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Vai ver foi praga da Soninha, mas o certo é que ela terá um bom material para responder ao processo que lhe move uma associação de juízes de São Paulo acerca de declarações suas sobre corrupção do Judiciário.

Sem se adentrar nos meandros da operação Hurricane (Furacão), que com certeza ainda dará muito pano para manga, é de se perquirir o que leva um magistrado ou um delegado de polícia, que recebem uma remuneração diferenciada em relação ao restante da população, além de contar com garantias como a irredutibilidade de vencimentos ou a estabilidade, a se corromper.

Uma coisa é um policial que percebe 600 reais por mês para arriscar sua vida diariamente, tendo como vizinhos, muitas vezes, os mesmos criminosos que combate em sua atividade, aceitar algumas centenas de reais para fazer vistas grossas acerca de um crime menor. Outra, muito diferente, é alguém que tem um cargo de destaque nas carreiras estatais em troca de carros de luxo e contas polpudas facilitar o aumento da criminalidade da forma que desponta nas investigações que até agora foram levadas a público.

Sem admitir-se o julgamento apressado ou o pré-julgamento, as associações de classe de juízes, promotores, advogados, delegados de polícia… antes de se lançarem em uma defesa intransigente dos acusados, devem, isto sim, exigir o amplo esclarecimento dos fatos e a exemplar punição dos eventuais faltosos.