.

Por Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

2 respostas em “OAB e Grampos Telefônicos”

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