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Hurricane, a Operação Furacão

Não me perguntem porque o blog está há tanto tempo inativo: eu mesmo tenho me perguntado isso. Na verdade algumas atividades extras tanto no trabalho quanto no estudo poderiam servir de desculpas para o “silêncio” no blog. Entretanto em situações parecidas minha produtividade até aumentou.

A verdade é que esta barulheira toda da Operação Hurricane, com a prisão de vários magistrados me deixou um pouco pensativo. Os magistrados federais nos dez anos que tenho de carreira nunca perceberam uma remuneração tão boa.

Não é nenhum exagero ou indecência como gostam de alardear jornalistas sensacionalistas, mas o suficiente para se viver decentemente. Uma remuneração que permite se comprar a prestação uma residência razoável e um bom veículo, viajar de vez em quando, mas tudo com muita parcimônia.

Não permite, por exemplo, se manter um carro esportivo, ou uma residência no exterior, ou viajar de primeira classe e se hospedar em hotéis de luxo. Todavia estes excessos não ficam nem bem para um juiz.

E, ademais, ao contrário da atividade de comentarista do jornal das onze ou de colunista de revista semanal, o cargo de magistrado é acessível a qualquer cidadão bacharel em Direito que for aprovado em um concurso de provas e títulos. Neste sentido eu gosto muito deste artigo do excelente Imprensa Marrom que trata exatamente de algumas contradições da imprensa.

Criticar uma profissão bem remunerada, apenas por o ser é querer nivelar por baixo os salários do país o que, convenhamos, não é nada bom para que se crie um mercado de consumo interno.

Amanhã eu continuo

Por Jorge Alberto Araujo

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho e master em Teoria da Argumentação Jurídica pela Universidade de Alicante, Espanha. Titular da 5a Vara do Trabalho de Porto Alegre/RS.

1 resposta em “Hurricane, a Operação Furacão”

“…o cargo de magistrado é acessível a qualquer cidadão bacharel em Direito que for aprovado em um concurso de provas e títulos.”

Como se passar na magistratura não fosse a coisa mais difícil do planeta né? Mas um dia eu chegarei lá!

Abraço!

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