- Doutor, ganhamos? – perguntou o cliente, visivelmente nervoso. Era um processo intrincado, que se arrastava por anos e do qual dependia, ganho ou não, o futuro dele. Receber uma ligação do advogado: o processo se havia encerrado. Se havia ganho ou não o advogado fizera mistério.
- Sr. Fredolino, – pigarreou o advogado – como eu já havia lhe dito este processo era deveras complicado. O senhor deve recordar no início, quando o senhor me procurou, que as chances eram iguais para ambas as partes.
Fredolino ouvia.
- Bem no juízo a quo apresentamos o libelo, a parte excepcionou e contestou. O magistrado rechaçou a exceção, mas em análise da matéria de fundo restou por nos dar procedência apenas parcial. Interpusemos o remédio apropriado tendo, então, o processo sido conduzido à instância ad quem, deistribuído o processo, o relator proferiu foto que nos foi inteiramente favorável, entretanto o conteúdo das manifestações do revisor e até do vogal foram incluídos nas razões de decidir. Assim ao se verificar que o conteúdo da fundamentação divergia do dispositivo, nada obstante a ementa confirmasse a decisão em nosso favor, nos obrigamos a apresentar embargos de declaração, apontando a contradição existente. Recebidos os embargos foi-nos dado provimento. A parte contrária, contudo, não se conformou, apresentou Recurso de Revista e, do despacho denegatório, apresentou Agravo de Instrumento. O Tribunal Superior negou seguimento a este último e, portanto, os autos estão agora de volta à Vara de origem.
Fredolino admirou-se que esta narrativa toda saiu de um fôlego só, sem que o advogado sequer resvalasse em um ou outro dos inúmeros termos utilizados. Apreveitou-se do intervalo do advogado e então, um pouco hesitante perguntou:
- Doutor o senhor me desculpe, nós ganhamos?









Agradeço a todos!
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Jorge Araujo Reply:
maio 25th, 2009 at 21:06
“ceminário”? não há material que lhe sirva…
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Jorge Araujo Reply:
maio 25th, 2009 at 21:06
“ceminário”? não há material que lhe sirva…
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Não penso que as coisas tem que serem complicadas não mais cada um no seu quadrado, temos que parar de ser idiotas desunidos fúteis e parar para lutar em favor de nossa profissão que é muito importante para o mundo, ou excluir a faculdade de direito e dar o livre direito da população postular e defender seus direitos sozinhos, econômico fácil.
Assim poderíamos aproveitar e quem sabe simplificar também a medicina a matemática e outras áreas, alas existem algumas petições que quando você lê dá até medo, isso deve ser pelo fato de se tentar simplificar ao máximo
Aqui tem alguns exemplos dessa tentativa de se analfabetizar o direito:
http://www.boletimjuridico.com.br/humor/default.asp
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Juridiquês é sempre um tema interessante, e até polêmico. Outro dia, li um artigo em que o autor propunha o fim, inclusive, de expressões como “a quo”, “ad quem”, “habeas corpus”. Concordo que, para quem não é da área, a simplificação é necessária; só que um pouco de tecnicismo sempre vai sobrar, como em qualquer outra profissão. Afinal, é muito mais fácil falar “ex tunc” do que “efeitos que retroagem até a origem do fato”…
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O militarês não chega a tanto mas tbm pode complicar as coisas.
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